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31/05/2021 Luis Miguel Modino Edição 3936 Sede da REPAM é abençoada por Dom Leonardo Dom Leonardo Steiner abençoa a nova sede da REPAM em Manaus
F/ REPAM
"Numa perspectiva de fomentar a reflexão teológica desde a REPAM, o arcebispo de Manaus vê como algo positivo o fato de que a REPAM esteja ligada ao Instituto de Teologia, Pastoral e Ensino Superior da Amazônia – ITEPES, ajudando à academia na produção de material que auxilie na reflexão a partir da Igreja que está na Amazônia."

Depois de vários meses de mudança, alargados pela pandemia da Covid-19, que obrigou a realizar o trabalho desde casa, a Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM) está estreando sua nova sede. Manaus acolhe a secretaria executiva, que até final de 2020 tinha sua sede em Quito (Equador), e que está formada pelo ir. João Gutemberg Sampaio, novo secretário, Rodrigo Fadul, vice-secretário, Lidiane Cristo, Diego Aguiar e o padre Júlio Caldeira.

O novo espaço foi abençoado pelo arcebispo de Manaus, que acolheu a nova equipe, que foi se apresentando a Dom Leonardo Steiner, relatando as funções que cada um deles assume na secretaria e no acompanhamento dos diferentes eixos. Tem sido também um momento para fazer memória do caminho percorrido desde 2014 e de trazer presentes os povos do território amazônico.

O cardeal Pedro Barreto enviava uma mensagem onde agradecia a Dom Leonardo pela gentileza de abençoar o escritório da REPAM, cumprimentando toda a equipe da nova secretaria executiva. Segundo o presidente da REPAM, estar em Manaus, “nos abre à possibilidade de olhar com esperança o futuro próximo, não só da REPAM, também da CEAMA, da Assembleia Eclesial da América Latina e do Caribe, e proximamente toda a preparação do sínodo sobre a sinodalidade, que será em 2023”.

Em suas palavras, o cardeal peruano agradecia a toda a equipe, “não só por realizar um serviço, mas também pelo aporte significativo para a Amazônia e também para toda a Igreja universal”, insistindo em que “estamos num momento muito importante”.

Na inauguração também se fez presente a Ir. Carmelita Conceição, conselheira da REPAM. A auditora sinodal vê o momento atual como oportunidade para “concretizar o que a gente sonhou no Sínodo”. Segundo a religiosa salesiana, “é como se a REPAM tivesse ficado adulta”, insistindo na necessidade de cuidar da planta que nasceu e tem crescido ao longo de quase sete anos. A Ir. Carmelita falava do nascimento da CEAMA “como se uma fecundidade fosse se multiplicando, criando, descobrindo outras formas de realizar esse sonho que foi a REPAM”.

A religiosa afirmava que “a gente se sente irmão dos outros países, porque estamos no mesmo barco, estamos sofrendo as mesmas situações e estamos juntos lutando”. Acima das possíveis diferenças entre os países, “hoje há uma questão forte que nos une, que é a questão da luta pela vida, a luta pela libertação, lutar juntos contra a situação”. Ela insistia em que “a REPAM está chegando num momento de plenitude, de fecundidade, de maturidade”.

Dom Leonardo Steiner lembrava de alguns passos que antecedem o nascimento da REPAM, encontros em nível pan-amazônico onde foi surgindo a necessidade de criar “um organismo que pudesse aglutinar as experiências riquíssimas em relação aos povos indígenas, à assistência social que sempre foi feita”, tentando assim “fazer uma rede de partilha”. Com a criação da Comissão da Amazônia pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, tudo isso foi avançando, o que acabou provocando a criação da REPAM.

O arcebispo de Manaus, que acolheu a nova sede da REPAM e mostrou o apoio não só da arquidiocese como de todos os bispos do Regional Norte 1 da CNBB, falava sobre a necessidade de “cuidar para que não se torne um organismo que seja apenas organizativo, mas de animação”. Junto com isso, o fato de ter vindo a Manaus, leva Dom Leonardo a ver a necessidade de cuidar para “sempre estar envolvendo os outros países”.

Numa perspectiva de fomentar a reflexão teológica desde a REPAM, o arcebispo de Manaus vê como algo positivo o fato de que a REPAM esteja ligada ao Instituto de Teologia, Pastoral e Ensino Superior da Amazônia – ITEPES, ajudando à academia na produção de material que auxilie na reflexão a partir da Igreja que está na Amazônia.

Dom Leonardo Steiner refletia sobre a necessidade de trabalhar em rede para enfrentar “o que o governo está fazendo em relação aos povos indígenas, em relação ao meio ambiente”. Ele insistia em que “nossa tarefa é também educativa, educação no sentido de despertar”. Por isso fazia um chamado, dizendo que “vamos juntos trabalhando e buscando sempre o melhor”.

Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte 1

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