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A tentação da Igreja Participação ativa Um porto seguro para casais, sacerdotes e religiosos(as) Chamados para uma missão Comitê de Bacia investe em saneamento

A tentação da Igreja

Carlos Scheid

Uma rápida varredura na História da Igreja permite identificar a tentação permanente que ronda o “pessoal da Igreja” – expressão de Jacques Maritain – quando a missão parece difícil, as barreiras se multiplicam e a solução aparente est…

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Participação ativa

Um dos princípios orientadores da reforma litúrgica do Concílio Vaticano II foi o da “participação ativa”, como lemos no número 14 da Constituição Conciliar Sacrosanctum Concilium [SC]: “É desejo ardente na mãe Igreja que todos os fiéis cheguem à…

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Um porto seguro para casais, sacerdotes e religiosos(as)

O EMM nos dá um presente, que é viver o FDS, um verdadeiro encontro consigo, com o outro e com Deus, que nos mostra o caminho para a conversão com mudanças de atitudes, a escuta com o coração e com a decisão de amar sempre. Isto tem sido um porto seg…

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Chamados para uma missão

João da Silva Resende, SDN*

 

“Eu te segurei pela mão, te formei e te destinei para unir meu povo e ser luz das nações. Para abrir os olhos aos cegos, tirar do cárcere os prisioneiros e da prisão os que moram nas trevas.” (Is 42,6-7.) Assim …

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Comitê de Bacia investe em saneamento

CBH-Manhuaçu conclui 16 Planos Municipais e agora acompanha sua implantação.

Passam-se os anos, trocam-se governos, novas políticas públicas são anunciadas e o saneamento básico segue um descalabro no Brasil. Embora seja um direito previsto na Const…

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Santo André: um bispo convoca à missão

Face ao êxodo de fiéis para outras denominações, a Diocese de Santo André, SP, lançou em 3 de dezembro de 2016 a convocação para um Sínodo diocesano. Objetivo: realizar o sonho missionário de atingir a todos.

 

A convocação do Bispo de Santo André, Dom Pedro Carlos Cipollini, repercutiu na Europa. O jornal católico francês “La Croix”, em matéria de 22/02/2017, assinada por Aglaé de Chalus, associa a oportunidade do Sínodo Diocesano ao crescimento de dezenas de igrejas pentecostais, especialmente nas camadas mais pobres da população.

Naquela diocese, situada na periferia de São Paulo, a presença católica, que chegava a 90% da população, em 1960, está reduzida a apenas 46%. O observador não se deixará iludir pela aparência da catedral de Nossa Senhora do Carmo, situada no centro de Santo André. Majestosa em sua arquitetura sóbria, foi inaugurada em agosto de 1958, quando podia ser vista como símbolo da predominância do catolicismo nos centros urbanos.

Sair de si mesma e anunciar o Evangelho

Nomeado pelo Papa Francisco em 2015, o novo Bispo de Santo André lançou o projeto do Sínodo diocesano com o tema da evangelização, a partir do impulso que veio do próprio Papa, que vê a hora de a Igreja “sair de si mesma”. Ao longo de 2017, os fiéis católicos – padres, religiosos, agentes de pastoral, membros de associações e movimentos – serão todos consultados a respeito de sua percepção da vida nas paróquias, convidados a apontar as mudanças necessárias para revitalizar a diocese.

Como objetivo, realizar o “sonho missionário de chegar a todos”, conforme o lema escolhido para o Sínodo. “Não é possível pensar em uma Igreja missionária sem a força de todos os seus membros”, reconhece o Pe. Joel Nery, vigário episcopal da diocese.

No Decreto de Convocação para o Sínodo, Dom Pedro Carlos Cipollini escreve: “Queremos assim ouvir o que o Espírito Santo diz à nossa Igreja, inspirados numa perspectiva de afirmação da fé, conversão e missão permanente, atentos aos desafios pastorais contextualizados na Igreja do Grande ABC.”

O calidoscópio cristão

A realidade de Santo André se assemelha à de outros grandes centros urbanos do Brasil: 35,3% de evangélicos (sendo 27,1% nos grupos pentecostais e 8,2% nas Igrejas tradicionais); os católicos somam 46%. São dados obtidos por meio de um estudo solicitado pela própria diocese à Universidade de São Caetano do Sul – USCS, realizado ao longo de mais de quatro anos de pesquisa.

O lado frágil dos evangélicos é a sua permanente divisão, pois estão disseminados por 145 diferentes denominações, sem uma agenda pastoral comum, sem um magistério central e difundindo conteúdos doutrinários muitas vezes contraditórios. Por outro lado, também eles parecem insatisfeitos, pois é intensa a migração entre as várias denominações. Curiosamente, cerca de 38% dos fiéis pentecostais migraram da Igreja Católica. Como explicar este êxodo?

Segundo a pesquisa realizada, entre os motivos alegados estão: a frieza na acolhida, o distanciamento entre os padres e a realidade vivida pelos fiéis, a clericalismo, a burocracia, o Evangelho reduzido a ritos.

Segundo a matéria do jornal “La Croix”, a preocupação do Bispo de Santo André “não é tanto a perda de fiéis, mas o caminho da evangelização: como mudar nossa linguagem, adaptá-la a esta nova época, às tecnologias e à tentação da secularização. Por não ser bem anunciada a nossa mensagem, talvez, é que alguns nos reprovem pela distância e pela frieza”. (ACS)

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