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A tentação da Igreja Participação ativa Um porto seguro para casais, sacerdotes e religiosos(as) Chamados para uma missão Comitê de Bacia investe em saneamento

A tentação da Igreja

Carlos Scheid

Uma rápida varredura na História da Igreja permite identificar a tentação permanente que ronda o “pessoal da Igreja” – expressão de Jacques Maritain – quando a missão parece difícil, as barreiras se multiplicam e a solução aparente est…

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Participação ativa

Um dos princípios orientadores da reforma litúrgica do Concílio Vaticano II foi o da “participação ativa”, como lemos no número 14 da Constituição Conciliar Sacrosanctum Concilium [SC]: “É desejo ardente na mãe Igreja que todos os fiéis cheguem à…

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Um porto seguro para casais, sacerdotes e religiosos(as)

O EMM nos dá um presente, que é viver o FDS, um verdadeiro encontro consigo, com o outro e com Deus, que nos mostra o caminho para a conversão com mudanças de atitudes, a escuta com o coração e com a decisão de amar sempre. Isto tem sido um porto seg…

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Chamados para uma missão

João da Silva Resende, SDN*

 

“Eu te segurei pela mão, te formei e te destinei para unir meu povo e ser luz das nações. Para abrir os olhos aos cegos, tirar do cárcere os prisioneiros e da prisão os que moram nas trevas.” (Is 42,6-7.) Assim …

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Comitê de Bacia investe em saneamento

CBH-Manhuaçu conclui 16 Planos Municipais e agora acompanha sua implantação.

Passam-se os anos, trocam-se governos, novas políticas públicas são anunciadas e o saneamento básico segue um descalabro no Brasil. Embora seja um direito previsto na Const…

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Revista Catolica O Lutador 3868 O Encontro Mundial E O Sindo Ordinario Das Familias

O Encontro Mundial e o Sínodo Ordinário das Famílias

Pe. Sebastião Sant’Ana, SDN *

E provável que bom número de nossos agentes pastorais esteja com as atenções voltadas para o VIII Encontro Mundial das Famílias com o Papa. Acontecerá de 22 a 27 de setembro, em Filadélfia, Estados Unidos. Maior ainda é o número daqueles que colocam sua esperança nas conclusões do Sínodo Ordinário das Famílias, que será celebrado em Roma, de 4 a 25 de outubro próximo.

Encontro, Sínodo e Ano Jubilar
Está crescendo o interesse em torno destes eventos familiares porque estão em estreita sintonia com o Ano Jubilar da Misericórdia, que se inicia em 8 de dezembro e se prolonga até 20 de novembro de 2016. O motivo de tamanha expectativa é porque a família – o valor mais querido por nossos povos – está no centro da vida e da missão da Igreja e da sociedade.
O Papa Francisco pede que oremos para que o Encontro Mundial e o Sínodo sejam espaços onde atue o Espírito Santo e que, apesar dos inúmeros desafios, as famílias se tornem “mais firmes na fé, mais seguras na esperança e mais fecundas na caridade”.
Somos convidados a invocar sobre nossa Igreja o Espírito de verdade, que é também o Espírito de amor, da compaixão e da misericórdia. A Igreja, como mãe e mestra, acolhe todos os seus filhos, todas as famílias, especialmente as feridas, as machucadas e as que mais sofrem.

Encontros Mundiais:
marcos referenciais na história da família
Os encontros mundiais, realizados a cada três anos, têm colaborado grandemente na reflexão pastoral sobre as constantes mudanças na instituição familiar e os grandes desafios que enfrenta.
O I Encontro – em Roma (6–10/10/1994) – foi uma iniciativa de João Paulo II para marcar a intervenção da Igreja no Ano Internacional da Família, promulgado pela ONU. Delegados de todo o mundo trabalharam o tema A família, coração da civilização do amor.
O II Encontro ocorreu no Rio de Janeiro (1º–5/10/1997), e contou com a presença de São João Paulo II. Abordou o tema A família: dom e compromisso, esperança da humanidade. A “Festa Testemunho”, no Maracanã lotado, foi a grande novidade; diante do Papa, casais de diversas partes do mundo deram seu testemunho de fidelidade e amor à vida.
Novamente em Roma, realizou-se o III Encontro Mundial (11–15/10/2000). No Ano Jubilar, foi celebrado o Jubileu das Famílias, com o tema Os filhos, primavera da família e da sociedade. Já o IV Encontro Mundial aconteceu em Manila, Filipinas (22–26/01/2003), focando o tema A família cristã, boa nova para o terceiro milênio.
A transmissão da fé na família foi a riquíssima temática do V Encontro, ocorrido em Valência, Espanha (4–9/07/2006), quando foi marcante a presença de Bento XVI. E, na cidade do México (14–18/01/2009), realizou-se o VI Encontro, abordando A família, formadora dos valores humanos e cristãos.
No mais recente, o VII Encontro (30/05 a 3/06/2012), em Milão, Itália, fomos convidados a descobrir a riqueza contida no tema A família, o trabalho e a festa. Neste setembro, de 22 a 27, estaremos todos sintonizados n’O amor é nossa missão: a família plenamente viva, juntos com o Papa Francisco, no VIII Encontro Mundial das Famílias, em Filadélfia.

O valor mais querido por nossos povos está no centro da vida e da missão da Igreja e da sociedade

Igreja: mãe misericordiosa
Para o Cardeal Kasper, o teólogo do Papa, para trabalhar a família “não basta avaliar seus problemas só do ponto de vista e da perspectiva da Igreja como instituição sacramental; precisamos de uma mudança de paradigmas e devemos – como fez o bom samaritano (cf. Lc 10, 29-37) – considerar também a situação a partir da perspectiva de quem sofre e pede ajuda”. Para Kasper, “por mais baixo que o homem possa cair, nunca poderá cair abaixo da misericórdia de Deus”.
O Papa Francisco tem mostrado que “esta é a Igreja, a vinha do Senhor, a mãe fértil e a mestra atenciosa, que não tem medo de arregaçar as mangas para derramar o óleo e o vinho nas feridas dos homens (cf. Lc 10, 25-37); que não olha a humanidade de um castelo de vidro para julgar ou classificar as pessoas. Esta é a Igreja una, santa, católica, apostólica e formada por pecadores, necessitados da sua misericórdia. Esta é a igreja, a verdadeira esposa de Cristo, que procura ser fiel ao seu Esposo e à sua doutrina. É a Igreja que não tem medo de comer e beber com as prostitutas (cf. Lc 15). A Igreja que tem as portas escancaradas para receber os necessitados, os arrependidos e não somente os justos ou aqueles que acreditam ser perfeitos! A Igreja que não se envergonha do irmão caído e não faz de conta que não o vê; ao contrário, se sente envolvida e quase obrigada a levantá-lo e a encorajá-lo a retomar o caminho. […] Esta é a Igreja, a nossa mãe!” – proclamou com entusiasmo o Papa Francisco no encerramento do Sínodo Extraordinário.

Sinalizar uma Igreja acolhedora
O Ano Jubilar da Misericórdia será de suma importância para confirmar na Igreja o clima da misericórdia reforçado pelo Papa Francisco e pelo processo sinodal desenvolvido em 2014 e 2015.
Muitos agentes da Pastoral Familiar (e de outras pastorais) já estão conscientes de que precisamos todos sinalizar, de maneira concreta, uma Igreja acolhedora e misericordiosa que, “com os olhos fixos em Jesus” (Hb 12,2), seja sinal do Cristo servo, bom pastor e bom samaritano.
O acolhimento se caracteriza sobretudo pela atenção aos mais pobres. Uma Igreja aberta, generosa, inclusiva e verdadeiramente “mãe”, que acolha em seu colo a diversidade que a vida traz. Uma Igreja samaritana, cuja misericórdia há de se estender a todos – de modo especial aos socialmente excluídos e aos que habitam as “periferias existenciais” –, para que todos possam “se sentir em casa”. Na escola de Maria, aprendamos a ser uma Igreja mãe, acolhedora e misericordiosa.]

*Pároco de São Sebastião Espera Feliz, MG
Email: santana@olutador.org.br

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