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A tentação da Igreja Participação ativa Um porto seguro para casais, sacerdotes e religiosos(as) Chamados para uma missão Comitê de Bacia investe em saneamento

A tentação da Igreja

Carlos Scheid

Uma rápida varredura na História da Igreja permite identificar a tentação permanente que ronda o “pessoal da Igreja” – expressão de Jacques Maritain – quando a missão parece difícil, as barreiras se multiplicam e a solução aparente est…

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Participação ativa

Um dos princípios orientadores da reforma litúrgica do Concílio Vaticano II foi o da “participação ativa”, como lemos no número 14 da Constituição Conciliar Sacrosanctum Concilium [SC]: “É desejo ardente na mãe Igreja que todos os fiéis cheguem à…

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Um porto seguro para casais, sacerdotes e religiosos(as)

O EMM nos dá um presente, que é viver o FDS, um verdadeiro encontro consigo, com o outro e com Deus, que nos mostra o caminho para a conversão com mudanças de atitudes, a escuta com o coração e com a decisão de amar sempre. Isto tem sido um porto seg…

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Chamados para uma missão

João da Silva Resende, SDN*

 

“Eu te segurei pela mão, te formei e te destinei para unir meu povo e ser luz das nações. Para abrir os olhos aos cegos, tirar do cárcere os prisioneiros e da prisão os que moram nas trevas.” (Is 42,6-7.) Assim …

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Comitê de Bacia investe em saneamento

CBH-Manhuaçu conclui 16 Planos Municipais e agora acompanha sua implantação.

Passam-se os anos, trocam-se governos, novas políticas públicas são anunciadas e o saneamento básico segue um descalabro no Brasil. Embora seja um direito previsto na Const…

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Vivendo e celebrando o Tríduo Pascal

Padre Reginaldo Manzotti *

 

Estamos saindo do retiro quaresmal e da vivência da Semana Santa, que se iniciou com o Domingo de Ramos. A Semana Santa é marcada pelo Tríduo Pascal, que é o coração da liturgia cristã. Celebrar o Tríduo Pascal é celebrar toda a história de nossa salvação.

A cruz, escândalo aparente de um Deus que fracassa, torna-se o lugar referencial de salvação para a humanidade. A morte foi vencida e o amor tem a última palavra.

Fazer memória da paixão, morte e ressurreição do Senhor Jesus, com as celebrações que nos propõe a Igreja, é tornar-se contemporâneo desses acontecimentos. É para nós, cristãos, a memória de um acontecimento fundador de nossa identidade cristã.

O Tríduo Pascal é uma única celebração dividida em três momentos distintos: Quinta-feira Santa, a Ceia do Senhor; Sexta-feira Santa, quando vivemos a celebração da Paixão do Senhor; e no Sábado Santo, a Vigília Pascal.

Na Quinta-feira Santa, contemplamos o Cristo servidor. Durante a última ceia, Jesus instituiu dois sacramentos: a Eucaristia e a Ordem (cf. Lc 22,19-20; 1Cor 11,23). Por isso, duas celebrações marcam a Quinta-feira Santa.

Na manhã da Quinta-feira Santa, comemorando a instituição do sacerdócio, o bispo da diocese preside, geralmente na Catedral, a Santa Missa Crismal, acompanhado de todo o seu clero, que concelebra. É sinal de comunhão dos presbíteros com o seu bispo. Nesta missa os padres renovam as promessas sacerdotais.

Esta missa se chama Crismal ou dos Santos Óleos, porque nela o bispo, rodeado por seus presbíteros, faz a bênção do óleo do Batismo (ou dos Catecúmenos) e do óleo dos enfermos, que depois serão usados respectivamente nos sacramentos do Batismo e Unção dos Enfermos. E consagra também o óleo do Crisma.

A missa à noite, nas paróquias, é o primeiro momento do Tríduo Pascal. Acontece com a celebração da Ceia do Senhor e do lava-pés.

Na Quinta-Feira Santa se destaca a unidade profunda entre o Sacramento do Altar e o serviço aos irmãos. O apóstolo João, não narrando o gesto da ceia, do pão e do cálice, como os outros fazem, explica seu significado no gesto do lava-pés. Com isto estabelece uma ligação direta e essencial entre o Sacramento da Eucaristia e o mandamento do amor e serviço aos irmãos.

Na Sexta-feira Santa, contemplamos o Cristo sofredor. Este segundo momento acontece com a celebração da Paixão do Senhor. O centro da liturgia está na apresentação e adoração de Cristo na cruz, como o lenho do qual pendeu a salvação do mundo.

A Igreja acompanha os passos de Jesus em sua paixão até sua entrega total na cruz. O Filho de Deus, por amor, oferece livremente a própria vida, sendo fiel até as últimas consequências à missão que o Pai lhe confiou.

Neste dia não há celebração da Eucaristia em nenhum lugar do mundo. As hóstias para a distribuição aos fiéis já foram consagradas no dia anterior.

Na Vigília Pascal, contemplamos o Cristo vitorioso. É o terceiro momento e encerramento do Tríduo Pascal, que acontece no Sábado Santo, e é a mãe de todas as vigílias.

As luzes do interior da igreja devem permanecer apagadas. Inicia-se em local fora da igreja, onde é feita a bênção do fogo novo. O sacerdote acende o Círio Pascal, que é colocado em lugar de destaque, no presbitério.

Após a homilia, começa o solene rito da Bênção da Água que será usada para aspergir os fiéis e para a administração do Sacramento do Batismo.

A Liturgia Eucarística acontece como de costume. O rito da comunhão, a comunhão e os ritos finais também seguem como de costume. Encerrando o Tríduo Pascal, é dada a bênção final.

Lembremos que o Domingo da Páscoa é como diz o salmista: “O dia que o Senhor fez para nós: alegremo-nos e nele exultemos!” (Sl 117). Por isso, nenhum cristão católico pode deixar de celebrar a Eucaristia neste dia. É o dia de o Povo de Deus fazer o grande eco: “Jesus ressuscitou! Ele está vivo! Alegrai-vos!”

Assim, neste ano, convido você a se preparar para viver bem a celebração do Tríduo Pascal, para que possa participar frutuosamente do Mistério da nossa salvação, que culmina com a celebração da Páscoa do Senhor.]

 

* Fundador e presidente da Associação Evangelizar é Preciso. Apresenta diariamente programas de rádio e TV.

www.padrereginaldomanzotti.org.br.

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