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04/01/2022 Dom Paulo Mendes Peixoto Edição 3944 Espírito renovado  
F/ Pixabay
"A pandemia do coronavírus até poderia renovar o espírito da humanidade, não só criando medo da contaminação, mas provocando compromissos mais responsáveis em relação para com a natureza e maior fraternidade universal e pessoal."

 

O corpo físico pode até ser fragilizado, principalmente pela idade ou por alguma enfermidade, mas o espírito, a vida interior, devem ser sempre renovados e dar verdadeiro sentido para o viver. Ainda em clima de Natal e Ano Novo, as motivações de renovação são muito positivas, dentro de uma realidade de esperança em dias melhores. As fragilidades não podem obscurecer essa esperança.

Muitos dos sintomas de incapacidade do espírito humano e a perda do sentido de vida renovada são provocados pela falta de paz e pela violência, que causam medo e vazio interior. Existe a motivação da paz trazida por Jesus Cristo em sua prática de vida e assumida pelos cristãos como compromisso de seu batismo. Jesus resgata a dignidade das pessoas e renova sua vida física e espiritual.

A paz interior é como uma luz que brilha com intensidade. O Papa Francisco, na Mensagem proferida para o Dia Mundial da Paz, 01/01/2022, ponderou que a paz verdadeira e duradoura, com espírito renovado, só acontece quando forem colocados em prática, o diálogo, a educação e o trabalho. Essas condições são fundamentais para a criação de um pacto social e renovador do espírito humano.

A pandemia do coronavírus até poderia renovar o espírito da humanidade, não só criando medo da contaminação, mas provocando compromissos mais responsáveis em relação para com a natureza e maior fraternidade universal e pessoal. Papa Francisco fala da cultura do cuidar, da gentileza e da ternura para com o outro, práticas que conseguem neutralizar a cultura do individualismo e do fechamento.

Um espírito renovado ajuda na restauração da justiça e a realizar o projeto de Deus na história. Isto não acontece sem a prática concreta da justiça social. Se o Papa fala de educação, fala de abrir os olhos aos cegos, libertar os cativos e os que habitam nas trevas. Construir uma nova ordem social para superar as trevas, o sofrimento e a desesperança que dificultam a renovação de espírito.

Estamos em novos tempos, quando aparecem “os sinais dos tempos”, que precisam ser interpretados de forma positiva e real. A pandemia é um desses sinais, e deveria inaugurar uma nova história para a humanidade e que regenerasse a imagem e semelhança do Criador. Nesta perspectiva, todas as pessoas têm uma missão muito importante no mundo, que não pode ser transferida para outro.

Dom Paulo Mendes Peixoto

Arcebispo de Uberaba.

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