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16/11/2021 Virlene Mendes Edição 3942 Sinodalidade: Podemos caminhar juntos!  Teóloga - Diocese de Governador Valadares-MG
F/ Pixabay
"A Assembleia, que acontecerá entre os dias 21 a 28 de novembro deste ano na Cidade do México. Além de se propor a ESCUTAR todos os membros do povo de Deus da América-Latina e Caribe, [...] apontará para a celebração dos 500 anos da aparição de Nossa Senhora de Guadalupe ao índio São Juan Diego (1531) e para os 2000 anos da nossa redenção, a serem celebrados em 2033."

Nascida da comunhão plena do Pai, do Filho e do Espírito Santo, é fundamental que a Igreja não se perca em fragmentações, em partidarismos internos e/ou externos que lhe solapem as energias que devem ser investidas na peculiaridade da sua missão: ser sinal do reinado de Deus na história; anunciar a Boa Notícia do Evangelho de Jesus Cristo a todas as pessoas para que, n’Ele, todos os povos tenham vida.

Trilhar o mesmo caminho, caminhar na sinodalidade é característica primitiva da Igreja. Já no ano 49 da era cristã, diante do impasse se os não-judeus (pagãos ou gentios) deveriam ser admitidos diretamente à comunidade cristã, sem terem primeiro que assumir a Lei de Moisés, as lideranças cristãs convocaram um sínodo/concílio em Jerusalém e, sob a assistência do Espírito Santo e depois de algumas discussões e ponderações, decidiram pela admissão direta dos pagãos, ainda que com algumas restrições (cf. At 15,1ss). Vemos aí a experiência da busca de um caminho comum diante de situações conflitantes.

O Papa Francisco tem feito do seu pontificado um esforço contínuo no sentido de recuperar e reinstaurar esse “jeito de ser Igreja”. Tem proposto e nos exortado a uma postura mais dialogal intra e extra ecclesiam. Foi assim com os sínodos da Família, da Juventude e da Amazônia. É preciso assumir os caminhos do diálogo que levam a projetos comuns e a caminhar juntos (sínodo > syn = mesmo / hodos = caminho). Caminhos que contribuam para a construção de uma cultura do cuidado com a nossa casa comum, de um modelo econômico a favor da vida de todos, de uma sociedade de justiça e paz!

Está em andamento a preparação do sínodo sobre a sinodalidade que acontecerá em três fases: diocesana, continental e universal. Depois das fases locais de escuta, os padres sinodais se reunirão em outubro de 2023 no Vaticano para refletir sobre o itinerário feito e propor sendas para uma Igreja mais sinodal, que trilhe mais caminhos comuns. Além disso, estamos também em meio ao processo de preparação da primeira Assembleia latino-americana e caribenha. Que experiência ímpar! Pela primeira vez, consagrados, leigos, diáconos, seminaristas, bispos, padres e tantos outros membros do povo de Deus são convidados a falar e a ouvir os clamores e esperanças da Igreja desta parte do orbe.

A Assembleia, que acontecerá entre os dias 21 a 28 de novembro deste ano na Cidade do México. Além de se propor a ESCUTAR todos os membros do povo de Deus da América-Latina e Caribe, em vista de descobrir caminhos novos para a evangelização e para enfrentar os desafios que se põem à Igreja neste tempo da história, também apontará para a celebração dos 500 anos da aparição de Nossa Senhora de Guadalupe ao índio São Juan Diego (1531) e para os 2000 anos da nossa redenção, a serem celebrados em 2033!

Reconectados com as conferências latino-americanas do Rio de Janeiro (1955), de Medellín (1968), Puebla (1979), Santo Domingo (1992) e retomando os resultados da conferência de Aparecida (2007), somos todos chamados a PARTICIPAR deste processo e da proposição de caminhos comuns para o melhor e mais fecundo anúncio do Evangelho em nossas terras: “a proclamação da Vida nova em Cristo e o estabelecimento do Reino (DA 367) sob a perspectiva de uma “evangelização integral” (DA 176).

“Uma Igreja sinodal está aberta a sentir ou intuir a fé (sensus fidei), que é uma espécie de instinto espiritual que nos permite sentir com a Igreja e discernir o que está em conformidade com a fé apostólica e o espírito do Evangelho. Como bem expressou o Papa Francisco no seu discurso ao Conselho Episcopal Latino-Americano a 13 de julho de 2013: ‘o rebanho possui o seu próprio olfato para discernir os novos caminhos que o Senhor propõe à Igreja’. A sinodalidade eclesial é um sinal da corresponsabilidade de todo o Povo de Deus na construção do seu Reino” (Doc. para o Caminho 70).

Fonte: Diocese de Governador Valadares-MG

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