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A tentação da Igreja Participação ativa Um porto seguro para casais, sacerdotes e religiosos(as) Chamados para uma missão Comitê de Bacia investe em saneamento

A tentação da Igreja

Carlos Scheid

Uma rápida varredura na História da Igreja permite identificar a tentação permanente que ronda o “pessoal da Igreja” – expressão de Jacques Maritain – quando a missão parece difícil, as barreiras se multiplicam e a solução aparente est…

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Participação ativa

Um dos princípios orientadores da reforma litúrgica do Concílio Vaticano II foi o da “participação ativa”, como lemos no número 14 da Constituição Conciliar Sacrosanctum Concilium [SC]: “É desejo ardente na mãe Igreja que todos os fiéis cheguem à…

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Um porto seguro para casais, sacerdotes e religiosos(as)

O EMM nos dá um presente, que é viver o FDS, um verdadeiro encontro consigo, com o outro e com Deus, que nos mostra o caminho para a conversão com mudanças de atitudes, a escuta com o coração e com a decisão de amar sempre. Isto tem sido um porto seg…

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Chamados para uma missão

João da Silva Resende, SDN*

 

“Eu te segurei pela mão, te formei e te destinei para unir meu povo e ser luz das nações. Para abrir os olhos aos cegos, tirar do cárcere os prisioneiros e da prisão os que moram nas trevas.” (Is 42,6-7.) Assim …

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Comitê de Bacia investe em saneamento

CBH-Manhuaçu conclui 16 Planos Municipais e agora acompanha sua implantação.

Passam-se os anos, trocam-se governos, novas políticas públicas são anunciadas e o saneamento básico segue um descalabro no Brasil. Embora seja um direito previsto na Const…

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Revista Catolica O Lutador Lxxxvii Dezembro O Papa E A Ponte

O Papa e a ponte

A imprensa internacional tira o chapéu e reconhece o rápido avanço na pacificação entre Cuba e EUA como resultado da intermediação do Papa Francisco. Em um mundo de “homens de preto”, o vulto branco de Francisco acena com a esperança de paz.
Em sua edição de 19 de setembro, o jornal “Le Monde” recordava que o Papa gostade repetir a mesma frase: “Eu tenho a vocação de construir pontes ali onde se ergueram muros”. E foi por meio de uma ponte aérea que, depois de ter passado recentemente por Equador e Bolívia, o jesuíta franciscano estreitou mais um pouco entre duas nações que se hostilizavam há mais de meio século.
Claro, os incendiários reclamaram porque Francisco não deu mídia aos dissidentes do regime cubano. Ele bem o poderia ter feito, se sua missão fosse a de reacender antigos desafetos. O homem pacífico prefere deixar de lado alguns tijolos do muro para estender muitas vigas da ponte. Em tempo: há muita gente que lucra com os conflitos, tanto do lado ianque quanto nas praias cubanas. Perguntem aos republicanos…

Uma Igreja pela paz
A Igreja tem uma conhecida tradição de mediar conflitos. Exemplo recente foi o “Conflito de Beagle”, envolvendo Chile e Argentina, que disputavam fronteiras no arquipélago junto ao canal do mesmo nome. Afinal, era o caminho para a Antártida e suas reservas de urânio e petróleo. O laudo arbitral do Tribunal Internacional, em 1977, foi recusado pela Argentina, criando-se um clima de guerra.
Entra em cena, em 1978, o Papa João Paulo II, outro mensageiro da paz, e com sua mediação os dois países aceitaram fazer concessões. O Chile ficou com as ilhas Nueva, Picton e Lennox, e com o controle do canal de Drake, enquanto a Argentina deteve o controle do mar territorial Atlântico e seus recursos pesqueiros. Reina a paz.
Se quisermos voltar no tempo, vale lembrar que também a História do Brasil teve evitados maiores conflitos entre Espanha e Portugal, graças à intervenção do Papa Alexandre VI, cuja bula “Inter coetera” [1493] possibilitou o Tratado de Tordesilhas, que repartia entre as nações conflitantes as áreas a serem colonizadas.

Discursos ou presença?
Fala-se muito de paz. Pouco se faz. Em 17 de dezembro, os presidentes Barack Obama e Raul Castro tinham anunciado simultaneamente sua intenção de reatar relações. Após uma série de contatos de representantes da Santa Sé com os governos dos EUA e de Cuba, O Papa Francisco voa e se faz presente, autêntica ponte humana a cruzar o Caribe de tantas guerras. Os dois chefes de Estado agradeceram ao Papa por seu importante trabalho durante as negociações.
Aos dois povos Francisco apresentou propostas e recordou princípios. E referiu-se, em Cuba, à reaproximação entre as duas nações como “um processo, um sinal da vitória da cultura do encontro, do diálogo, do ‘sistema da valorização universal sobre o sistema, morto para sempre, de dinastia e de grupos’, como dizia José Martí. Encorajo os responsáveis políticos a prosseguir por este caminho e a desenvolver todas as suas potencialidades, como prova do alto serviço que são chamados a prestar em favor da paz e do bem-estar dos seus povos e de toda a América, e como exemplo de reconciliação para o mundo inteiro. O mundo precisa de reconciliação, nesta atmosfera de III Guerra Mundial por etapas que estamos a viver”.
Aos congressistas norte-americanos, em Washington, no dia 24 de setembro, Francisco afirmou: “Nossa resposta deve ser uma resposta de esperança e cura, de paz e justiça. É-nos pedido para fazermos apelo à coragem e à inteligência, a fim de se resolverem as muitas crises econômicas e geopolíticas de hoje. Até mesmo num mundo desenvolvido aparecem demasiado evidentes os efeitos de estruturas e ações injustas. Os nossos esforços devem concentrar-se em restaurar a paz, remediar os erros, manter os compromissos, e assim promover o bem-estar dos indivíduos e dos povos. Devemos avançar juntos, como um só, num renovado espírito de fraternidade e solidariedade, colaborando generosamente para o bem comum”. (ACS)]

Texto publicado na revista Católica O Lutador – Revista Impressa em Dezembro de 2015, Ano LXXXVII

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