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A tentação da Igreja Participação ativa Um porto seguro para casais, sacerdotes e religiosos(as) Chamados para uma missão Comitê de Bacia investe em saneamento

A tentação da Igreja

Carlos Scheid

Uma rápida varredura na História da Igreja permite identificar a tentação permanente que ronda o “pessoal da Igreja” – expressão de Jacques Maritain – quando a missão parece difícil, as barreiras se multiplicam e a solução aparente est…

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Participação ativa

Um dos princípios orientadores da reforma litúrgica do Concílio Vaticano II foi o da “participação ativa”, como lemos no número 14 da Constituição Conciliar Sacrosanctum Concilium [SC]: “É desejo ardente na mãe Igreja que todos os fiéis cheguem à…

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Um porto seguro para casais, sacerdotes e religiosos(as)

O EMM nos dá um presente, que é viver o FDS, um verdadeiro encontro consigo, com o outro e com Deus, que nos mostra o caminho para a conversão com mudanças de atitudes, a escuta com o coração e com a decisão de amar sempre. Isto tem sido um porto seg…

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Chamados para uma missão

João da Silva Resende, SDN*

 

“Eu te segurei pela mão, te formei e te destinei para unir meu povo e ser luz das nações. Para abrir os olhos aos cegos, tirar do cárcere os prisioneiros e da prisão os que moram nas trevas.” (Is 42,6-7.) Assim …

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Comitê de Bacia investe em saneamento

CBH-Manhuaçu conclui 16 Planos Municipais e agora acompanha sua implantação.

Passam-se os anos, trocam-se governos, novas políticas públicas são anunciadas e o saneamento básico segue um descalabro no Brasil. Embora seja um direito previsto na Const…

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Revista Catolica O Lutador Resistência Para Me Converter 800×350

Resistência para me converter

Frei Patrício Sciadini, ocd

Faz mais de 50 anos que celebro a Quaresma, e faz anos que às vezes celebro duas quaresmas, como este ano. Entre a Quaresma latina e da Igreja Copta católica, há quase um mês de diferença. A nossa Páscoa será no dia 1º de maio. E sempre tenho escutado repetir que a Quaresma é um tempo privilegiado para se converter, mudar de vida e ser uma pessoa nova.

Tenho recebido muitas vezes as “cinzas”, como sinal de caminho de conversão. Escutei as mensagens de vários Papas e concordo com tudo que escuto. Mas neste ano entrei numa crise existencial, porque depois de tantos anos não consigo considerar-me uma pessoa “convertida”, mas sim me reencontro com um acúmulo de defeitos e certa desilusão diante desta realidade pessoal.

Pode ser que esta análise leve alguns dos meus 25 leitores a pensar que estou desanimado e que entreguei os pontos, crendo que não seja possível converter-me, que com a idade tenha acabado por ser pessimista. Nada disto. Continuo a retomar o caminho e tentando encontrar, porém, uma razão das resistências que há dentro do meu coração, e por que não consigo superar as barreiras que me impedem de deixar que a palavra de Deus me transforme numa criatura nova.

A minha análise me leva a colocar em evidencia três causas:

[ Jesus, para mim, não é ainda uma pessoa viva, que bate à minha porta e me pede para entrar na minha história como “protagonista”, e não como hóspede estranho. Escutar o grito de Jesus que diz “convertei-vos” são, para mim, palavras que fortalecem a minha vontade para mudar de atitude, para ser capaz de dizer não aos ídolos que preenchem minha vida. Sinto que ainda a minha vontade é fraca, frágil. ]

Mas tenho a certeza de que, com a graça de Deus, vou conseguir superar tudo isto e um dia vou ser um “convertido”, capaz de não deixar-me influenciar pela minha fragilidade e limitação, mas crer na força de Jesus, que me chama para uma vida nova. Esta resistência se destrói, não sozinho, mas com a graça de Deus e com o amor.

O segundo motivo por que ainda não me converti é que acho que os meus pecados são, como diz o povo, “pecadinhos” que não fazem mal, podem coexistir com a palavra de Deus, com minha vida de cristão, de sacerdote e de carmelita. Sinto, como dizem os autores de espiritualidade e os místicos, a “mediocridade”. Não sou nem muito ruim e nem muito bom, sou “passável”. Parece-me que sou chamado, e gostaria de convidar a todos para verem que não é suficiente ser bom, devemos ser ótimos.

Às vezes peco por um pouco de perfeccionismo, que é um pecado “eclesial e de frades”, quer dizer, devo tomar consciência de que o pecado não se mede com metro, nem com balança, mas sim, com o amor. O que prejudica o caminho para Deus são as pequenas faltas, com as quais fazemos um acordo: “não é grave, tranquilo”. Mas o pecado é como uma gripe que, mal curada, se transforma em pneumonia e em doença grave.

O terceiro motivo que me impede de me converter é que quero discutir com o “diabo” que me tenta. Quando Jesus, no Evangelho, nos ensina que com o diabo nunca se deve discutir, é porque corremos o risco de perder. Devemos resistir e combatê-lo com a própria palavra de Deus, como fez Jesus quando o demônio o tentou. Não são perigosos os grandes diabos, mas os pequeninos diabos que se divertem a fazer-nos perder o sentido da vida.

Espero que esta minha confissão e que esta radiografia me ajudem e ajude também aos outros para começarmos o caminho para a Páscoa que está aí, mas mesmo que o artigo seja publicado depois da Páscoa, não faz mal, porque conversão não é só no tempo da Quaresma, mas todos os dias da nossa vida. Conversão não é um momento da vida, mas em todos os momentos nunca somos totalmente convertidos.

Não estou desanimado. Levanto-me de novo e retomo o caminho e vou em frente. E peço que Deus me doe a sua misericórdia e reforce a minha vontade fraca e medrosa.]

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