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A tentação da Igreja Participação ativa Um porto seguro para casais, sacerdotes e religiosos(as) Chamados para uma missão Comitê de Bacia investe em saneamento

A tentação da Igreja

Carlos Scheid

Uma rápida varredura na História da Igreja permite identificar a tentação permanente que ronda o “pessoal da Igreja” – expressão de Jacques Maritain – quando a missão parece difícil, as barreiras se multiplicam e a solução aparente est…

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Participação ativa

Um dos princípios orientadores da reforma litúrgica do Concílio Vaticano II foi o da “participação ativa”, como lemos no número 14 da Constituição Conciliar Sacrosanctum Concilium [SC]: “É desejo ardente na mãe Igreja que todos os fiéis cheguem à…

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Um porto seguro para casais, sacerdotes e religiosos(as)

O EMM nos dá um presente, que é viver o FDS, um verdadeiro encontro consigo, com o outro e com Deus, que nos mostra o caminho para a conversão com mudanças de atitudes, a escuta com o coração e com a decisão de amar sempre. Isto tem sido um porto seg…

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Chamados para uma missão

João da Silva Resende, SDN*

 

“Eu te segurei pela mão, te formei e te destinei para unir meu povo e ser luz das nações. Para abrir os olhos aos cegos, tirar do cárcere os prisioneiros e da prisão os que moram nas trevas.” (Is 42,6-7.) Assim …

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Comitê de Bacia investe em saneamento

CBH-Manhuaçu conclui 16 Planos Municipais e agora acompanha sua implantação.

Passam-se os anos, trocam-se governos, novas políticas públicas são anunciadas e o saneamento básico segue um descalabro no Brasil. Embora seja um direito previsto na Const…

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F1p20 Juventude Ok

WhatsApp ajuda ou obstáculo…

Um programa que utiliza a Internet principalmente para enviar mensagens instantâneas e fotos. O WhatsApp é usado especialmente em telefones celulares.
WhatsApp voltou ao centro da atenção mundial quando, em meados de novembro de 2014, habilitou um sistema que permite saber se o destinatário das mensagens enviadas pelo sistema leu ou não: se o remetente vê em seu telefone dois tracinhos azuis, significa que o receptor leu a mensagem.
Já em 2013, um estudo do “Cyberpsychology: Journal of Psychosocial Research on Cyberspace” mostrava que o WhatsApp tinha sido motivo para a ruptura de uns 28 milhões de casais. As pessoas enviavam mensagens, mas também esperavam uma resposta imediata. Com a nova modalidade de comprovar a leitura das mensagens, essa “expectativa de resposta” fica ainda mais acentuada e, compreensivelmente, com consequências não só nas relações dos namorados.
Sabe-se que, como sugerido por alguns psicólogos (p. ex., Henry Echeburúa, da Universidade do País Basco) WhatsApp pode gerar o mesmo vício de uma droga. Uma droga que apresenta sintomas externos, como a incapacidade de não deixar de ver permanentemente o telefone durante o dia, mas também durante a noite; droga que incapacita para relacionar-se e olhar nos olhos do outro; droga que faz experimentar sensações como a impressão de que o telefone vibra sempre ou que cria a necessidade de estar sempre conectado, disponível e reagindo imediatamente aos estímulos que vêm “do outro lado do telefone”. De acordo com o estudo “A Comunicação dos estudantes por meio do WhatsApp”, um a cada três estudantes de 15 a 19 anos usa o WhatsApp, em média, durante seis horas por dia…
Em geral, as redes sociais e serviços de mensagens instantâneas como o WhatsApp criaram uma “forma mentis” nova nos modos e tempos de interação humana. Sendo estes estímulos sincrônicos e intempestivos, exigem, para muitos, uma forma de resposta nas mesmas categorias.
Que isso passe depois ao âmbito dos sentimentos só é um reflexo de que, na verdade, as experiências digitais supõem também reações afetivas que suscitam rejeição ou reforçam laços humanos porque, em última análise, as tecnologias são o que são os seres humanos que as usam.
De acordo com dados do WhatsApp, até agosto de 2014 esse serviço tinha 600 milhões de usuários. Só em abril do mesmo ano, tinha superado os 500 milhões. Números como estes manifestam claramente não só a penetração que esses serviços têm nos seres humanos, mas que também as relações humanas mudam nas suas formas. Sendo as relações humanas o ponto de partida (enquanto são a nossa primeira experiência de alteridade, ou seja, de tratamento com outros), é compreensível que, consequentemente, condicionem para bem ou para o mal a nossa capacidade de relacionar-nos com Deus.
Considere um exemplo simples, mas profundo: a oração. Em termos claros, ela supõe o diálogo entre duas pessoas: a própria pessoa e Deus. Nesse diálogo, na maioria das vezes, somos nós que formulamos uma petição e esperamos a resposta. A era das tecnologias é também a era da impaciência: esperam-se respostas e soluções imediatas. Mas na vida de fé esse não é normalmente o caminho pedagógico que Deus usa para ajudar-nos em profundidade. Não é verdade que existe o risco de não saber esperar, também na vida de união com Deus, de nos cansarmos e ir alimentando uma espécie de apatia religiosa ante a falta de respostas imediatas?
“Se não te respondo, é porque estou fazendo uma pausa” – era um dos cartazes da marca KitKat após a implementação do sistema de WhatsApp em novembro de 2014. No fundo, mostrava algo bastante real: o homem não está feito só para respostas imediatas a estímulos inesperados, mas também para refletir as suas respostas. E isso nos leva a pensar como a as respostas que não contam com o apoio da reflexão, que tantas vezes está unida à pausa e ao silêncio, dificilmente dão os melhores resultados.] [Veja texto completo em Zenit.org]

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