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A tentação da Igreja Participação ativa Um porto seguro para casais, sacerdotes e religiosos(as) Chamados para uma missão Comitê de Bacia investe em saneamento

A tentação da Igreja

Carlos Scheid

Uma rápida varredura na História da Igreja permite identificar a tentação permanente que ronda o “pessoal da Igreja” – expressão de Jacques Maritain – quando a missão parece difícil, as barreiras se multiplicam e a solução aparente est…

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Participação ativa

Um dos princípios orientadores da reforma litúrgica do Concílio Vaticano II foi o da “participação ativa”, como lemos no número 14 da Constituição Conciliar Sacrosanctum Concilium [SC]: “É desejo ardente na mãe Igreja que todos os fiéis cheguem à…

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Um porto seguro para casais, sacerdotes e religiosos(as)

O EMM nos dá um presente, que é viver o FDS, um verdadeiro encontro consigo, com o outro e com Deus, que nos mostra o caminho para a conversão com mudanças de atitudes, a escuta com o coração e com a decisão de amar sempre. Isto tem sido um porto seg…

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Chamados para uma missão

João da Silva Resende, SDN*

 

“Eu te segurei pela mão, te formei e te destinei para unir meu povo e ser luz das nações. Para abrir os olhos aos cegos, tirar do cárcere os prisioneiros e da prisão os que moram nas trevas.” (Is 42,6-7.) Assim …

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Comitê de Bacia investe em saneamento

CBH-Manhuaçu conclui 16 Planos Municipais e agora acompanha sua implantação.

Passam-se os anos, trocam-se governos, novas políticas públicas são anunciadas e o saneamento básico segue um descalabro no Brasil. Embora seja um direito previsto na Const…

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Redes sociais – Milhares de mulheres estão abandonando a pílula

Ingrid Fagundez

“Pare de tomar a pílula / porque ela não deixa nosso filho nascer.” Era 1970 e Odair José cantava sobre os comprimidos que, enfim, separavam sexo e gravidez. Depois da revolução sexual da década anterior, a pílula significava liberdade para muitas mulheres.

Mais de quarenta anos depois, porém, brasileiras se dizem presas à pílula. Elas fazem parte de um movimento que vem crescendo nas redes sociais e discute como parar de tomar esse anticoncepcional e quais são os métodos alternativos a ele, incluindo a tabelinha. No Facebook, grupos sobre o assunto chegam a ter 25 mil participantes.

Uma página, com 80 mil curtidas, ajuda a explicar o motivo: em “Vítimas de Anticoncepcionais, unidas pela vida”, mulheres contam as experiências negativas que tiveram ao tomar os contraceptivos orais.

Os relatos vão de mudanças de humor a enxaquecas diárias e casos de trombose (formação de coágulo dentro de vaso sanguíneo). Segundo a Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária, contraceptivos com drospirenona, gestodeno ou desogestrel levam a um risco 4 a 6 vezes maior de desenvolver tromboembolismo venoso em um ano.

Os laboratórios que produzem as pílulas mais populares no país – Bayer (Diane 35, Yaz), Eurofarma (Selene) e Libbs (Elani Ciclo) – afirmam que os benefícios para o corpo superam os problemas. Dizem também que os efeitos estão descritos na bula e, com orientação médica, o uso é seguro. Mesmo assim, as participantes dos grupos reclamam que o acompanhamento é insuficiente.

“Nem todos os efeitos colaterais são falados pelo médico”, diz a designer Gabriela, 28, que faz parte de grupos de discussão online. Usuária dos comprimidos desde os 19 anos, ela diz que tinha enxaquecas que duravam semanas. “Quando as crises pioraram, eu vomitava. No meu aniversário, foi tão forte que, durante uma hora, perdi a visão completa de um olho.”

Gabriela foi a vários neurologistas, que a aconselharam a parar com o anticoncepcional oral. Ela poderia ter uma trombose nos olhos. A recomendação é seguida há dez meses.

Mudanças de humor
Outra queixa recorrente são as mudanças de humor, também descritas nas bulas. Distúrbios psiquiátricos e estados depressivos estão nas contraindicações de vários medicamentos.

A relações públicas Carla Costa, 31, tem depressão e diz que, enquanto tomava a pílula, seu quadro piorava. “Em dois períodos do ciclo menstrual ficava muito deprimida, encolhida na cama, chorando sem motivo por horas. Isso parou de acontecer.”

Na última cartela de comprimidos, a publicitária Maíra de Azevedo, 27, diz que decidiu parar com os hormônios porque seu emocional é como “um trem desgovernado”. “Tenho todos os sintomas: dor de cabeça, enjoo e uma perda total da libido. Nunca quero saber de ninguém.”

É pouco conhecida a ação do estrogênio e progesterona sintéticos – presentes na maioria dos anticoncepcionais hormonais – sobre o cérebro feminino. No ano passado, um trabalho da Universidade da Califórnia em Los Angeles indicou que esses hormônios podem encolher certas regiões do cérebro ligadas ao controle emocional e alterar seu funcionamento.

Uma das pesquisadoras responsáveis pelo estudo, Nicole Petersen, diz que “o mecanismo pelo qual isso pode ocorrer é completamente desconhecido neste momento”. Apesar do potencial dano das pílulas, a pesquisadora pondera que algumas mulheres se beneficiam do uso e têm variações positivas de humor.

Professora do departamento de ginecologia da Faculdade de Medicina da USP em Ribeirão Preto, SP, Carolina Sales também destaca os benefícios do medicamento, como a redução das possibilidades de câncer de ovário e de intestino. Ela atenta que o uso deve ser acompanhado de um ginecologista. Mas ressalta que nem sempre o profissional tem informações para a paciente. “Na formação (do médico), há contato com poucos métodos. E as consultas são muitos curtas, o que diminui o tempo de orientação. A pílula é o mais fácil.”

Para Sales, a falta de informação vale também para quem está do outro lado da mesa: “há um desconhecimento sobre as classes diferentes de hormônios. Elas colocam tudo no mesmo balaio”.

Sem explicações

Todas as mulheres ouvidas pela BBC Brasil disseram procurar os grupos online – atitude geralmente pouco recomendada pelos médicos – porque seus ginecologistas não deram muitas explicações sobre outros métodos ou se recusaram a falar. Lá, trocam experiências sobre deixar a pílula (o que muitas vezes leva a aumento de acne, oleosidade da pele e cabelos) e aprendem como funciona o DIU (dispositivo intrauterino), a tabelinha e a camisinha feminina.

“Na última vez, quando tentei largar o anticoncepcional, acabei trocando de pílula. Fui a vários médicos e sempre tenho a percepção de que queriam empurrar outra marca”, diz Carla Costa, que abandonou o medicamento em novembro.

A ginecologista Halana Faria, do “Coletivo Feminista Saúde e Sexualidade”, diz que os médicos temem correr riscos, já que métodos como o DIU exigem mais tempo e cuidado. Se não for bem colocado, pode haver perfuração do útero. Além disso, se a mulher não se proteger nas relações, há chances de infecção.

“O médico presume que as mulheres não são capazes de manejar isso nas suas vidas. O discurso é moldado por aquilo que ele considera ser mais confortável. Já ouvi: ‘não coloco mais DIU, por que vou me complicar?’”

As comunidades na Internet também reúnem muitas reclamações sobre ginecologistas que não pedem exames antes de receitar os comprimidos. As queixas vêm acompanhadas de relatos sobre problemas sérios de saúde.

Um dos depoimentos é da estudante Giovanna Raquel, de 17 anos. Ela ficou dois meses internada por causa de uma embolia pulmonar. Tudo começou com uma forte dor nas pernas, meses após começar com a pílula. Muitas consultas com ortopedistas e depois ela descobriu que tinha trombose.

“Um médico imaginou que fosse uma entorse (lesão nos ligamentos). Outro chegou a me chamar de manhosa. Disse que a dor não existia.” A entrevista com Giovanna foi feita por Facebook, já que ela estava de volta ao hospital. Suspeitava-se que o problema tivesse voltado.
Segundo os critérios da Organização Mundial de Saúde – OMS, a obrigatoriedade de exames de rotina para rastreamento de trombofilias não é adequada, por causa da raridade das condições e do custo dos exames.

A BBC Brasil procurou o Conselho Federal de Medicina e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia – Febrasgo para saber como os profissionais deveriam proceder nesses casos, mas não teve resposta até a publicação desta reportagem. […]

Fonte: BBC Brasil

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