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A tentação da Igreja Participação ativa Um porto seguro para casais, sacerdotes e religiosos(as) Chamados para uma missão Comitê de Bacia investe em saneamento

A tentação da Igreja

Carlos Scheid

Uma rápida varredura na História da Igreja permite identificar a tentação permanente que ronda o “pessoal da Igreja” – expressão de Jacques Maritain – quando a missão parece difícil, as barreiras se multiplicam e a solução aparente est…

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Participação ativa

Um dos princípios orientadores da reforma litúrgica do Concílio Vaticano II foi o da “participação ativa”, como lemos no número 14 da Constituição Conciliar Sacrosanctum Concilium [SC]: “É desejo ardente na mãe Igreja que todos os fiéis cheguem à…

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Um porto seguro para casais, sacerdotes e religiosos(as)

O EMM nos dá um presente, que é viver o FDS, um verdadeiro encontro consigo, com o outro e com Deus, que nos mostra o caminho para a conversão com mudanças de atitudes, a escuta com o coração e com a decisão de amar sempre. Isto tem sido um porto seg…

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Chamados para uma missão

João da Silva Resende, SDN*

 

“Eu te segurei pela mão, te formei e te destinei para unir meu povo e ser luz das nações. Para abrir os olhos aos cegos, tirar do cárcere os prisioneiros e da prisão os que moram nas trevas.” (Is 42,6-7.) Assim …

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Comitê de Bacia investe em saneamento

CBH-Manhuaçu conclui 16 Planos Municipais e agora acompanha sua implantação.

Passam-se os anos, trocam-se governos, novas políticas públicas são anunciadas e o saneamento básico segue um descalabro no Brasil. Embora seja um direito previsto na Const…

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Revista Catolica O Lutador Lxxxvii Dezembro Sao Tantos Os Cristos

São tantos os cristos!

Carlos Scheid

Nos Evangelhos, Jesus é um só: o filho de Maria e Filho de Deus, nascido em Belém de Judá, em pleno Império Romano, no governo de César Augusto. Ponto.
Isto devia ser simplesmente um fato histórico, algo claro e definido como a batalha de Waterloo. Parece, porém, que não é…
A julgar pelo que se lê na mídia, pelo que se vê nos institutos de teologia, pelo que se ouve nos púlpitos pretensamente cristãos, há muitos cristos diferentes, conforme a visão de cada um.
Para certos biblistas e exegetas, Jesus Cristo foi reduzido a um objeto de estudo, assim como os entomologistas examinam um exemplar do Acrocinius Longimanus, aquele besouro gigante. Se perguntarmos a eles se Jesus era Deus, eles dirão que a questão foge ao âmbito da investigação científica.
Nós, os simples, só a custo percebemos que a virtude da fé não entra na relação deles com Jesus. Ou eles não têm a fé ou conseguem deixá-la em animação suspensa para que os resultados de sua pesquisa não sofram interferências, digamos, espirituais…
Enquanto isso, muitos pregadores estão “usando” Jesus Cristo para extorquir dinheiro de seu rebanho – termo muito apropriado para definir determinada massa informe e aparentemente sem cérebro que segue seu pastor sem utilizar o bom senso e a razão natural. Para esses espertalhões, seu “cristo” é uma galinha dos ovos de ouro. Ou um “produto” a ser vendido com lucros crescentes.
Eles descobriram a fórmula mágica de atrair “fiéis” com a promessa de que Jesus vai quebrar o galho de todos eles. Jesus, o pobre, vai dar-lhes dinheiro. Jesus, o humilde, vai dar-lhes fama. Jesus, o rejeitado, vai dar-lhes sucesso. Jesus, que não reagiu, vai dar-lhes poder. E essa multidão de interesseiros inclui pregadores e artistas que se nomeiam cristãos…
Ainda bem que, aqui e ali, surge alguém que ainda manifesta a autêntica submissão missionária e, obediente ao espírito do Evangelho, deixa-se guiar pelas palavras de Jesus: “Não leveis bolsa nem alforje… Recebestes de graça, de graça dai!” Foi assim com Francisco de Assis, foi assim com Irmã Dulce.
Ainda bem que alguns mosteiros discretos mantêm viva a chama da adoração, dobrando os joelhos no silêncio e sussurrando baixinho: “Meu Senhor e meu Deus!” Na sua aparente inutilidade, mantêm suspensa no ar a espada do Juiz.
As estatísticas afirmam que o número de cristãos foi reduzido. E é verdade. Mas o número deles é ainda menor se excluirmos aqueles que pensam que são cristãos, pois se consideram eleitos, mas seguem um Cristo imaginário, absolutamente diferente daquele que carregou a cruz e nos convida a fazer o mesmo.
Aos nossos olhos, deve ressoar a terrível advertência: Judas Iscariotes foi um dos escolhidos…]

Texto publicado na revista Católica O Lutador – Revista Impressa em Dezembro de 2015, Ano LXXXVII

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