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01/10/2020 Brenda Messora Edição 3929 Outubro Rosa
F/ Wilson Severino - Visual hunt
"Infelizmente, menos de 30% das mulheres brasileiras realizam a mamografia conforme a indicação médica, que seria anualmente, ou a cada dois anos..."

 

Com o propósito de divulgar informação de qualidade sobre câncer de mama e câncer de colo do útero, a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) e seus oncologias estão à disposição para entrevistas para falar sobre o assunto durante o Outubro Rosa.

Desde o início da década de 1990, a campanha ‘Outubro Rosa’ é responsável pela disseminação de informação relevante e pela conscientização dos exames preventivos ao câncer de mama e de colo de útero, que são fundamentais para o diagnóstico precoce e que aumentam as chances de cura da doença em até 95%.

No Brasil, de acordo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de mama e o de colo do útero representam o 2º e o 3º lugar entre os tipos de cânceres que mais atinge mulheres no país. Para este ano de 2020, foram estimados mais de 66 mil e 16 mil novos casos para cada tipo, respectivamente.

O modo mais eficaz para a detecção do câncer de mama e colo de útero é a realização da mamografia e do Papanicolau. A mamografia é o exame capaz de identificar lesões que não são palpáveis, ou seja, que o exame de toque não é capaz de localizar. Já o Papanicolau é responsável pela checagem da saúde uterina da mulher.

Infelizmente, menos de 30% das mulheres brasileiras realizam a mamografia conforme a indicação médica, que seria anualmente, ou a cada dois anos. E apenas 16% realizam exames ginecológicos, número que representa aproximadamente metade do mínimo indicado pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

O resultado disso é o diagnóstico de 70% dos casos de câncer de mama e colo de útero já em estágio avançado. Um dado muito preocupante, levando em consideração que mais de 90% dos casos, de acordo com o INCA, poderiam ser evitados com atitudes simples, como a realização de exames preventivos, com uma rotina saudável e, no caso do câncer de colo do útero, com a vacina contra o HPV, disponível nas redes públicas de saúde.

Outro ponto que preocupa oncologistas é o número de pacientes que deixaram de fazer exames de rotina por conta da pandemia. Um estudo da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), realizado com 120 oncologistas associados, apontou que mais de 74% deles tiveram um ou mais pacientes que interromperam ou adiaram o seu tratamento por mais de um mês durante a epidemia da Covid-19 no Brasil.

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