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04/08/2022 Dom Edson Oriolo Edição 3950 O Bispo de Roma e a Igreja Particular Dom Edson lança novo livro e nos propõe uma nova reflexão sobre a Igreja
F/ Paulus Editora
"A Igreja “em saída” é uma Igreja com as portas abertas. Sair em direção aos outros para chegar às periferias humanas não significa correr pelo mundo sem direção nem sentido (cf. EG 46). “Significa que todos podem participar, de alguma forma, da vida eclesial; todos podem fazer parte da comunidade, e nem sequer as portas dos sacramentos deveriam se fechar por uma razão qualquer” (EG 47)."

Dom Edson Oriolo, Bispo da Diocese Mineira de Leopoldina, nos presenteia com mais uma obra pertinente e atual. Ele lança um novo livro pela Paulus Editora: “Francisco, Bispo de Roma e a Igreja Particular”. O livro conta com a apresentação do Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo, que afirma: “Congratulo-me com Dom Edson Oriolo pela publicação deste livro sobre o bispo de Roma, em estilo didático e de fácil leitura. Compreender bem a missão do papa é compreender melhor a Igreja. Faço votos de que muitos possam ler e se beneficiar deste belo trabalho”.

O livro pode ser adquirido nas livrarias Paulus e também pela sua Loja Virtual. Eis como o próprio autor apresenta a sua obra.

Mais do que nunca, tenho pesquisado sobre “gestão eclesial”: conceitos, ferramentas de recursos humanos e administrativos que ajudam no processo de desenvolvimento pastoral. Estou convencido de que a inovação, através de estratégias de gestão, faz de ministros ordenados e fiéis agentes mais criativos, visionários e proativos na missão de colocar em prática o mandado de nosso Senhor Jesus Cristo: “Ide pelo mundo inteiro e proclamai o Evangelho a toda criatura!” (Mc 16,15). A gestão é um tema atual e desafiador para a caminhada da Igreja. Penso que é um caminho para realizarmos o sonho do papa Francisco: “uma Igreja em saída”.

A Igreja “em saída” é uma Igreja com as portas abertas. Sair em direção aos outros para chegar às periferias humanas não significa correr pelo mundo sem direção nem sentido (cf. EG 46). “Significa que todos podem participar, de alguma forma, da vida eclesial; todos podem fazer parte da comunidade, e nem sequer as portas dos sacramentos deveriam se fechar por uma razão qualquer” (EG 47).

A “ação missionária é o paradigma de toda a obra da Igreja” (EG 15). O papa Francisco nos ensina que “cada um dos batizados, independentemente da própria função na Igreja e do grau de instrução da sua fé, é um sujeito ativo de evangelização” (EG 120). A Igreja não deve ser dominada pela administração ou pela sacramentalização (cf. EG 63). Necessitamos de uma missão voltada para a pessoa humana. Para que isso aconteça, temos que sair de uma pastoral simplesmente sacramentalista e entender “as razões de ser Igreja”, segundo a profundidade dos ensinamentos do magistério sobre o bispo de Roma e a Igreja particular. Portanto, o objetivo deste estudo é oferecer elementos para uma releitura da comunidade eclesial, em temas litúrgicos e morais, tendo presente o binômio Lex orandi, Lex credendi.

O presente livro quer abrir horizontes para que se conheçam melhor a missão, a visão e os valores da Igreja, em suas instâncias de evangelização, na convicção de que sua ação missionária deve produzir resultados. Pretendemos, sobretudo, resgatar conceitos fundamentais sobre o ministério peculiar do bispo de Roma e sua relação com as Igrejas particulares, “nas quais e pelas quais subsiste a Igreja católica una e única” (LG 23). As Igrejas particulares têm como missão prolongar, para as diversas comunidades eclesiais, “a presença e a ação evangelizadora de Cristo” (Puebla 224).

A obra Francisco, bispo de Roma, e a Igreja particular brotou da preocupação em entender a Igreja como continuadora da missão de Jesus Cristo. Ela quer despertar a reflexão sobre a importância da relação entre o bispo de Roma e as Igrejas particulares.

No capítulo primeiro, fala-se da intuição do Novo Testamento a respeito do primado de Pedro e das características do ministério peculiar do sucessor de Pedro. Francisco, com sua enorme experiência pastoral, tem frisado, desde o início do seu pontificado, que é bispo de Roma. Ele foi escolhido para cuidar da Igreja de Roma. A Igreja de Roma é a mãe de todas as Igrejas, por ter sido fundada sobre os apóstolos. É a sede de Pedro e, por isso, o papa, seu sucessor, detém a prerrogativa de solicitude por todas as Igrejas.

O segundo capítulo apresenta uma visão sobre a Igreja particular. Tal conceito, muito caro à eclesiologia do Vaticano II, é o resultado de uma evolução eclesiológica que supera a ideia de atribuir à Igreja de Roma a universalidade da Igreja e a situa, ao invés disso, como o ponto de unidade entre as diversas dioceses, onde está plenamente presente a única Igreja de Jesus Cristo. O bispo de Roma, sendo o sucessor de Pedro, exerce solicitude por todas as Igrejas particulares, enquanto guardião do depósito da fé, da sua unidade e da plena comunhão. Como expressão de tal solicitude, em espírito da colegialidade episcopal, ele escolhe pessoalmente (após processo de indicações) os sucessores dos apóstolos e os coloca à frente de milhares de Igrejas particulares, para cuidarem de determinada porção do povo de Deus.

Finalmente, o terceiro capítulo apresenta um modelo de regimento para foranias (setores, decanatos) como pista para o ideal de uma “Igreja em saída”, visando à descentralização pastoral como forma de concretizar o paradigma de Igreja particular, isto é, fincada na realidade local. As Igrejas particulares têm como missão redescobrir sua vocação evangelizadora e “fortalecer a consciência missionária”, isto é, assumir um compromisso com o fiel leigo na Igreja de Jesus Cristo. Necessitamos do comprometimento de todas as forças vivas, para que todos possamos fazer a experiência do encontro com Cristo. Convido você, leitor, a percorrer essa realidade!

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