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A tentação da Igreja Participação ativa Um porto seguro para casais, sacerdotes e religiosos(as) Chamados para uma missão Comitê de Bacia investe em saneamento

A tentação da Igreja

Carlos Scheid

Uma rápida varredura na História da Igreja permite identificar a tentação permanente que ronda o “pessoal da Igreja” – expressão de Jacques Maritain – quando a missão parece difícil, as barreiras se multiplicam e a solução aparente est…

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Participação ativa

Um dos princípios orientadores da reforma litúrgica do Concílio Vaticano II foi o da “participação ativa”, como lemos no número 14 da Constituição Conciliar Sacrosanctum Concilium [SC]: “É desejo ardente na mãe Igreja que todos os fiéis cheguem à…

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Um porto seguro para casais, sacerdotes e religiosos(as)

O EMM nos dá um presente, que é viver o FDS, um verdadeiro encontro consigo, com o outro e com Deus, que nos mostra o caminho para a conversão com mudanças de atitudes, a escuta com o coração e com a decisão de amar sempre. Isto tem sido um porto seg…

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Chamados para uma missão

João da Silva Resende, SDN*

 

“Eu te segurei pela mão, te formei e te destinei para unir meu povo e ser luz das nações. Para abrir os olhos aos cegos, tirar do cárcere os prisioneiros e da prisão os que moram nas trevas.” (Is 42,6-7.) Assim …

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Comitê de Bacia investe em saneamento

CBH-Manhuaçu conclui 16 Planos Municipais e agora acompanha sua implantação.

Passam-se os anos, trocam-se governos, novas políticas públicas são anunciadas e o saneamento básico segue um descalabro no Brasil. Embora seja um direito previsto na Const…

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Pastores ou pescadores?

Antônio Carlos Santini

Anoitece no Mar de Tiberíades. Pedro se levanta e diz:

– Vou pescar…

Os outros seis retrucam:

– Nós também vamos com você.

O diálogo está no Evangelho de São João (21,3). O mesmo versículo registra que perderam tempo e suor: foi uma noite de esforço vão. Nada pescaram.

Vem a aurora com suas pinceladas de rosa sobre as margens. É lá que se encontra um desconhecido que os anima a lançar a rede à direita da barca. Eles obedecem e as redes ficam cheias: 153 grandes peixes!

Doze versículos adiante, o mesmo Desconhecido (era Jesus!), depois de perguntar três vezes a Pedro se tinha amor por ele, passa ao velho pescador uma ordem definitiva:

– Apascenta o meu rebanho!

Estamos aqui diante de uma grande transformação: o pescador muda-se em pastor. Quem chama a atenção para este “milagre” é Ir. Jeanne D’Arc, OP, na tradução bilíngue dos Evangelhos (grego-francês) premiada pela Academia Francesa. Ela observa que Jesus “precisa primeiro de pescadores que peguem os peixes no mar deste mundo para fazê-los entrar nas redes da Igreja. Mas logo a imagem muda: estes novos convertidos, é necessário educá-los, conduzi-los, alimentá-los e ensiná-los”.

É por isso que Pedro pescador deve mudar-se em Pedro pastor, mesmo sem esquecer o zelo missionário daquele que pesca. Sem o pescador, a Igreja fica vazia. Sem o pastor, o templo cheio logo se esvaziará.

Creio que esta constatação é suficiente para reduzir a tensão entre aqueles que se limitam a cuidar do rebanho que já encontraram reunido por outros, e aqueles que acusam os párocos sedentários por não saírem em missão. A Igreja precisa dos dois: pescadores que se aventurem mar a dentro e pastores que permaneçam longos anos ao lado de seu rebanho.
Para Ir. Jeanne D’Arc, “a história da Igreja, as tensões do último Concílio poderiam ser lidas como o balanço entre estas duas exigências: guardar o rebanho ou sair em alto mar para lançar as redes”.

Pensando bem, a experiência do pescador é necessária para sua missão. Foi assim que Jesus tinha anunciado o seu propósito aos pescadores do Mar da Galileia: “Vinde após mim e eu vos farei pescadores de homens”. Foi a um deles que Jesus mandaria, depois, pastorear. Um pescador precisa de paciência, coragem para enfrentar as ondas, resiliência para aguentar as muriçocas, ânimo para os dias em que o peixe não aparece. Afinal, as mesmas virtudes exigidas do pastor, especialmente em tempo de ovelhas desgarradas…

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