Roteiros Pastorais Homilética
08/01/2020 Dom Emanuel Messias de Oliveira Edição 3919 Festa da Apresentação do Senhor - 2/02/2020 “Meus olhos viram a tua salvação.” (Lc 2,30)
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"A encarnação da vida, no sofrimento do povo, foi a forma mais profunda e perfeita da solidariedade de Deus com os homens. "

 

Leituras: Ml 3,1-4; Sl 23[24]; Hb 2,14-18; Lc 2,22-40

 

  1. O Mensageiro de Deus. No tempo do profeta Malaquias, o Templo de Jerusalém já havia sido reconstruído, mas o culto estava perdendo o sentido e não agradava mais a Deus. Os sacerdotes estavam achando pesado o seu trabalho. Relaxavam no desempenho do culto, desprezando o nome de Deus e pervertendo o ensinamento. Na verdade, eles se desviaram do caminho, profanaram a aliança e prejudicaram a caminhada do povo. Os sacerdotes falhavam nas suas principais funções: ministrar o culto e ensinar o povo conforme as normas da Aliança. Justiça e direito estavam sendo violados.

Deus vai enviar o mensageiro para preparar o caminho à frente dele. Esperado para os últimos tempos, ele é identificado pelo próprio Jesus como sendo João Batista (cf. Mc 1,2). Ele é igual ao fogo de uma fundição: vai purificar e eliminar tudo que não é autêntico. Como o ouro e a prata, ele vai refinar e purificar os filhos de Levi para que eles possam apresentar a Deus uma oferta, que seja de acordo com a justiça (v.3). O profeta compara Deus ao sabão das lavadeiras (v.2), que elimina toda a sujeira das roupas. Assim, injustiça e violação do direito serão eliminadas para sempre.

 

  1. Na cruz, o amor. A morte de cruz do Messias de Deus foi sempre algo difícil de aceitar. Que Deus é este que permite o sofrimento e a morte de seu Filho Amado? Para São João, a morte de Jesus na cruz é a expressão máxima da glória do Pai e da glória do Filho, pois ali o amor atinge seu zênite.

A encarnação da vida, no sofrimento do povo, foi a forma mais profunda e perfeita da solidariedade de Deus com os homens. Jesus assumiu nossa condição humana, porque veio para ajudar a descendência de Abraão. Ele não veio para ajudar os anjos, mas os homens. É por isso que Ele teve que ser semelhante em tudo a seus irmãos. Só assim Ele poderia expiar os pecados do povo. Não nos escandalizemos com a cruz de Cristo.

 

  1. O resgate do Filho. Jesus é levado ao Templo de Jerusalém para cumprir a Lei. Lá a Sagrada Família se encontra com dois personagens: Simeão e Ana, que agradecem, louvam a Deus e profetizam sobre Jesus e Maria. Depois de cumprir a Lei, a Sagrada Família volta para Nazaré da Galileia, onde Jesus vai viver. Quais são as mensagens?
  2. a) José e Maria procuram cumprir a Lei (cf. Ex 13,2.12), para que Jesus pudesse, realmente, assumir a realidade do seu povo.
  3. b) José e Maria são pobres e oferecem o sacrifício dos pobres: um par de rolas ou dois pombinhos. Membro de uma família pobre, Jesus, vai viver na simplicidade e pobreza e vai dedicar sua vida aos pobres e marginalizados deste mundo.
  4. c) Simeão e Ana representam a humanidade pobre e esperançosa da consolação e da libertação. Jesus vem realizar a esperança da humanidade empobrecida representada nesses velhinhos justos e piedosos, abertos às maravilhas de Deus, cheios de dedicação e esperança.
  5. d) São Lucas é o evangelista do Espírito Santo. Cheios do Espírito Santo estão Zacarias, Isabel, João Batista, Maria, Simeão, Ana e especialmente Jesus.
  6. e) Simeão mostra a missão de Jesus. Ele é o Messias do Senhor, o Servo de Deus das quatro profecias de Isaías sobre o “Servo de Senhor”. É a “salvação que Deus preparou para todos os povos”. Ele é a luz para iluminar as nações e a glória do povo de Israel (cf. Is 42,6; 52,10). Jesus vai ser também causa da queda e soerguimento para muitos. Vai ser alvo de contradição. Vai desmascarar a vida errada de muita gente. Muitos vão amá-lo, mas também muitos vão detestá-lo por causa da sua justiça e verdade.
  7. f) Simeão anuncia também para Maria uma espada de dor. É que ela vai partilhar também a dor do Filho, como primeira e fiel discípula.
  8. g) A profetisa e consagrada velhinha Ana chega neste momento e começa a louvar a Deus e a falar de Jesus aos pobres que conservavam sua esperança de liberdade.
  9. h) A Sagrada Família de Nazaré retorna para a Galileia, terra dos marginalizados. Ali Jesus vai crescendo, tomando consciência da exploração dos grandes sobre os pequenos. Ele se prepara para a sua missão com a fortaleza, sabedoria e a graça vindas do alto.

 

Leituras da semana

dia 3: 2Sm 15,13-14.30; 16,5-13a; Sl 3,2-7; Mc 5,1-20

dia 4: 2Sm 18,9-10.14b.24-25a.30-19,3; Sl 85,1-6; Mc 5,21-43

dia 5: 2Sm 24,2.9-17; Sl 31,1-2.5-7; Mc 6,1-6

dia 6: 1Rs 2,1-4.10-12; (Sl) 1Cr 29,10-12; Mc 6,7-13

dia 7: Eclo 47,2-13; Sl 17,31.47.50-51; Mc 6,14-29

dia 8: 1Rs 3,4-13; Sl 118,9-14; Mc 6,30-34

 

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