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09/11/2021 Verônica Rubí Edição 3942 Frutos da presença da Igreja no meio do Povo Indígena Missionária leiga leiga na Diocese do Alto Solimões, argentina de nacionalidade, da Diocese de Mar del Plata
F/ L M Modino
"Uma Igreja de rostos amazónicos requer a presença estável de responsáveis leigos, maduros e dotados de autoridade... Os desafios da Amazónia exigem da Igreja um esforço especial para conseguir uma presença capilar que só é possível com um incisivo protagonismo dos leigos (QA 94)."

O Sínodo para Amazônia veio a impulsar e confirmar a presença missionária junto aos povos indígenas, estar com eles, viver em suas comunidades, abraçar suas lutas, celebrar suas festas, ser presença que acompanha, que encoraja, que fortalece pelo fato de estar no meio deles.  

Nova experiência de missão

“Uma Igreja de rostos amazónicos requer a presença estável de responsáveis leigos, maduros e dotados de autoridade... Os desafios da Amazónia exigem da Igreja um esforço especial para conseguir uma presença capilar que só é possível com um incisivo protagonismo dos leigos” (QA 94). Quando os leigos e leigas conhecem, vivem e testemunham o Evangelho, o Reino se faz presente. Cada um se reconhece amado e chamado por Deus, descobre seu dom dentro da Comunidade e com disponibilidade participa responsavelmente assumindo os serviços que são necessários em função dos irmãos.

Faz um ano, que começou uma nova experiência de missão, com a presença missionária estável na Comunidade Indígena Ticuna de Umariaçú I, na Diocese do Alto Solimões. Nunca antes tinha havido missionários morando com eles, foi necessário construir uma casa, numa terra que o cacique e seu conselho doaram. Passar da pastoral da visita à pastoral da presença foi um desejo gestado lentamente, rezado, conversado e especialmente sustentado na relação de carinho e respeito estabelecida entre a Igreja e o Povo Ticuna.

Tirar nossas sandálias

Viver com eles na comunidade tem o presente da cotidianidade, como oportunidade para conhecer e amar sua realidade, seus ritos, suas formas de comportamento frente à vida, a doença, as dificuldades e a morte. É outra cultura, por isso, como missionários estamos chamados a tirar nossas sandálias para acompanhar cuidadosamente a vida do povo, reconhecendo as sementes do Verbo presentes no meio deles.

Em quanto à vida da Igreja, é gratificante perceber que quanto mais conhecem Jesus, seus ensinamentos e as verdades de nossa fé, mais cresce neles o desejo de participação na vida da Comunidade Cristã e seus diversos serviços.

O tempo de pandemia, no qual foi solicitado para eles permanecer na comunidade, foi propicio para formar os Celebrantes da Palavra e assim eles presidirem as celebrações dominicais. Também se formaram quatro coros, dois de jovens, um de mães e outro de pais, que são escalados por cada domingo para animar a celebração litúrgica.

Neste último domingo 7 de novembro, com a presença de Dom Adolfo Zon Pereira, bispo diocesano, na Comunidade de Umariaçú I, foram enviados um grupo de seis coroinhas para o serviço do altar e apresentados dez novos catequistas para crianças, os quais trabalharão todos os sábados com mais de cem crianças.

 “É necessário aceitar corajosamente a novidade do Espírito capaz de criar sempre algo de novo com o tesouro inesgotável de Jesus Cristo, porque a inculturação empenha a Igreja num caminho difícil, mas necessário... Não tenhamos medo, não cortemos as assas ao Espírito Santo” (QA 69)

 

Meu nome é Verônica Rubí, sou missionária leiga ad gentes, argentina de nacionalidade, da Diocese de Mar del Plata, Licenciada em Serviço Social de profissão e Marista de espiritualidade. Há mais de 7 anos que partilho a vida e a fé no coração da Amazônia, na tríplice fronteira Brasil- Peru- Colômbia, aqui conheci o Povo Indígena Ticuna, eles me evangelizam.  

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