Variedades Família Julimariana
08/04/2020 Pe. Marcos Antônio Alencar Duarte, SDN   Edição 3923 Papa, “tu és Pedro”
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"Ele é a força expansiva da sua catolicidade; Ele é a fonte da santidade; Ele é o liame da sua apostolicidade."

 

Constantemente ouvimos nas mídias e em nossos espaços católicos ou laicos conceitos, juízos e sentenças sobre o Papa e o modo como ele exerce o carisma petrino. As ideias vão de um extremo ao outro, da santidade ao diabólico, do evangelho ao comunismo, do reformador ao destruidor da Igreja... Estas teses aparecerem em todos os canais, as pessoas simples começam a falar e muitas delas ficam cheias de dúvidas. Para alguns estudiosos há dentro da Igreja católica, a partir deste contexto, um cisma de fato - aqueles que romperam com Roma, e se arrogam como os detentores do poder de Pedro. E um cisma brando – aqueles que ainda não romperam e talvez nunca vão sair da barca de Pedro, mas vive um jeito de ser Igreja a seu modo, tornando-se apático a figura do legítimo sucessor de Pedro.

Diante desta agitação na barca de Pedro. É necessário, a capacidade de escuta e o exercício da humildade. Nunca a divisão ou indiferença, mas sim o caminho da obediência e da comunhão, pois em Jesus, por meio do Espírito Santo, formamos um só Corpo, a Igreja de Deus. O Servo de Deus Pe. Júlio Maria, nosso catequista missionário nos ensinou o respeito, o amor, obediência e profunda comunhão na Igreja com o Papa, o seu supremo pastor. Revisitemos sua catequese sobre a vocação de Pedro na Igreja:

 

Quem é o Papa?

O Pe. Júlio Maria nasceu e viveu num ambiente onde a figura do Papa era a autoridade religiosa e política mais influente e reconhecida mundialmente. O respeito e obediência à missão do pescador, foi o antídoto contra todo divisão a Igreja. Para o Pe. Júlio Maria a Igreja e o Papa formam uma realidade só:

“A Igreja não repousa simplesmente sobre o Papa como sobre um fundamento; neste caso seria um edifício material, morto, mas é o Papa que faz a Igreja, que lhe dá a vida, o movimento, a ação, infiltrando-lhe incessantemente a vida Divina”[Evangelho das festas Litúrgicas, p.318].

Ainda: No jeito do Papa viver seu carisma manifesta a unidade, a santidade, a catolicidade e apostolicidade da Igreja. As Igrejas particulares, as conferências episcopais e associações dos fiéis manifestas estas caraterísticas se as mesmas estiverem em comunhão com Pedro, pois sozinhos ou isolados estes caracteres somem, pois não são propriedades destes terceiros, e sim do Sucessor de Pedro, assim recorda o Pe. Júlio Maria:

“O Papa faz a Igreja Una, santa, Católica, Apostólica, que a marca com estes grandes caracteres, peculiares e incomunicáveis”[Evangelho das festas Litúrgicas, p.318]. “[...] o principio da unidade da Igreja; Ele é a força expansiva da sua catolicidade; Ele é a fonte da santidade; Ele é o liame da sua apostolicidade” ”[Evangelho das festas Litúrgicas, p.318].

 

Qual nossa atitude em relação ao Papa?

Pe. Júlio Maria para a Festa de São Pedro, Dia do Papa, na Obra: Evangelho das festas Litúrgica, O Servo de Deus sugere a seguinte conclusão: “A quem pegar-nos neste mundo? Sobre quem apoiar-nos na vacilação atual? A quem seguir nas trevas das duvidas?” Responde de imediato: “Ao Papa. Ele é o farol... Ele é o rochedo”. Ele toma emprestado de Jesus a pergunta feita aos discípulos: “vocês querem ir embora?” Pe. Júlio imagina o Papa fazendo semelhante questionamento aos fiéis: vocês querem se afastar de mim? Pe. Júlio emprestando a voz ao povo diz: “[...] Nós acreditamos e reconhecemos que tu és o sucessor de Pedro, eis o representante de Cristo, o Filho do Deus vivo”

Nossa atitude diante do sucessor de Pedro deve ser admiração, veneração, obediência e comunhão. Assim conclui o servo de Deus: “oh! Santo Padre! A ti nossa veneração! A ti o meu amor! A ti a minha vida! Beijo os teus pés, são os pés de Pedro, são os pés de Cristo! Salve, ó São Pedro! Salve ó Santo Padre!” Pe. Júlio Maria diante da figura do Papa, não o vê simplesmente como um ser humano qualquer, mas sim um programa de vida, um carisma, um homem escolhido por Deus para presidir a Igreja e torná-la una, santa, católica e apostólica.

 

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