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04/01/2020 Pe. José Herval, SDN Edição 3918 Uma ajuda na catequese: a psicologia das idades
F/ Fano
"A criança é sensível a uma catequese litúrgica"

 

 

O catequista tem a missão de transmitir às crianças, aos jovens e adultos a mensagem do amor, que está contida na História da Salvação, na Caminhada do Povo de Deus que começou com Abraão e chega até nós.

Só podemos transmitir esta mensagem aos catequizandos, tendo as atitudes de Jesus. Ele ia ao encontro das pessoas, procurando aceitá-las como elas eram. Para amar os catequizandos devemos tratá-los de acordo com a fase que eles estão passando. Aceitando-os de acordo com sua realidade a ser corrigida ou melhorada. Para realizar isso não é necessário muito estudo de psicologia, mas sim um pouco de boa vontade e uma dose forte de carinho.

O catequizando, em qualquer fase, é um tesouro que Deus confiou à comunidade, porque é uma vida em desenvolvimento. Cada catequizando é uma pessoa, diferente de todas as demais pessoas.

As necessidades do crescimento da vida de Deus em cada catequizando estão intimamente entrelaçadas com o desenvolvimento físico, intelectual, social e com o todo de sua personalidade.

Esse desenvolvimento não acontece em linha reta, mas em períodos, que começam, cada um, por uma crise.

 

  1. Período antes do nascimento (fase pré-natal) – O catequizando que está na nossa frente já começou a ser aquilo que é, antes de ser dado à luz. Sobre o que vai nascer já aparecem os fatores:
  2. a) Psicológicos: uma forte tensão emocional vivida pela mãe durante a gravidez pode criar na criança uma tendência de ansiedade, de angústia; tem influência também sobre a criança que vai nascer, o fato da mãe estar aceitando ou rejeitando a gravidez.
  3. b) Fisiológicos: a hereditariedade, com as características dos pais, dos avós... Também influenciam nas crianças: as doenças, medicamentos ou desnutrição da mãe durante a gestação.
  4. Parto – Com a perda do ambiente uterino, a criança entra no ambiente externo, que ela percebe hostil, daí um sentimento de angústia e até pequeno trauma.

 

  1. Fase de 0 a 3 anos – Até os 2 anos a criança é fortemente concentrada sobre si mesma e as próprias necessidades. O relacionamento acontece principalmente por meio da boca, (fase oral), que se torna o centro das sensações. O relacionamento com a mãe através do aleitamento materno é muito importante como primeira experiência emocional, centro das futuras relações afetivas.

De 2 a 3 anos a criança começa a descobrir o próprio corpo, desapega-se progressivamente da mãe e começa a aprender através da imitação. Grande importância tem, neste tempo, o relacionamento com os pais: o seu carinho e o ambiente onde vive. Um ambiente agressivo, violento só pode causar traumas na criança.

  1. Fase de 3 a 5 anos – Acontece uma “crise”, pois a criança se sente limitada pela vontade dos outros e se torna “difícil”. É nesta idade que as crianças começam a descobrir as diferenças anatômicas entre o menino e a menina e a perceber que, em relação a isso, cada um tem um papel diferente na sociedade. Neste período acontece a identificação ou não, a aceitação ou não deste papel (homossexualismo).
  2. Fase de 5 a 7 anos – A criança é muito ativa, começa a querer conhecer o mundo de fora: é a idade dos “por quês?”. Só quer aceitar e compreender as coisas concretas. É nessa fase que a criança gosta de “quebrar ou desmontar” coisas, pela vontade que tem de “descobrir” tudo.

A criança vai saindo do ambiente familiar para entrar em contato com o mundo. Este contato deve provocar um intenso desenvolvimento psicossocial. A criança gosta de brincar e com muita imaginação. Admira a natureza. Gosta de imitar o adulto que mais admira. Necessita de carinho, de apoio, de atenções, de elogios. Gosta de livros com figuras, com histórias.

  • Não ficar falando com as crianças: “fiquem quietinhas”, porque isso é impossível para essa idade.

 

  1. Fase de 7 a 9 anos – Crise do uso da razão. A criança já diz “a gente...” (começa a ter companheiros). Antes do uso da razão, a criança tem o senso religioso, mas não tem ato livre e, portanto, não tem uma fé pessoal, É a época da pré-catequese, de introdução na comunidade de Igreja, de interiorização da fé, pois a criança já tem capacidade de amar a Jesus e entender o sofrimento em favor da humanidade. É a idade em que se forma a personalidade espiritual da criança.
  2. Fase de 9 a 11 anos – Meninice. Idade social do jogo, da vivência em grupinhos. Entra o sentido da lei, do bem comum, da justiça. É a idade da prática,

Nessa época a catequese irá destacar sobretudo a História da Salvação (isso nos encontros, nas orações, no relacionamento com os outros).

Nessa fase a criança é sensível a uma catequese litúrgica (catequese dos fatos, ação, sociabilidade, obediência).

 

 

  1. Fase de 11 a 13 anos – Pré-adolescência. Crise do eu consciente. De agora em diante, será verdade tudo aquilo que ele descobrir. Ele é inseguro e busca o ideal e a segurança nos heróis.

Nessa época a catequese apela para o EU, para o que de melhor há dentro do catequizando. Então, o catequista precisa ser muito amigo dos pré-adolescentes para poder orientá-los bem. Tratá-los com amor, mas com muita firmeza, porque eles precisam de muita segurança. Escutar as reclamações, sem superfaturá-las, mas dar atenção e orientá-los. O catequista deverá tomar cuidado para não ter preferências, evitando ciúmes e brigas.

  1. Fase de 13 a 17 anos – Adolescência. A crise continua, fazendo tudo girar em torna da personalização. É a idade da ruptura, da rejeição de uma religião infantil. É uma oportunidade para lembrar a formação de uma personalidade firme com perspectivas cristãs em tudo.

O catequizando será orientado para o caminho da doação, da partilha e do amor..., mostrando-se que, por este caminho, se chega todos os dias e nunca se chega completamente. Tempo de descobrir a lealdade, a sinceridade, a doação, a fidelidade, o companheirismo..., numa atitude de quem está a caminho da amizade e do amor.

 

 

  1. Fase de 17 a 25 anosJuventude. Dos muitos sonhos da adolescência, o jovem vê pouca coisa realizada. É a crise do fracasso. É a época da libertação do EU, profissão, casamento e sociedade. Optará para a conversão (juventude marcada pelo amor) ou para a perversão (juventude sem amor, suicídio pelos vícios).

A catequese será feita como engajamento da vocação cristã da pessoa no mundo e na Igreja. Círculos bíblicos, atividades...

 

 

  1. Fase de 25 a 60 anos – Adulto. Pelos 25 anos há a crise do ideal e do real; da realização de uma síntese entre o sonhado (o ideal) e a realidade presente. - Pelos 40 anos chega-se à crise do limite: não há mais ilusões a alimentar. Sabe-se do que se é capaz, mas quer-se, às vezes, um êxito impossível.

O equilíbrio nessa idade depende do valor e do sentido das pessoas e da sociedade, adquirido nos períodos anteriores. É a época da catequese do engajamento na comunidade.

  1. Mais de 60 anos – É o momento da crise da solidão. As pessoas idosas são necessárias para o equilíbrio da sociedade. O equilíbrio nessa idade depende de uma catequese de ressurreição.

 

Fonte: Pe. Herval, Missionário Sacramentino de Nossa Senhora.

 

Imagens Fano

Uma ajuda na catequese: a psicologia das idades

 

O catequista tem a missão de transmitir às crianças, aos jovens e adultos a mensagem do amor, que está contida na História da Salvação, na Caminhada do Povo de Deus que começou com Abraão e chega até nós.

Só podemos transmitir esta mensagem aos catequizandos, tendo as atitudes de Jesus. Ele ia ao encontro das pessoas, procurando aceitá-las como elas eram. Para amar os catequizandos devemos tratá-los de acordo com a fase que eles estão passando. Aceitando-os de acordo com sua realidade a ser corrigida ou melhorada. Para realizar isso não é necessário muito estudo de psicologia, mas sim um pouco de boa vontade e uma dose forte de carinho.

O catequizando, em qualquer fase, é um tesouro que Deus confiou à comunidade, porque é uma vida em desenvolvimento. Cada catequizando é uma pessoa, diferente de todas as demais pessoas.

As necessidades do crescimento da vida de Deus em cada catequizando estão intimamente entrelaçadas com o desenvolvimento físico, intelectual, social e com o todo de sua personalidade.

Esse desenvolvimento não acontece em linha reta, mas em períodos, que começam, cada um, por uma crise.

 

  1. Período antes do nascimento (fase pré-natal) – O catequizando que está na nossa frente já começou a ser aquilo que é, antes de ser dado à luz. Sobre o que vai nascer já aparecem os fatores:
  2. a) Psicológicos: uma forte tensão emocional vivida pela mãe durante a gravidez pode criar na criança uma tendência de ansiedade, de angústia; tem influência também sobre a criança que vai nascer, o fato da mãe estar aceitando ou rejeitando a gravidez.
  3. b) Fisiológicos: a hereditariedade, com as características dos pais, dos avós... Também influenciam nas crianças: as doenças, medicamentos ou desnutrição da mãe durante a gestação.
  4. Parto – Com a perda do ambiente uterino, a criança entra no ambiente externo, que ela percebe hostil, daí um sentimento de angústia e até pequeno trauma.

 

  1. Fase de 0 a 3 anos – Até os 2 anos a criança é fortemente concentrada sobre si mesma e as próprias necessidades. O relacionamento acontece principalmente por meio da boca, (fase oral), que se torna o centro das sensações. O relacionamento com a mãe através do aleitamento materno é muito importante como primeira experiência emocional, centro das futuras relações afetivas.

De 2 a 3 anos a criança começa a descobrir o próprio corpo, desapega-se progressivamente da mãe e começa a aprender através da imitação. Grande importância tem, neste tempo, o relacionamento com os pais: o seu carinho e o ambiente onde vive. Um ambiente agressivo, violento só pode causar traumas na criança.

  1. Fase de 3 a 5 anos – Acontece uma “crise”, pois a criança se sente limitada pela vontade dos outros e se torna “difícil”. É nesta idade que as crianças começam a descobrir as diferenças anatômicas entre o menino e a menina e a perceber que, em relação a isso, cada um tem um papel diferente na sociedade. Neste período acontece a identificação ou não, a aceitação ou não deste papel (homossexualismo).
  2. Fase de 5 a 7 anos – A criança é muito ativa, começa a querer conhecer o mundo de fora: é a idade dos “por quês?”. Só quer aceitar e compreender as coisas concretas. É nessa fase que a criança gosta de “quebrar ou desmontar” coisas, pela vontade que tem de “descobrir” tudo.

A criança vai saindo do ambiente familiar para entrar em contato com o mundo. Este contato deve provocar um intenso desenvolvimento psicossocial. A criança gosta de brincar e com muita imaginação. Admira a natureza. Gosta de imitar o adulto que mais admira. Necessita de carinho, de apoio, de atenções, de elogios. Gosta de livros com figuras, com histórias.

  • Não ficar falando com as crianças: “fiquem quietinhas”, porque isso é impossível para essa idade.

 

  1. Fase de 7 a 9 anos – Crise do uso da razão. A criança já diz “a gente...” (começa a ter companheiros). Antes do uso da razão, a criança tem o senso religioso, mas não tem ato livre e, portanto, não tem uma fé pessoal, É a época da pré-catequese, de introdução na comunidade de Igreja, de interiorização da fé, pois a criança já tem capacidade de amar a Jesus e entender o sofrimento em favor da humanidade. É a idade em que se forma a personalidade espiritual da criança.
  2. Fase de 9 a 11 anos – Meninice. Idade social do jogo, da vivência em grupinhos. Entra o sentido da lei, do bem comum, da justiça. É a idade da prática,

Nessa época a catequese irá destacar sobretudo a História da Salvação (isso nos encontros, nas orações, no relacionamento com os outros).

Nessa fase a criança é sensível a uma catequese litúrgica (catequese dos fatos, ação, sociabilidade, obediência).

 

 

  1. Fase de 11 a 13 anos – Pré-adolescência. Crise do eu consciente. De agora em diante, será verdade tudo aquilo que ele descobrir. Ele é inseguro e busca o ideal e a segurança nos heróis.

Nessa época a catequese apela para o EU, para o que de melhor há dentro do catequizando. Então, o catequista precisa ser muito amigo dos pré-adolescentes para poder orientá-los bem. Tratá-los com amor, mas com muita firmeza, porque eles precisam de muita segurança. Escutar as reclamações, sem superfaturá-las, mas dar atenção e orientá-los. O catequista deverá tomar cuidado para não ter preferências, evitando ciúmes e brigas.

  1. Fase de 13 a 17 anos – Adolescência. A crise continua, fazendo tudo girar em torna da personalização. É a idade da ruptura, da rejeição de uma religião infantil. É uma oportunidade para lembrar a formação de uma personalidade firme com perspectivas cristãs em tudo.

O catequizando será orientado para o caminho da doação, da partilha e do amor..., mostrando-se que, por este caminho, se chega todos os dias e nunca se chega completamente. Tempo de descobrir a lealdade, a sinceridade, a doação, a fidelidade, o companheirismo..., numa atitude de quem está a caminho da amizade e do amor.

 

 

  1. Fase de 17 a 25 anosJuventude. Dos muitos sonhos da adolescência, o jovem vê pouca coisa realizada. É a crise do fracasso. É a época da libertação do EU, profissão, casamento e sociedade. Optará para a conversão (juventude marcada pelo amor) ou para a perversão (juventude sem amor, suicídio pelos vícios).

A catequese será feita como engajamento da vocação cristã da pessoa no mundo e na Igreja. Círculos bíblicos, atividades...

 

 

  1. Fase de 25 a 60 anos – Adulto. Pelos 25 anos há a crise do ideal e do real; da realização de uma síntese entre o sonhado (o ideal) e a realidade presente. - Pelos 40 anos chega-se à crise do limite: não há mais ilusões a alimentar. Sabe-se do que se é capaz, mas quer-se, às vezes, um êxito impossível.

O equilíbrio nessa idade depende do valor e do sentido das pessoas e da sociedade, adquirido nos períodos anteriores. É a época da catequese do engajamento na comunidade.

  1. Mais de 60 anos – É o momento da crise da solidão. As pessoas idosas são necessárias para o equilíbrio da sociedade. O equilíbrio nessa idade depende de uma catequese de ressurreição.

 

Fonte: Pe. Herval, Missionário Sacramentino de Nossa Senhora.

 

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