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A tentação da Igreja Participação ativa Um porto seguro para casais, sacerdotes e religiosos(as) Chamados para uma missão Comitê de Bacia investe em saneamento

A tentação da Igreja

Carlos Scheid

Uma rápida varredura na História da Igreja permite identificar a tentação permanente que ronda o “pessoal da Igreja” – expressão de Jacques Maritain – quando a missão parece difícil, as barreiras se multiplicam e a solução aparente est…

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Participação ativa

Um dos princípios orientadores da reforma litúrgica do Concílio Vaticano II foi o da “participação ativa”, como lemos no número 14 da Constituição Conciliar Sacrosanctum Concilium [SC]: “É desejo ardente na mãe Igreja que todos os fiéis cheguem à…

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Um porto seguro para casais, sacerdotes e religiosos(as)

O EMM nos dá um presente, que é viver o FDS, um verdadeiro encontro consigo, com o outro e com Deus, que nos mostra o caminho para a conversão com mudanças de atitudes, a escuta com o coração e com a decisão de amar sempre. Isto tem sido um porto seg…

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Chamados para uma missão

João da Silva Resende, SDN*

 

“Eu te segurei pela mão, te formei e te destinei para unir meu povo e ser luz das nações. Para abrir os olhos aos cegos, tirar do cárcere os prisioneiros e da prisão os que moram nas trevas.” (Is 42,6-7.) Assim …

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Comitê de Bacia investe em saneamento

CBH-Manhuaçu conclui 16 Planos Municipais e agora acompanha sua implantação.

Passam-se os anos, trocam-se governos, novas políticas públicas são anunciadas e o saneamento básico segue um descalabro no Brasil. Embora seja um direito previsto na Const…

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Vigília Pascal – Sábado – 15/04/2017

“Ele ressuscitou dos mortos e vai à vossa frente.” (Mt 28,7)

 

Leituras: Gn 1,1 – 2,2; Gn 22,1-2.9a.10-13. 15-18; Ex 15,15 – 15,1; Is 55,1-11; Br 3,9-15.32 – 4,4; Rm 6,3-11; Sl 117[118],1-2.16ab-17.22-23; Mt 28,1-10

 

Vamos dar uma ideia geral das leituras de hoje, que mostram a caminhada de Deus com seu povo, trazendo libertação e vida.

 

  1. O Deus Criador. Aqui temos a criação do céu, da terra, do homem e da mulher. Deus criou o homem e a mulher à sua imagem e semelhança, ou seja, com traços divinos. Deu-lhes com sua bênção o poder da fecundidade, o poder de multiplicar-se e administrar a criação. E o que Deus fez era muito bom.

 

  1. O Deus providente. Eis uma grande prova de fé. A fé vivida no silêncio. Confiança, sim. Mas, talvez mais que isso, a fé é uma entrega, Deus tirou o chão dos pés de Abraão e ele continuou a acreditar. Prometeu-lhe longa descendência e pede-lhe em sacrifício o único herdeiro. Aqui, encheríamos Deus de perguntas; arriscando até blasfêmias, pois muitos o fazem por razões menores. Abraão silencia e prepara a oferta. É a grande prova. Por trás do texto está a rejeição por parte de Israel dos sacrifícios humanos (crianças, em especial) dos cultos cananeus. Deus não quer sacrifícios humanos.

Em silêncio doloroso Abraão prepara a entrega total. Entregar o filho único é entregar tudo, todo o futuro. É quase devolver a Deus tudo o que Deus prometeu. Mas Abraão conservou a fé na providência de Deus. Quando Isaac pergunta sobre a vítima do sacrifício, ele responde: “Deus providenciará”.

No momento do sacrifício, Abraão revela o trágico desígnio de Deus. A vítima será o filho Isaac. Isaac aceita, obediente. Coração estraçalhado do pai e do filho. Rasgos de obediência e de fé inefáveis. Deus não vai intervir? É isso mesmo que ele quer? Mas a grandeza da fé do grande patriarca o faz engolir as razoáveis perguntas no momento fatal. Abraão nada reserva para si. Esvazia-se até mesmo de perguntas. Entrega tudo.

Neste momento Deus intervém. Abraão superou a grande prova. Isaac é substituído por um cordeiro, pois assim a lei mosaica exigia para o resgate do primogênito. Deus recompensa a grande fé do patriarca: abundância de bênçãos, descendência numerosa. “Por tua descendência serão abençoadas todas as nações da terra, porque tu me obedeceste”. Jesus Cristo, descendente de Abraão é bênção de Deus para todos os povos. O sacrifício de Isaac é prefiguração do sacrifício de Cristo.

 

  1. O Deus que liberta. É a libertação do povo da escravidão, na passagem do Mar Vermelho. Deus vem ao encontro do seu povo escravizado e traz-lhe a libertação através de Moisés. Os egípcios reconhecem a ação de Deus na frase: “Vamos fugir de Israel, pois o Senhor combate a favor deles, contra os egípcios”. Tudo prefigura a vitória de Cristo sobre a escravidão do pecado, trazendo libertação e vida a todos os que creem.

 

  1. O Deus que alimenta. O povo se afastou de Deus com seu pecado. Mas só em Deus ele encontra abundância de vida. O profeta anuncia a vida gratuita oferecida por Deus. Para isso é preciso apenas escutar a sua voz, e buscá-lo através de uma mudança de vida, pois Deus é generoso no perdão. Seus pensamentos, seus caminhos e misericórdia são totalmente diferentes dos pensamentos, caminhos e misericórdia do homem. Sua palavra fecunda e salvadora é comparada com a chuva e a neve, que fecundam a terra.

 

  1. O Deus que salva. O apóstolo Paulo explica o significado da vida nova através do batismo. O batismo, mergulho na água, simboliza a morte para o pecado. Se com Cristo fomos sepultados na morte, com ele também devemos ressuscitar para uma vida nova. Sair da água simboliza a ressurreição, a vida nova. Batizar, jogando água sobre a cabeça da criança, não deixa transparecer com tanta clareza este aspecto fundamental do batismo – mergulho, que é a entrada na água (morte) e a saída da água (vida nova). Pelo batismo, acolhemos a libertação que Cristo alcançou para nós através da cruz.

 

  1. O Deus da vida. Jesus passou da morte para a vida, não para a nossa vida com todos os seus limites, mas para a vida de Deus, rompendo todos os seus limites, rompendo todas as barreiras, todos os obstáculos. A ressurreição é uma vitória sobre a morte, é uma libertação da prisão, dos limites deste mundo, é o triunfo de Deus.

Jesus ressuscitou. O anjo mostra para as mulheres o túmulo vazio. A pedra removida elimina a separação entre o mundo dos vivos e o mundo dos mortos. Depois, o anjo transforma as mulheres em evangelizadoras com uma ordem: “Ide contar aos discípulos que ele ressuscitou dos mortos, e que ele vos precede na Galileia”.

Em meio ao medo e a alegria, elas correm para anunciar aos discípulos a confortadora mensagem: Jesus ressuscitou. Agora, Jesus mostra com sua ressurreição qual é a recompensa dos que sofrem como ele e por ele. E chama os discípulos de irmãos. Ele agora pode fazê-lo, pois o Espírito já está disponível, o Espírito que nos faz a todos filhos do mesmo Pai.

Foto: Salt + Light Television

 

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