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A tentação da Igreja Participação ativa Um porto seguro para casais, sacerdotes e religiosos(as) Chamados para uma missão Comitê de Bacia investe em saneamento

A tentação da Igreja

Carlos Scheid

Uma rápida varredura na História da Igreja permite identificar a tentação permanente que ronda o “pessoal da Igreja” – expressão de Jacques Maritain – quando a missão parece difícil, as barreiras se multiplicam e a solução aparente est…

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Participação ativa

Um dos princípios orientadores da reforma litúrgica do Concílio Vaticano II foi o da “participação ativa”, como lemos no número 14 da Constituição Conciliar Sacrosanctum Concilium [SC]: “É desejo ardente na mãe Igreja que todos os fiéis cheguem à…

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Um porto seguro para casais, sacerdotes e religiosos(as)

O EMM nos dá um presente, que é viver o FDS, um verdadeiro encontro consigo, com o outro e com Deus, que nos mostra o caminho para a conversão com mudanças de atitudes, a escuta com o coração e com a decisão de amar sempre. Isto tem sido um porto seg…

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Chamados para uma missão

João da Silva Resende, SDN*

 

“Eu te segurei pela mão, te formei e te destinei para unir meu povo e ser luz das nações. Para abrir os olhos aos cegos, tirar do cárcere os prisioneiros e da prisão os que moram nas trevas.” (Is 42,6-7.) Assim …

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Comitê de Bacia investe em saneamento

CBH-Manhuaçu conclui 16 Planos Municipais e agora acompanha sua implantação.

Passam-se os anos, trocam-se governos, novas políticas públicas são anunciadas e o saneamento básico segue um descalabro no Brasil. Embora seja um direito previsto na Const…

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Revista Catolica O Lutador 3872 Ser Feliz 800×350

Ser feliz… um desafio

Por mais que isso possa parecer simplista, é fato que a felicidade não vem de fora, de bens materiais, de fama ou de status. Ela vem mesmo é de dentro. É muito comum ver gente muito rica infeliz, e gente pobre de bem com a vida. Claro que um mínimo é essencial. O necessário para se viver com dignidade. O que passa do necessário já começa a complicar.
Como diz o grande poeta e ‘filósofo’ Renato Russo, “quem tem mais do que precisa ter, quase sempre se convence de que não tem o bastante”. E certamente um dos maiores fatores de depressão e desencanto é a sociedade de consumo, que desperta em nós a sensação de que, para ser felizes e realizados, precisamos incondicionalmente de coisas de que de fato não precisamos, e às quais, normalmente, não temos acesso. Desperta a necessidade, o desejo e… a frustração.

Perdão e delicadeza
Uma coisa que faz muito bem à saúde e ao coração é perdoar e não se fixar em sentimentos ruins. Rancor, ressentimento, desejo de vingança, isso corrói a pessoa. É bom lembrar: “O problema não é o que as pessoas fazem com a gente, mas o que a gente faz com isso”.
Outra atitude benéfica é a gentiliza, a delicadeza. Em nossa sociedade machista, chamar um homem de ‘delicado’ é crime. Mas é cientificamente provado que ser gentil faz a pessoa mais feliz. Um dos grandes males do nosso tempo é que as crianças não estão aprendendo a importância do respeito ao outro, de ceder o lugar, dar prioridade ao outro…
Clarice Lispector diz que “as pessoas mais felizes não têm o melhor de tudo, elas fazem o melhor de tudo com o que elas têm”. Aí está outro segredo: saber usufruir o máximo do mínimo. Já vi muita gente simples fazer a maior festa com uma ‘churrasqueira’ de sucata ou entulho, uma carne de segunda, uma cerveja barata de supermercado, umas pingas e uma ‘bateria’ de latas, colheres e, às vezes, um pandeiro. Festa de fazer inveja aos melhores bufês. É que banda nenhuma, bufê algum consegue gerar alegria se ela não brotar primeiro do coração. O que vem de fora só ajuda.

O que conta são as pessoas
Às vezes as pessoas me pedem pra abençoar sua casa. Uns dizem: não poderei estar, mas o senhor benze lá pra nós. Eu digo: prefiro ir num momento em que as pessoas estiverem, porque o que conta são as pessoas. Você pode estar muito infeliz numa casa luxuosa, como pode estar superfeliz numa casa simples. A bênção pode ser também para a casa, mas é, sobretudo, para quem estará lá.
E aí entra outro elemento fundamental: a gratidão. Saber agradecer pelo que tem, ao invés de reclamar pelo que não conseguiu. Quem sabe valorizar, agradecer, reconhecer, raramente será uma pessoa amarga, pessimista, pra baixo.
Jesus disse: “Não se preocupem com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã terá suas preocupações. Basta a cada dia a própria dificuldade”. (Mt 6,34.) Claro que isso não é fácil. Mas aí está um grande segredo para a conquista da paz e da felicidade. O apego ao passado e a ‘pré-ocupação’ exagerada com o futuro sufocam o presente. Gastamos energia demais com aquilo que não existe; ou porque já passou, ou porque ainda não existe. E talvez nem existirá…
O Livro do Gênesis retrata muito bem uma tendência muito forte no ser humano. Adão se escondeu de Deus. O Criador foi atrás, o encontrou e perguntou: “Por que está fugindo? Por que fez algo que o envergonha?” – “Não”, respondeu ele. “Foi a mulher que você me deu!…” Deus, com toda paciência, vai ao encontro de Eva e pergunta: “O que aconteceu?” – “Eu não fiz nada! Foi aquela serpente que me enganou…” (cf. Gn 3,8ss).
Jogar a culpa nos outros é muito mais cômodo. A saída mais fácil. Porém, o fato de não assumir os próprios erros, não querer se responsabilizar pelas atitudes e escolhas, nos impede de perceber nossas falhas e procurar corrigir. Quem não admite que errou também não sentirá necessidade de mudar ou de se retratar. “Pessoas felizes não culpam os outros por seus próprios fracassos.”
Uma grande bobagem é querer se comparar aos outros. Mas é nossa formação. Desde pequenos ouvimos as comparações dos pais: “Seu irmão estuda mais…” Na escola, no trabalho, sempre nos comparam com outros. E aprendemos fácil. Estamos sempre nos comparando. Isso nos leva a pensar que somos melhores que alguém, e aí vem o orgulho, a arrogância, a vaidade; ou nos sentimos inferiores. E vem a frustração, o sentimento de inferioridade.
Na verdade, cada pessoa é única. Não somos melhores ou piores; somos diferentes. Além disso, não temos de dar satisfação aos outros, nem podemos ter a pretensão de agradar a todos.]

Pe. José Antonio de Oliveira*

* Pároco de Cristiano Otoni-Queluzito,
Arquidiocese de Mariana, MG.
E-mail: zeantonioliveira@hotmail.com

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