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A tentação da Igreja Participação ativa Um porto seguro para casais, sacerdotes e religiosos(as) Chamados para uma missão Comitê de Bacia investe em saneamento

A tentação da Igreja

Carlos Scheid

Uma rápida varredura na História da Igreja permite identificar a tentação permanente que ronda o “pessoal da Igreja” – expressão de Jacques Maritain – quando a missão parece difícil, as barreiras se multiplicam e a solução aparente est…

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Participação ativa

Um dos princípios orientadores da reforma litúrgica do Concílio Vaticano II foi o da “participação ativa”, como lemos no número 14 da Constituição Conciliar Sacrosanctum Concilium [SC]: “É desejo ardente na mãe Igreja que todos os fiéis cheguem à…

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Um porto seguro para casais, sacerdotes e religiosos(as)

O EMM nos dá um presente, que é viver o FDS, um verdadeiro encontro consigo, com o outro e com Deus, que nos mostra o caminho para a conversão com mudanças de atitudes, a escuta com o coração e com a decisão de amar sempre. Isto tem sido um porto seg…

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Chamados para uma missão

João da Silva Resende, SDN*

 

“Eu te segurei pela mão, te formei e te destinei para unir meu povo e ser luz das nações. Para abrir os olhos aos cegos, tirar do cárcere os prisioneiros e da prisão os que moram nas trevas.” (Is 42,6-7.) Assim …

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Comitê de Bacia investe em saneamento

CBH-Manhuaçu conclui 16 Planos Municipais e agora acompanha sua implantação.

Passam-se os anos, trocam-se governos, novas políticas públicas são anunciadas e o saneamento básico segue um descalabro no Brasil. Embora seja um direito previsto na Const…

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Quando A Vida Rdf

Quando a vida dói…

Nova onda de viciados em analgésicos à base de ópio explode nos EUA.

Vida moderna. Cidades sufocantes. Trânsito desumano. Competição no trabalho. Pressão e estresse. Este é o caldo de cultura propício à busca de fugas e compensações. A que mais chama a atenção é a droga.

Em matéria assinada por Marcelo Ninio, o jornal “Folha de São Paulo” [13/05/2016] aproveitou a morte do músico Prince para comentar a “epidemia silenciosa” que a sociedade norte-americana vê espalhar-se sem controle: a dependência e casos de overdose por analgésicos com opiáceos nos últimos 20 anos. Grave problema que já afeta a expectativa de vida de parte da população, principalmente entre pessoas de meia idade.

Segundo estatísticas oficiais, o mal leva à morte 78 pessoas por dia nos EUA. Conhecidos como “painkillers” [os que matam a dor], os analgésicos opiáceos acabam matando os usuários.

Responsabilidade médica
Para fugir à dor, como no pós-operatório, os pacientes adquirem os analgésicos com receita médica, sem saber que correm sério risco de dependência. Uma corretora imobiliária, 67 anos, passou por isso. Em 2001 ela começou a tomar 10 mg diárias do analgésico oxicodona, depois de sofrer duas cirurgias na coluna. Em seis meses a dose era de 280 mg e ela estava viciada.

“Virei um zumbi”, diz ela. “Meu médico me receitou uma versão de heroína, mesmo depois de eu ter dito que não queria nada que pudesse levar à dependência, porque tenho um histórico familiar de alcoolismo e drogas. Mas ele disse para eu não me preocupar, porque essa era uma droga nova e maravilhosa.”

Segundo informa a matéria, entre os fatores que explicam a nova epidemia, está a promoção agressiva que os laboratórios fazem dos analgésicos opiáceos, somada à prescrição exagerada dos médicos e ao excesso de leniência do governo. Para Andrew Kolodny, diretor-executivo do grupo Médicos pela Prescrição Responsável de Opiáceos, diz que a epidemia começou em 1996, quando o laboratório americano Purdue colocou no mercado o analgésico Oxycodon.

Pare de sofrer!
Não. Não é a propaganda daquela Igreja pentecostal. É o refrão repetido pelos fabricantes dos fármacos, que “investiram milhões de dólares para convencer a comunidade médica que nós havíamos permitido, por tempo demais, que os pacientes sofressem sem necessidade, e que o risco de dependência havia sido exagerado”, diz Kolodny.

Consequências? “O número de mortes por overdose quadruplicou, totalizando 250 mil entre 1999 e 2014, a maioria por medicamentos sob prescrição médica. Hoje, é a principal causa de mortes “evitáveis” no país, superando os acidentes de trânsito.” Segundo Kolodny, há hoje quase 10 milhões de dependentes nos EUA. Também levou a um aumento explosivo no consumo de heroína, usado pelos dependentes que não conseguem obter as receitas para os analgésicos.

Hoje, os EUA são uma nação de dependentes químicos. Com 5% da população mundial, consome 80% dos analgésicos opiáceos do planeta. A indústria farmacêutica, que lucra com tais produtos, “está engajada com as autoridades americanas no esforço de conscientizar os médicos do perigo de receitar esses analgésicos em excesso”, declara Anne Pritchett, vice-presidente de pesquisa da PhRMA, o maior lobby das empresas farmacêuticas norte-americanas.

A “Folha” informa que, no Brasil, o uso desse tipo de analgésico é baixo. Segundo Paulo Renato Fonseca, diretor científico da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor, “o Brasil está entre os países com as menores taxas de prescrição de opioides”.

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