Formação Juventude
01/07/2018 Frt. Dione Afonso, SDN Edição 3902 Juventude, Rosto do Mundo, Rosto da Igreja JUVENTUDE [Vocação corresponde também à concretude de seu trabalho
"É importante transmitir aos jovens que sua vocação primeira é à vida, e que cada um tem a responsabilidade de discernir, guiados pela Palavra, o chamado de Deus. Não se trata de ingressar num caminho visando a vida sacerdotal e ou a religiosa, mas, trata-se de compreender a que cada um é chamado a ser e a fazer. "

JUVENTUDE, ROSTO DO MUNDO, ROSTO DA IGREJA

 

Frt. Dione Afonso, SDN

dafonsohp@outlook.com

 

Os jovens constantemente estão em busca de um sentido para as suas vidas e, buscam, ao encontrar comunidades acolhedoras e que deem ouvido a eles. O documento do sínodo ressalta ainda que “os jovens buscam sentido de suas vidas dentro de comunidades que os apoiem, incentivem e que sejam autênticas e abertas”. Hoje em dia, mais que urgente, torna-se estritamente necessário a capacidade de discernimento, pois afirma o Papa Francisco que “a vida atual oferece enormes possibilidades de ação e distração, sendo apresentadas pelo mundo como se fossem todas válidas e boas”. E nesse emaranhado de oportunidades, todos, mas “especialmente os jovens estão sujeitos a um zapping constante [cf. GE, 167]”, ou seja, mudam a todo o tempo, como um controle remoto diante da TV, não sabendo onde permanecer, impossibilitando ao jovem de se enraizar em algo bom a fim de dar frutos bons.

 

A necessidade de compreender a vocação. É uma “necessidade simples e clara”, afirma o documento, “sublinhando o sentido do chamado e da missão”.  Vocação, na visão de muitos jovens corresponde a algo que dê sentido à sua vida pessoal, ao amor próprio e à alteridade, às realizações dos sonhos... Vocação corresponde também à concretude de seu trabalho e contribuição no lugar onde vivem, no bairro onde moram, onde o jovem percebe que sua presença faz a diferença e, ele percebe que sua participação fica registrada como uma marca.

É importante transmitir aos jovens que sua vocação primeira é à vida, e que cada um tem a responsabilidade de discernir, guiados pela Palavra, o chamado de Deus. Não se trata de ingressar num caminho visando a vida sacerdotal e ou a religiosa, mas, trata-se de compreender a que cada um é chamado a ser e a fazer. “Existe uma plenitude em cada vocação”, afirma o documento, “que deve ser sublinhada com a finalidade de abrir o coração dos jovens às suas possibilidades”. E esses caminhos são variados, incluindo a decisão à vida sacerdotal, assim como o caminho à vida matrimonial, do laicato, etc.

Depois, colocando-os no centro da vocação à vida, e, iluminados pela Palavra de Deus, esses jovens são conduzidos a compreender que são chamados, todos eles, à vocação universal à santidade. Chamados a participar da santidade, quer dizer, chamados a ser e fazer acontecer o Reino de Deus entre todos. A serem cristãos, serem reflexos do rosto de Cristo na vida de cada pessoa, de cada jovem, de cada idoso, de todos. “Todos são chamados a ser santos, vivendo com amor e oferecendo o próprio testemunho nas ocupações de cada dia, onde cada um se encontra” [GE, 14].

 

Os desafios de um verdadeiro discernimento. Por fim, os jovens deparam-se hoje com influências que, por vezes, até contradizem o caminho proposto pelo evangelho. “O discernimento da própria vocação pode converter-se em toda uma aventura neste peregrinar da vida”. A tarefa da Igreja e da família, é de acompanhar: a Igreja, ao reconhecer o esforço que o jovem empenha ao aceitar o desafio em se aventurar por essa estrada tortuosa por conta das múltiplas oportunidades ofertadas pelo caminho tentando desviar a sua atenção; e, a família, desempenhando o papel de um autêntico testemunho cristão, comprometido com a Igreja e com o mundo. “Os jovens – diz o documento – estão buscando homens e mulheres fiéis que possam acompanhá-los em seu caminho e que expressem a verdade, oferecendo a eles a capacidade de articular a compreensão de sua fé e de sua vocação”.

Ilustra perfeitamente essa missão a experiência que o jovem Davi viveu ao se oferecer para lutar na frente dos guerreiros contra o gigante Golias [cf. 1Sm 17, 32-47]. Davi é o filho mais jovem de Jessé. Foi o escolhido para ser ungido rei de Israel [cf. 1Sm 16,1-13]. Mesmo desacreditado por ser jovem [cf. 1Sm 17,31-33.42], mostrou inteligência, vontade e coragem para enfrentar Golias [cf. 1Sm 17]. No trabalho do acompanhamento, junto dos jovens hoje, é necessário acreditar no potencial deles, e, dizer com toda a convicção: “vá, e que o Senhor esteja com você” [1Sm 17,37]. E, assim, vamos desempenhar um papel cristão junto da juventude “sem julgamentos; que saiba escutar as necessidades dos jovens e que os responda com carinho; que seja bondoso e consciente de si; que reconheça seus limites e que conheça a alegria e o sofrimento que todo caminho espiritual implica”.

 

Sínodo dos Jovens, outubro de 2018. Partindo dessa reflexão e, iluminados pela experiência de Davi, que soube reconhecer seu potencial, não se deixando levar pela desmotivação e seu povo, o Sínodo dos Jovens no próximo mês de outubro quer ouvir cada jovem, escutar o que tem a dizer sobre o discernimento vocacional e sua relação com a vida eclesial e de fé. Envie seu e-mail ou comente também através de nossa página pelo Facebook. Use a #OLutadorJovem e deixe o seu recado

Dê a sua contribuição:

  1. Sobre a formação da própria identidade: Quais são as experiências relacionas e afetivas, os fatos particulares e os lugares específicos que mais contribuem na formação da identidade das novas gerações?
  2. Sobre a relação da fé pessoal e a Igreja: De que modo os jovens vivem hoje a própria fé pessoal em Jesus, e que relacionamento mantêm com a comunidade eclesial?
  3. Sobre o discernimento vocacional: Que instrumentos podem ser úteis e quais são os momentos mais apropriados para ajudar um jovem a fazer as escolhas de vida fundamentais na Igreja e no mundo?

 

Nós da Revista O Lutador queremos ouví-lo! #OLutadorJovem

 

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