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04/08/2021 Imprensa CELAM Edição 3939 O desafio de amazonizar o Brasil e o mundo Roda de Conversa da REPAM-Brasil
F/ Amazoniza-te
"Amazonizar... o despertar de todo o povo em defesa da Amazônia, seu bioma e seus povos ameaçados em seus territórios... Portar o mundo de sentido, sensibilidade, contemplação e comprometimento para com a obra da criação."

Refletir sobre um desafio que pode ser considerado de grande importância para os povos e a Igreja da Amazônia: amazonizar-se. Ajudar a assumir essa atitude tem sido o propósito de diferentes organizações eclesiais e sociais ao longo do último ano.

Querendo “sensibilizar a opinião pública brasileira e internacional sobre os perigos a que está sendo exposta a Vida na Amazônia, seu território e as populações”, a REPAM-Brasil preparou uma roda de conversa para ajudar a refletir sobre essa realidade, mostrando “a gravidade da situação enfrentada pelos Povos na Amazônia, agravada pela pandemia da Covid-19”.

Amazonizar é uma palavra usada pela primeira vez em 1986, quando o bispo de Rio Branco, no Acre, Dom Moacyr Grechi, usou esse termo em uma carta pastoral. Ele “convocava o povo a assumir a causa da Amazônia e a defesa de seus povos”. O Sínodo para a Amazônia popularizou a palavra, sendo assumida como foco da campanha, fazendo “um chamado para todas as pessoas a se amazonizarem”, algo que continua.

O material elaborado pela REPAM-Brasil começa acolhendo as pessoas, convidando para a oração e fazendo a recordação da vida. Lembra o texto que “a Amazônia e seus povos são continuamente alvo de práticas de exploração sem limites que colocam em risco toda a vida daquele território”, algo que a pandemia acrescentou. Daí insiste na urgência de “ações de solidariedade para garantir a existência dos povos originários e das comunidades tradicionais”, relatando ações que estão sendo “desenvolvidas pela Igreja, organizações populares e movimentos sociais”.

“Amazonizar” deve levar a “reconhecer as lutas e resistências dos Povos da Amazônia que enfrentam mais de 500 anos de colonização e de projetos desenvolvimentistas pautados na exploração desmedida”, relata o texto. Mas também é “o despertar de todo o povo em defesa da Amazônia, seu bioma e seus povos ameaçados em seus territórios”. “Amazonizar também significa portar o mundo de sentido, sensibilidade, contemplação e comprometimento para com a obra da criação”.

Comprometer para reconhecer as violações de direitos dos povos e do meio ambiente é amazonizar, diante de diferentes situações:  Queimadas e desmatamento, um número que só aumenta a cada ano, como mostram os testemunhos que aparecem no texto; Garimpo e mineração em terras indígenas, que aumenta as doenças, levando à morte, como acontece com os Yanomami em Roraima, com os Munduruku no Pará; Conflitos por terra, que em 2020 teve o maior número desde 1985; Criminalização e ameaças de lideranças; Indígenas na cidade, a quem são negados direitos fundamentais.

O roteiro aporta uma palavra de vida e luz diante da realidade e “aponta horizontes para vivermos de forma plena e compromissada com a nossa casa comum”. Para isso lembra os sonhos do Papa Francisco em Querida Amazônia, mas também as reflexões que surgem dos povos e culturas da Amazônia, fazendo um apela a se amazonizar e se questionar.

Como diz a oração final, “É hora de colocarmos toda essa bagagem em nossa canoa e navegarmos pelas águas desse nosso imenso Brasil. É hora de contribuirmos para que todas e todos tenham consciência da importância da Amazônia e de seus povos. É hora de Amazonizarmos o mundo!”

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