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A tentação da Igreja Participação ativa Um porto seguro para casais, sacerdotes e religiosos(as) Chamados para uma missão Comitê de Bacia investe em saneamento

A tentação da Igreja

Carlos Scheid

Uma rápida varredura na História da Igreja permite identificar a tentação permanente que ronda o “pessoal da Igreja” – expressão de Jacques Maritain – quando a missão parece difícil, as barreiras se multiplicam e a solução aparente est…

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Participação ativa

Um dos princípios orientadores da reforma litúrgica do Concílio Vaticano II foi o da “participação ativa”, como lemos no número 14 da Constituição Conciliar Sacrosanctum Concilium [SC]: “É desejo ardente na mãe Igreja que todos os fiéis cheguem à…

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Um porto seguro para casais, sacerdotes e religiosos(as)

O EMM nos dá um presente, que é viver o FDS, um verdadeiro encontro consigo, com o outro e com Deus, que nos mostra o caminho para a conversão com mudanças de atitudes, a escuta com o coração e com a decisão de amar sempre. Isto tem sido um porto seg…

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Chamados para uma missão

João da Silva Resende, SDN*

 

“Eu te segurei pela mão, te formei e te destinei para unir meu povo e ser luz das nações. Para abrir os olhos aos cegos, tirar do cárcere os prisioneiros e da prisão os que moram nas trevas.” (Is 42,6-7.) Assim …

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Comitê de Bacia investe em saneamento

CBH-Manhuaçu conclui 16 Planos Municipais e agora acompanha sua implantação.

Passam-se os anos, trocam-se governos, novas políticas públicas são anunciadas e o saneamento básico segue um descalabro no Brasil. Embora seja um direito previsto na Const…

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Revista Catolica Olutador Atualidade2 800×350

O Estado leigo e a fé do povo

Carlos Scheid

 

No dia 30/11/2012, a imprensa publicava esta nota: “SÃO PAULO – A 7ª Vara da Justiça negou o pedido, feito pelo Ministério Público Federal, de retirar a frase ‘Deus seja louvado’ do papel-moeda nacional.

A decisão levou em consideração a alegação do Banco Central de que a retirada da expressão iria custar R$ 12 milhões aos cofres públicos e gerar intranquilidade na sociedade.

Na decisão, o Juiz entendeu que ‘não se aferiu a existência de oposição aos dizeres inscritos nas cédulas no âmbito do seio social, […] a alegação de afronta à liberdade religiosa não veio acompanhada de dados concretos, colhidos junto à sociedade, que denotassem um incômodo com a expressão ‘Deus’ no papel-moeda’”.

Seja por economia, seja pela paz pública, o Todo-Poderoso continua louvado no papel. Ao menos no papel…

Como pano de fundo, o vezo de cantar louvores ao Estado laico e, por tal motivação, iniciar tentativas de podar as inclinações populares de fundo religioso.

Ora, nas recentes partidas da Copa América de futebol, a TV mostrou os atletas chilenas, perfilados e compenetrados, a cantar religiosamente o seu hino nacional. Se não estou enganado, eles estavam “rezando” estas palavras do poeta Eusebio Lillo:

“Puro Chile, é teu céu azulado,

Puras brisas te cruzam também

E teu campo de flores bordado

é a cópia feliz do Éden.

Majestosa é a branca montanha

Que te deu por baluarte o Senhor,

E esse mar que, tranquilo, te banha,

Te promete um futuro esplendor.”

Como se vê, a prece foi atendida, pois a seleção chilena foi campeã, derrotando até os argentinos, vice-campeões da última Copa do Mundo (aquele dos 7 X 1)… E ficou bem claro que o Estado chileno, sabidamente laico, não impede seus cidadãos de fazerem recurso aos poderes mais altos.

Outro dia, foi a vez da seleção de vôlei da Sérvia, que também entoou, com alguns olhos marejados de lágrimas, o seu hino nacional – intitulado “Deus da Justiça” – com palavras escritas por Jovan Dordevic em 1872:

“Deus Justo,

Tu que nos salvaste

da ruína até agora,

Ouve as nossas vozes

E sê a nossa salvação,

agora também.

Com a Tua mão poderosa

guia e protege

O barco do futuro da Sérvia. […]

Deus ajude e nos salve,

Assim roga o povo sérvio.”

Esta “oração nacional” tem seu valor acrescido quando se lembra que os sérvios viveram longos anos sob o tacão do Estado soviético, sabidamente ateu e inimigo de todo tipo de culto espiritual.

Já aqui, nesta Terra de Santa Cruz, volta e meia surge algum herói incomodado com os toques dos sinos, a fumaça do incenso e as cruzes na parede, como se estes sinais da devoção popular abalassem os alicerces do Sistema.

O que me lembra uma cena familiar. Pai e filho viam a TV Câmara, que transmitia em tempo real uma sessão legislativa. Naquele dia, os ânimos estavam exaltados e nem mesmo alguns palavrões e insultos escaparam da censura. A criança comentou:

– Papai, que gente sem educação! Eles não respeitam nem o crucifixo na parede…

O pai respondeu:

Ora, filho, Jesus Cristo não liga, não. Ele já está acostumado… Ele foi crucificado entre dois ladrões…]

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