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A tentação da Igreja Participação ativa Um porto seguro para casais, sacerdotes e religiosos(as) Chamados para uma missão Comitê de Bacia investe em saneamento

A tentação da Igreja

Carlos Scheid

Uma rápida varredura na História da Igreja permite identificar a tentação permanente que ronda o “pessoal da Igreja” – expressão de Jacques Maritain – quando a missão parece difícil, as barreiras se multiplicam e a solução aparente est…

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Participação ativa

Um dos princípios orientadores da reforma litúrgica do Concílio Vaticano II foi o da “participação ativa”, como lemos no número 14 da Constituição Conciliar Sacrosanctum Concilium [SC]: “É desejo ardente na mãe Igreja que todos os fiéis cheguem à…

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Um porto seguro para casais, sacerdotes e religiosos(as)

O EMM nos dá um presente, que é viver o FDS, um verdadeiro encontro consigo, com o outro e com Deus, que nos mostra o caminho para a conversão com mudanças de atitudes, a escuta com o coração e com a decisão de amar sempre. Isto tem sido um porto seg…

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Chamados para uma missão

João da Silva Resende, SDN*

 

“Eu te segurei pela mão, te formei e te destinei para unir meu povo e ser luz das nações. Para abrir os olhos aos cegos, tirar do cárcere os prisioneiros e da prisão os que moram nas trevas.” (Is 42,6-7.) Assim …

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Comitê de Bacia investe em saneamento

CBH-Manhuaçu conclui 16 Planos Municipais e agora acompanha sua implantação.

Passam-se os anos, trocam-se governos, novas políticas públicas são anunciadas e o saneamento básico segue um descalabro no Brasil. Embora seja um direito previsto na Const…

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Pe. Júlio Maria e Ano Mariano no Brasil

Pe. Marcos Antônio Alencar Duarte, SDN*

 

Seguindo a dinâmica dos papas Bento XVI e Francisco, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil resolveu dedicar o ano de 2017 à reflexão sobre a figura de Maria, a mãe de Jesus. Esta escolha se deu devido à comemoração dos 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, nas águas do Rio Paraíba do Sul. O Ano Mariano se propõe celebrar, fazer memória e agradecer a Deus pela presença materna de Maria na vida da Igreja.

A figura de Maria dá a comunidade cristã católica uma característica toda singular. “Pelo dom e missão da maternidade divina, que a une a seu Filho Redentor, e pelas suas singulares graças e funções, está também a Virgem intimamente ligada, à Igreja: a Mãe de Deus é o tipo e a figura da Igreja, na ordem da fé, da caridade e da perfeita união com Cristo, como já ensinava S. Ambrósio.” [LG 63.]

Seguindo este mesmo pensamento, o Concílio Vaticano II diz que a Igreja, olhando para a Virgem Imaculada, aspira a encarnar em sua vida as virtudes de Maria, a Mãe de Cristo: “A Igreja olha com razão para aquela que gerou a Cristo, o qual foi concebido por ação do Espírito Santo e nasceu da Virgem precisamente para nascer e crescer também no coração dos fiéis, por meio da Igreja. E, na sua vida, deu a Virgem exemplo daquele afeto maternal de que devem estar animados todos quantos cooperam na missão apostólica que a Igreja tem de regenerar os homens”. [LG 64.]

Daí a importância de se deter nesta temática, a fim de melhor entender nossa missão como comunidade de fé, anunciadora do Evangelho de Cristo com as marcas marianas. Maria é um modo, um jeito, um caminho de espiritualidade para viver a fé em Deus, acolhendo a Cristo com a força do Espírito Santo. A forma como entendemos Maria em nossa comunidade cristã não nos prende à sua pessoa, mas nos leva a contemplar a serva humilde e fiel que se decidiu por Deus e por seu plano de salvação. Ela tornou-se para a Igreja um caminho seguro para aqueles que querem viver a dinâmica da fé na obediência a Cristo na Igreja.

Devoção não é uma relação de troca de favores. O Pe. Júlio Maria, usando uma definição clássica, nos ajuda a entender o espírito das devoções na Igreja. “Há pessoas que atribuem a tal ou tal devoção um poder ex opere operato, isto é, uma virtude própria que sempre produz seu efeito, como uma determinada planta medicinal tem sua eficácia própria. A devoção não é isto; é uma disposição da alma, que nos leva a dedicar-nos ao serviço de Deus, pelo cumprimento do nosso dever”. [O segredo da verdadeira devoção, p. 20.]

Quando olhamos para a Igreja nascente, percebemos que a devoção em geral e aos santos nasceu como uma forma de viver o sagrado no cotidiano da vida. Aliás, a devoção só poderia ser compreendida e aceita pela comunidade de fé se fosse uma ajuda para melhor viver o seguimento a Jesus Cristo na Igreja. Os santos são colocados como luzes, modelos a serem seguidos porque conformaram sua vida à vida de Cristo.

Todo o esforço do Pe. Júlio Maria está em mostrar que a devoção mariana tem como ponto de referência o próprio Cristo. “Para assemelhar-se a Jesus é indispensável tornar-se parecido com Maria.” [PVIMS – Princípio da vida de intimidade com Maria Santíssima, p. 70.] “Se queremos ser cristãos, devemos ser marianos.” (Papa Paulo VI.)

Noutras palavras, “o conhecimento da verdadeira doutrina católica sobre a bem-aventurada Virgem Maria constituirá sempre uma chave para a compreensão exata do mistério de Cristo e da Igreja”. [Paulo VI – Discurso em 21 de novembro 1964.]

Que o Ano Mariano nos faça compreender Maria com sempre entendeu o Pe. Júlio Maria, como nossa mestra na vida espiritual. Ela nos torna discípulos do seu filho. “Ó Maria, amoldai-nos em vós, à imagem de Jesus, para que só ele viva e aja em nós. Nós nos abandonamos a vós como uma cera mole nas mãos do obreiro… cortai, queimai, diminuí para que Jesus reine, seja glorificado em nós e para que sejais a rainha de nossos corações.” [PVIMS, p. 217.]

Que Maria nos mostre o fruto bendito do seu ventre e nos ensine a responder sim ao chamado que Deus nos faz. Que sejamos encorajados a sair de nós mesmos e trilhar em direção aos nossos irmãos e irmãs mais necessitados do nosso afeto e serviço, como fez Maria na visita à sua prima Isabel, para que juntos cantemos as maravilhas que o nosso Deus realiza constantemente em nossa vida.

* Mestre em Teologia e Pároco da Paróquia Bom Jesus de Manhumirim

F/ portalcatolico.net

 

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