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A tentação da Igreja Participação ativa Um porto seguro para casais, sacerdotes e religiosos(as) Chamados para uma missão Comitê de Bacia investe em saneamento

A tentação da Igreja

Carlos Scheid

Uma rápida varredura na História da Igreja permite identificar a tentação permanente que ronda o “pessoal da Igreja” – expressão de Jacques Maritain – quando a missão parece difícil, as barreiras se multiplicam e a solução aparente est…

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Participação ativa

Um dos princípios orientadores da reforma litúrgica do Concílio Vaticano II foi o da “participação ativa”, como lemos no número 14 da Constituição Conciliar Sacrosanctum Concilium [SC]: “É desejo ardente na mãe Igreja que todos os fiéis cheguem à…

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Um porto seguro para casais, sacerdotes e religiosos(as)

O EMM nos dá um presente, que é viver o FDS, um verdadeiro encontro consigo, com o outro e com Deus, que nos mostra o caminho para a conversão com mudanças de atitudes, a escuta com o coração e com a decisão de amar sempre. Isto tem sido um porto seg…

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Chamados para uma missão

João da Silva Resende, SDN*

 

“Eu te segurei pela mão, te formei e te destinei para unir meu povo e ser luz das nações. Para abrir os olhos aos cegos, tirar do cárcere os prisioneiros e da prisão os que moram nas trevas.” (Is 42,6-7.) Assim …

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Comitê de Bacia investe em saneamento

CBH-Manhuaçu conclui 16 Planos Municipais e agora acompanha sua implantação.

Passam-se os anos, trocam-se governos, novas políticas públicas são anunciadas e o saneamento básico segue um descalabro no Brasil. Embora seja um direito previsto na Const…

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XVII Congresso Eucarístico Nacional

Pela segunda vez, Belém, PA, irá sediar o Congresso Eucarístico Nacional. Em 1953, a capital paraense sediou pela primeira vez o congresso. Mais uma vez será um grande evento no ano dos 400 anos da cidade e também dos 400 anos de Evangelização da Amazônia. Completam-se ainda os 110 anos de elevação da então Diocese a Arquidiocese e Sede Metropolitana.

O XVII Congresso Eucarístico Nacional – CEN2016, que será realizado na cidade de Belém do Pará, de 15 a 21 de agosto de 2016, vem em um momento oportuno, pois desejamos tornar visível em todo o Brasil a força da Eucaristia e da ação missionária na Amazônia; de um povo de fé, que testemunha com sua cultura e maneira de ser, uma Igreja viva no Norte do Brasil. Por isso o CEN2016 terá como tema “Eucaristia e Partilha na Amazônia Missionária”, e como lema “Eles o reconheceram no partir do Pão”.

O Congresso Eucarístico quer ser a convergência de todas as pessoas que professam a fé católica na realidade da Santíssima Eucaristia, e desejam dar um testemunho público de sua fé na presença real do Senhor Jesus Cristo. A partir dessa profissão explícita de nossa fé na Eucaristia, o Congresso Eucarístico busca as consequências práticas da celebração dos Santos Mistérios e do Culto Eucarístico em geral, para adorar o Senhor em Espírito e Verdade (cf. Jo 4, 24).

A Eucaristia é o próprio coração da vida cristã. “A celebração da Missa, como ação de Cristo e do povo de Deus hierarquicamente ordenado, é o centro de toda a vida cristã, tanto para a Igreja, quer universal, quer local, como para cada um dos fiéis. Nela culmina toda a ação pela qual Deus, em Cristo, santifica o mundo, e todo o culto pelo qual os homens, por meio de Cristo, Filho de Deus, no Espírito Santo, prestam adoração ao Pai. Nela se comemoram, ao longo do ano, os mistérios da Redenção, que, por esta forma, se tornam presentes. Todas as outras ações sagradas e todas as obras da vida cristã, que com ela estão relacionadas, dela derivam e a ela se ordenam.”

“Eles O Reconheceram no partir o pão”
Dom Alberto Taveira

O Senhor antecipou sacramentalmente sua entrega na última Ceia. Após a Ressurreição, ele se manifestou a seus discípulos. Como somos peregrinos na história, queremos pedir ajuda aos discípulos de Emaús, para aprender a reconhecê-lo no partir do Pão. Nosso desejo sincero é que todos os participantes do XVII Congresso Eucarístico Nacional reconheçam sua presença e se tornem missionárias e missionárias, levando consigo a riqueza do que viveremos juntos, ajudados pela reflexão oferecida pelo Padre Giovanni Martoccia SX, cujos pontos principais oferecemos a todos (cf. Texto-base do XVII Congresso Eucarístico Nacional, Edição da Arquidiocese de Belém).

O dia estava cinzento como o coração de todos os discípulos, cheios de medo, dúvida e tristeza. As esperanças messiânicas alimentadas por Jesus dissiparam-se no vento da repressão romana; e, junto com elas, também o sonho de um Reino de Deus, por tanto tempo acalentado, se espatifou no iníquo patíbulo que recebeu a condenação do Justo.

O testemunho das mulheres de que o corpo de Jesus não estava no túmulo não foi suficiente para convencer os apóstolos de que algo extraordinário havia acontecido. Ninguém do grupo quis acreditar. Mas quantas vezes lhes confirmara que iria ressuscitar! Entesourar a memória de sua palavra era pré-requisito indispensável para não naufragar no meio da tragédia. Sua palavra, meditada no coração, é âncora segura da fé, fonte de esperança e força propulsora do anúncio da Boa Nova.
Dois discípulos, tendo deixado a cidade de Jerusalém, teatro dos tristes acontecimentos da prisão e execução do Mestre, dirigiram-se a Emaús, aldeia a duas horas de boa caminhada. Parecem querer voltar a seu passado e esquecer tudo o que havia acontecido, enterrando a última lembrança de suas esperanças frustradas. Mas era justamente esse pavio fumegante que os impelia a conversar sobre aqueles mesmos eventos inesquecíveis. O caminho pedregoso e acidentado ritmava os inconstantes e ríspidos pensamentos de seus corações. Os olhos de sua memória parecem fechados, completamente vedados, a ponto de não reconhecer nem mesmo o próprio Jesus que, aproximando-se, pôs-se a caminhar com eles.

Estavam tão concentrados que não deram nenhuma atenção ao desconhecido, que toma a iniciativa e puxa conversa, perguntando sobre o assunto que os preocupava e que parecia tão sério: “Que é que vocês vão discutindo pelo caminho?” Estavam tristes e abatidos pela morte de seu Mestre, decepcionados porque pensavam que ele fosse o Messias, e agora acham que se enganaram.

Finalmente, eles param. Uma parada, nessa caminhada, símbolo da nossa caminhada de vida, é o primeiro passo para compreender como nos afastamos dele, a ponto que nem o reconhecermos mais, e quanta tristeza sua falta trouxe em nossa vida. Ele nos visita, mas muitas vezes não percebemos sua presença, porque ficamos amarrados ao nosso velho modo de pensar, à nossa imaginação que quer determinar o agir de Deus. O mesmo Jesus que eles conheciam tão bem estava diante deles, conversando com eles e, mesmo assim, não o reconheceram. Como é possível?

Na verdade, Jesus é o mesmo. São os discípulos que mudaram; fechando-se em sua esperança frustrada não conseguem mais reconhecê-lo. Antes, eles olhavam para Jesus com confiança, acreditavam nele. Agora estão decepcionados e seu olhar é diferente. As falsas expectativas lhes vendaram os olhos. No entanto, Jesus cumpriu todas as suas palavras, mas não como eles imaginavam. É preciso receber algo novo, nova luz para que os olhos se abram e, finalmente, o reconheçam.

A Jesus, que pergunta esclarecimentos sobre esses acontecimentos tão graves, responde Cléopas com outra pergunta que parece expressar espanto e irritação: “Serás tu o único forasteiro em Jerusalém que desconhece o que se passou aí nestes últimos dias?”. Jesus se mostra muito interessado e pronto a ouvir tudo o que ocorreu. Cléopas informa o curioso forasteiro dos fatos que tanto marcaram a vida deles. Conta tudo a partir do ministério de Jesus, conhecido como o Nazareno. Mas os dois discípulos não souberam acolher os acontecimentos e interpretá-los. Estão decepcionados!

A decepção dos discípulos é justificada pelo fato de que “já faz três dias que todas essas coisas aconteceram!”, e ele não apareceu. Depois de Jesus ter escutado com atenção toda a história que eles tinham para contar, de repente os repreende com severidade. Jesus, com uma pergunta sobre a necessidade do sofrimento do Messias, dá início à catequese pascal. É preciso que a vida de Jesus seja interpretada à luz das Sagradas Escrituras.

Quando chegaram perto do povoado para onde iam, ele fez de conta que ia mais adiante: “Fica conosco, porque é tarde e o dia já declina”. Entrou, então, para ficar com eles. Realmente, a vida sem ele fica muito escura, sem luz nem sentido, como peregrino em noite de lua nova. Se compartilharmos nossa jornada com ele, ouvindo suas palavras, Uma vez à mesa com eles, tomou o pão, pronunciou a bênção, partiu-o e distribuiu entre eles.

Então, seus olhos se abriram e o reconheceram. É Jesus que toma a iniciativa, que se aproximou deles e lhes explicava tudo. Na fração do pão, fez com que seus olhos se abrissem. Eles agora o reconhecem. Será ainda Jesus que abrirá a mente aos Onze para entenderem as Escrituras, pois tudo o que estava escrito tinha que se cumprir.

Jesus desaparece no momento em que os dois discípulos o reconhecem. É para nos advertir que não se trata de uma visão extraordinária, mas do normal caminho da fé que nos conduz ao encontro com o Cristo vivo na Eucaristia, na convivência fraterna, na escuta da Palavra, no testemunho generoso e no compromisso evangelizador. Não são as feições físicas que permitem reconhecer Jesus ressuscitado como o mesmo que foi crucificado, mas o gesto distintivo de sua existência: a fração do pão, gesto que expressa e traz presente seu dom de amor total e incondicional, seu serviço, seu viver para os outros.

No testemunho recíproco a fé manifesta sua dimensão comunitária, revela sua força transformadora, revigora o coração e ilumina os caminhos da Igreja. E disseram um ao outro: “Não ardia o nosso coração quando ele nos falava pelo caminho, quando nos explicava as Escrituras?” Sob esse impulso jubiloso, os dois voltaram para Jerusalém. Voltou a esperança, o entusiasmo, a fé e a força para retomar o caminho, ainda que seja longo e difícil, e a noite adiantada. Mas a escuridão da noite já não assusta mais. A luz que agora brilha no coração é mais que suficiente para vencer a treva ameaçadora.
Ao chegarem a Jerusalém, mais uma surpresa agradável os aguarda. Acharam aí reunidos os Onze e seus companheiros, que disseram: “É verdade! O Senhor ressurgiu e apareceu a Simão!” Então, por sua vez, também contaram os acontecimentos do caminho e como Jesus fora por eles reconhecido na fração do pão.

À comunidade que se perguntava sobre como reencontrar o Senhor Jesus hoje, Lucas narra o episódio dos discípulos de Emaús. O relato visa a transmitir à comunidade a alegria do encontro com o Senhor, o Vivente, e incentivá-la a buscar na comunhão e na vivência de Igreja uma experiência pessoal de sua presença. Todos aqueles que buscam o Senhor de coração sincero e apaixonado abrindo-se ao alimento de sua Palavra e da Ceia eucarística, perceberão sua voz e sua presença.
Jesus se faz presente, como desconhecido, nos caminhos da vida, nos encontros inesperados, nos acontecimentos cotidianos, que precisam ser compreendidos à luz de sua Palavra. Trata-se de identificar a ação de Deus em nossa história, adquirindo uma inteligência espiritual dos acontecimentos e fazendo “memória”, como Maria, no coração.

Fonte: cen2016.com.br

Oração do Congresso Eucarístico Nacional

Jesus Eucaristia, fonte de vida para todos, coração dos corações!

Nós te acolhemos presente entre nós.

Ao recebermos teu Corpo e teu Sangue, mostra-nos a força redentora de teu sacrifício.

Tu és partilha de vida e salvação para a vida do mundo.

Abre nossos corações para compartilhar com todos os nossos bens.

Ensina-nos a testemunhar, amar e servir e proteger a vida, aprendendo a lição do Altar.

Em ti todas as coisas foram criadas e nossas terras amazônicas são obra do amor do Pai.

Reconhecemos estes sinais de amor, presença e providência em nossa história, e desejamos irradiar na comunhão com Deus e com todos, a missão que nos confiaste.

Senhor Jesus, há quatro séculos a Boa Nova do Evangelho aportou em nossas terras, para aqui plantar raízes.

Os teus missionários se alegraram, ao verem as Sementes do Verbo de Deus que o Espírito Santo havia espalhado, precedendo seus passos, e anunciaram corajosamente a tua Palavra.

A partir do Forte do Presépio, sob a proteção de Nossa Senhora da Graça, chamando-a Santa Maria de Belém ou Senhora de Nazaré, a Amazônia recebeu a mensagem da salvação.

Renova hoje, Senhor, com a força da Eucaristia, o vigor missionário em nossos povos, e brotem entre nós santas vocações para o serviço do Evangelho.

Cristo Senhor, ao reconhecer-te no partir do Pão, faze arder nossos corações, para que do Altar da Eucaristia nasça um novo ardor missionário em nossa Pátria.

Ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo sejam dadas, hoje e sempre, toda a honra e toda a glória!

Amém.

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