Roteiros Pastorais Homilética
24/05/2019 Dom Emanuel Messias de Oliveira Edição 3911 Solenidade da Ascensão do Senhor - 2/06/2019 Festa
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"Enquanto os abençoava, afastou-se deles e foi levado para o céu. [Lc 24,51]"

Solenidade da Ascensão do Senhor - 2/06/2019

 

Leituras: At 1,1-11; Sl 46[47]; Ef 1,17-23; Lc 24,46-53

Destaque: “Enquanto os abençoava, afastou-se deles e foi levado para o céu.” [Lc 24,51]

 

  1. Ascensão e missão. Nos primeiros versículos dos Atos dos Apóstolos, São Lucas faz referência à obra de Jesus e sua instrução aos discípulos, após a Páscoa, durante 40 dias. Este número quer indicar a plenitude dos ensinamentos de Jesus. Depois, Jesus pede que aguardem a promessa do Pai de enviar-lhes o Espírito Santo.

Os discípulos ainda estão presos às ideias de um messianismo político de restauração da realeza em Israel, e querem saber se já chegou a hora. Jesus responde que isto compete ao Pai. A eles cabe o testemunho em Jerusalém, na Judeia toda, na Samaria e até os confins da terra. Para testemunhar a verdade sobre Jesus, os discípulos receberão a força do Espírito Santo em Pentecostes. Assim como o Espírito atuou em Jesus, atua também na sua Igreja.

Na sua ascensão, Jesus é elevado e uma nuvem o oculta aos olhos dos apóstolos. Jesus pertence agora à esfera divina. Cabe aos discípulos continuar a missão de Jesus. Para isso Jesus, junto com o Pai, vai enviar o Espírito Santo. Eles não devem ficar olhando para o céu, pois agora começa a missão deles, a missão da Igreja. Jesus não estará mais fisicamente com eles, mas sua presença continua através do Espírito Santo.

 

  1. Cristo glorificado. Nas comunidades de Éfeso, o amor estava presente e a esperança animava a caminhada das comunidades. Podemos falar também da firmeza da sua fé, mas havia ameaças para a fé. Apareceram alguns ensinando um Deus distante das comunidades, atuando apenas através de entidades intermediárias, como soberanias, poderes, forças, dominações; e Jesus não passaria de uma dessas entidades.

O texto da Carta aos Efésios agradece a Deus pelas virtudes da fé e do amor presentes na vida das comunidades. Depois, suplica a Deus um espírito de soberania e revelação para que as comunidades possam reconhecê-lo em profundidade. Em seguida, pede luz para que elas tenham consciência da esperança a que Deus as chamou, da herança que as aguarda e da extraordinária grandeza do poder de Deus em favor dos que creem.

O autor relembra o que Deus fez em Cristo, mostrando-se próximo e presente na vida das comunidades. Ele o ressuscitou dos mortos e fê-lo assentar à sua direita nos céus, outro modo, o mais comum no Novo Testamento, de falar da “ascensão” de Jesus aos céus não em termos de subida, mas em termos de glorificação.

Jesus é o único Senhor que realizou o projeto do Pai, por isso o Pai colocou todas as coisas debaixo dos seus pés. Você tem consciência clara da majestade e soberania de Nosso Senhor Jesus Cristo?

 

  1. O tempo da Igreja. No final de suas aparições, Jesus abre a mente dos seus discípulos para que eles entendam que estava se realizando tudo o que as Escrituras falavam sobre ele. As Escrituras já falavam de seu sofrimento, morte e ressurreição ao terceiro dia, e que em seu Nome devia ser proclamado o arrependimento para a remissão dos pecados a todas as nações, a começar por Jerusalém.

Os apóstolos são as testemunhas do cumprimento das Escrituras a respeito de Jesus. Para isso, o v. 49 faz referência à promessa do Pai, ou seja, ao envio do Espírito Santo com a força do Alto para ajudá-los a reler as Escrituras, dar coragem, ativar a memória e a disposição nos discípulos para a pregação, o testemunho e o martírio.

A ascensão de Jesus é vista como o sumo-sacerdote que abençoa e dá vida. Jesus primeiro leva seus discípulos até Betânia, depois ergue as mãos e os abençoa (v. 50); e enquanto os abençoava, distanciou-se deles e era elevado ao céu (v. 51). O v. 52 fala que os discípulos se prostraram diante dele e depois voltaram a Jerusalém com grande alegria.

Lucas tem em mente um texto do Primeiro Testamento: Lv 9,22-24. Ali, Aarão levantou as mãos em direção ao povo e o abençoou. Havendo assim realizado o sacrifício pelo pecado, entrou na Tenda da Reunião. Diante do que via, o povo gritou de alegria e todos se prostraram com o rosto em terra.

Através desse paralelo percebemos a intenção de Lucas de ver Jesus como Sumo Sacerdote em plena comunhão com Deus. Dele recebemos a bênção da vida. Esse é o tema predileto da Carta aos Hebreus: Jesus é o Sumo Sacerdote que, derramando seu sangue, entrou no santuário da comunhão definitiva com Deus (céu), por isso tem uma bênção plenamente eficaz.

O v. 52 registra o retorno dos discípulos para Jerusalém. O Evangelho de Lucas começa no Templo (com Zacarias) e termina no Templo. O v. 53 diz que os discípulos estavam continuamente no Templo, louvando a Deus. Com a ascensão de Jesus e a vinda do Espírito Santo, vai começar o tempo da Igreja.

 

Leituras da semana

dia 3: At 19,1-8; Sl 67[68],2-3.4-5ac.6-7ab; Jo 16,29-33

dia 4: At 20,17-27; Sl 67[68],10-11.20-21; Jo 17,1-11a

dia 5: At 20,28-38; Sl 67[68],29-30.33-34.35-36; Jo 17,11b-19

dia 6: At 22,20 – 23,6-11; Sl 15[16],1-2a e 5.7-8.9-10.11; Jo 17,20-26

dia 7: At 25,13b-21; Sl 102[103],1-2.11-12.19-20ab; Jo 21,15-19

dia 8: At 28,16-20.30-31; Sl 10[11],4.5 e 7; Jo 21,20-25

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