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A tentação da Igreja Participação ativa Um porto seguro para casais, sacerdotes e religiosos(as) Chamados para uma missão Comitê de Bacia investe em saneamento

A tentação da Igreja

Carlos Scheid

Uma rápida varredura na História da Igreja permite identificar a tentação permanente que ronda o “pessoal da Igreja” – expressão de Jacques Maritain – quando a missão parece difícil, as barreiras se multiplicam e a solução aparente est…

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Participação ativa

Um dos princípios orientadores da reforma litúrgica do Concílio Vaticano II foi o da “participação ativa”, como lemos no número 14 da Constituição Conciliar Sacrosanctum Concilium [SC]: “É desejo ardente na mãe Igreja que todos os fiéis cheguem à…

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Um porto seguro para casais, sacerdotes e religiosos(as)

O EMM nos dá um presente, que é viver o FDS, um verdadeiro encontro consigo, com o outro e com Deus, que nos mostra o caminho para a conversão com mudanças de atitudes, a escuta com o coração e com a decisão de amar sempre. Isto tem sido um porto seg…

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Chamados para uma missão

João da Silva Resende, SDN*

 

“Eu te segurei pela mão, te formei e te destinei para unir meu povo e ser luz das nações. Para abrir os olhos aos cegos, tirar do cárcere os prisioneiros e da prisão os que moram nas trevas.” (Is 42,6-7.) Assim …

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Comitê de Bacia investe em saneamento

CBH-Manhuaçu conclui 16 Planos Municipais e agora acompanha sua implantação.

Passam-se os anos, trocam-se governos, novas políticas públicas são anunciadas e o saneamento básico segue um descalabro no Brasil. Embora seja um direito previsto na Const…

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Revista Catolica O Lutador 3870 Sinodo 2015

Sínodo 2015 uma boa nova para as famílias

O desenrolar do Sínodo foi acompanhado por cristãos e até por não cristãos de todo o mundo. As discussões extrapolaram os muros da Cidade do Vaticano e em todos os lugares, de formas variadas e por diversos meios, todos manifestaram suas opiniões. No fundo, há uma grande esperança de que o Sínodo possa ser, de fato, uma boa nova para as famílias: um sinal de esperança, um alimento para a fé, tornando a Igreja mais próxima das famílias concretas, que se sintam mais acolhidas no seio da Igreja.

Intervenção do Magistério
Terminado o Sínodo, ainda há muito trabalho a ser feito. As conclusões passam agora pela mão do Papa. Durante o Sínodo, os grupos de trabalho já acenavam para a necessidade de uma “intervenção magisterial” a fim de clarificar a posição da Igreja sobre família e casamento. “O anúncio do Evangelho da família exige hoje uma intervenção magisterial que possa tornar mais coerente e possa simplificar a atual doutrina teológico-canônica sobre o casamento.”
Várias propostas foram apresentadas e, agora, aguarda-se a redação do documento final da assembleia sinodal, presidida pelo Papa Francisco. Vários participantes esperam que, após a assembleia, abra-se um período de “paciente busca comum” teológica e pastoral sobre a família.
“Temos de ser realistas sobre os problemas matrimoniais e não apenas encorajar simplesmente as pessoas a permanecerem juntas.” Outro relatório pede “misericórdia para os filhos que sofrem as consequências da violência familiar, o abandono, o divórcio dos seus pais”. Várias propostas rejeitam a linguagem excessivamente “jurídica” sobre o casamento, pedindo antes que se apresente a proposta da Igreja como “graça, bênção, uma aliança de amor”, um “dom de Deus”.

❝Temos de ser realistas sobre os problemas matrimoniais e não apenas encorajar simplesmente
as pessoas a permanecerem juntas❞

Uma teologia da família
Lamentou-se nos círculos menores a falta de uma “teologia da família”, por causa da centralização do debate no casamento e na moral, que leva a “repetir coisas óbvias, sem idéias-chave e mobilizadoras”. Tendo em vista o texto final do Sínodo 2015, pede-se que se use uma linguagem “clara e simples” que evite “ambiguidades e equívocos”, superando “falsas oposições”.
Os relatórios sublinham a importância do “contexto cultural” na vivência familiar, apelando a um maior espaço para o ensinamento bíblico sobre a família e à apresentação da proposta cristã de forma concreta, e não como um “ideal abstrato”.
Apresentou-se também a necessidade de não fazer “leituras simplistas” de fenômenos complexos, como a diminuição do número de casamentos ou o surgimento de outras formas de união, particularmente entre os mais jovens, para os quais se sugere a criação de um percurso de “iniciação” ao matrimônio.
Por outro lado, reiterando que há vários graus de sacramentalidade do matrimônio (natural, aliança, cristão), observou-se que “não se pode desconhecer que há muitos valores positivos em outros tipos de família”.

Agora, aguarda-se a redação do documento final da assembleia sinodal, presidida pelo Papa Francisco

Juventude e dimensão missionária da família

Também é necessário falar aos jovens sobre o matrimônio não da perspectiva do medo. É uma questão antropológica: o “para sempre” não se encaixa na sua maneira de pensar e eles consideram que um “certificado” não faz o matrimônio, identificando as muitas formalidades com “hipocrisia”. Não é suficiente dizer que os jovens “têm medo ou não se atrevem” a se casar, porque isto contradiz “a experiência de tantos que aceitam o risco do voluntariado ou se arriscam por motivos políticos e outras lutas”.
Insistiu-se também na dimensão missionária da família, demonstrando interesse particular “no tema da juventude, com seus valores positivos e suas deficiências quanto ao matrimônio”. Os membros do grupo acham “que há ausências significativas ou poucas referências, nesta parte, a temas como a castidade e a virgindade, a santidade e a espiritualidade da família”.
Igualmente, assumem as “deficiências de uma pastoral orgânica e familiar mais incisiva, destacando as conquistas e realizações como também as ausências”. O círculo se mostra consciente da complexa realidade existente nos diversos países; “por isso, a iluminação desta parte deve ser ampla, a fim de abranger as respostas ajustadas aos diversos cenários”.
Por fim, o Sínodo abre um caminho de esperança. Não é hora de choro, mas de esperança, “há uma esperança para o futuro” (Jr 31,17). Esta profecia de Jeremias serve de ânimo e coragem a tantas famílias que olham com esperança para o Sínodo. Sabemos que ele não terá as respostas para todos os problemas e desafios pelos quais passam as famílias em seus muitos dramas. Mas a Igreja, como Mãe e Mestra, com seu coração misericordioso, animada pelo Espírito Santo e inspirada nas atitudes de Jesus, saberá apontar o bálsamo que pode aliviar a dor e trazer uma boa notícia para nossas famílias. [DM]]

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