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21/03/2022 Luis Miguel Modino - Prensa CELAM Edição 3945 Encontro Eclesial Virtual da América Latina e Caribe: recuperar o que foi vivido e avançar no caminho para o Sínodo Assembleia Eclesial Latino Americana e Caribenha
F/ dcl.org.br
"A experiência da Assembleia Eclesial que estamos vivendo, que teve várias fases, uma das mais conhecidas ou importantes de 21 a 28 de novembro, e os desafios que ali foram elaborados, são um campo mais que favorável para esta experiência de uma Igreja sinodal."

Em 30 de março, o Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM), numa tentativa de retomar o processo da Assembleia Eclesial da América Latina e do Caribe, convocou o primeiro "Encontro Eclesial Virtual da América Latina e do Caribe". O objetivo é estabelecer uma ponte entre os 41 desafios da Assembleia Eclesial e o Sínodo sobre a Sinodalidade. Acompanhe a notícia de Luis Miguel Modino.

Segundo o Padre David Jasso, "somos uma Igreja a caminho, discípulos e missionários de Jesus, que se intitulava 'o Caminho'". Para o Secretário Geral Adjunto do CELAM, "a Assembleia Eclesial da América Latina e do Caribe foi um passo neste itinerário pastoral para o qual o Papa nos chamou, porque ainda há muito a aprender de Aparecida como um evento eclesial".

Neste sentido, o presbítero mexicano enfatiza que "como resultado do discernimento comunitário da Assembleia Eclesial, temos desafios pastorais que procuramos enfrentar, acompanhando o povo, as famílias e as comunidades do continente". Para isso, "este Encontro Eclesial nos dará a oportunidade de coincidir de forma virtual, recuperando a experiência da Assembleia Eclesial e o que é mais significativo para cada um de nós", reitera o Padre Jasso, que assinala que não podemos "deixar de lado a ocasião de olharmos para incentivar-nos mutuamente no processo sinodal que estamos vivendo juntos".

Alinhamento com o caminho sinodal da Igreja Universal

Segundo a Ir. Daniela Cannavina, a Assembleia Eclesial é um "sinal de alinhamento com o caminho sinodal da Igreja Universal, que atingiu seu clímax em novembro passado, quando vivemos este evento como um Kairós para a vida de nosso continente". Para a Secretária Geral da Confederação Latino-Americana e Caribenha de Religiosas e Religiosos (CLAR), "esta Assembleia, chamada 'transbordamento do Espírito', deu origem a um evento sem precedentes que, embora contenha em suas entranhas algo novo que ainda não vislumbramos completamente, é a semente da transformação. É por isso que essa Assembleia se tornou para muitos uma terra de promissão, da qual se esperam frutos de conversão".

Segundo a religiosa, "este evento não surgiu espontaneamente, o caminho foi construído em crescendo com muitas expectativas e tensão para uma novidade que estava começando a surgir". Após quatro meses, "ainda estamos à espera do que vai acontecer como projeção", afirma a Ir. Daniela.

Neste sentido, reunindo as vozes que a alcançaram durante este tempo, ela afirma que "muitos acreditam que, com a celebração da Assembleia e os 12 desafios pastorais prioritários, já chegamos ao fim", ao que se acrescenta que para outros "a página do Discernimento para o Caminho foi fechada, e o Vademécum do Sínodo da Sinodalidade foi aberto". Também se refere àqueles que sentem um vácuo projetivo e se perguntam "e agora, como tudo isso continua?", e àqueles que "ainda não perceberam que temos 41 desafios pela frente para abraçar, e temem que os 12 desafios prioritários deixem para trás aqueles mais relevantes que tocam aspectos centrais da missão, a transformação das estruturas, formas de proceder, métodos de discernimento e estilos de vida".

Vozes leigas ou representantes das periferias

Ela também retoma as vozes daqueles que "questionaram a falta de participação na Assembleia de vozes leigas ou representantes das periferias", o que desafia a Igreja a "ousar incorporar social e eclesialmente outras vozes e conhecimentos, outras perspectivas e interpretações, evitando o medo da diversidade".

A religiosa reflete sobre os passos em vista da operacionalidade da Assembleia nas instituições, algo que é dificultado pela falta de conhecimento do processo, a pouca participação dos bispos antes e durante, o que deve dificultar a animação do que está por vir. Há também perguntas daqueles que questionam se o processo de escuta levou à mudança, transformação e conversão eclesial, assim como daqueles que querem saber o que fazer com o que foi discernido na comunidade.

Há também aqueles que esperavam uma divulgação mais ampla das conclusões, para evitar "permanecer no mesmo ponto de partida clerical". Mas ao mesmo tempo "o esforço, o compromisso eclesial, a iniciativa de uma experiência sinodal que deixa sua marca e torna visível mais uma vez a rica tradição que acompanha a Igreja latino-americana, e que tem marcado a identidade da Igreja no continente desde os primeiros dias da evangelização".

Ajudar a sustentar o impacto no trabalho pastoral

Finalmente, diante daqueles que aguardam os resultados, um documento final na linha das Conferências Gerais, Ir. Daniela destacou a urgência de "ajudar a sustentar o impacto no trabalho pastoral, as questões emergentes à luz do que foi compartilhado, discernido e refletido como Povo de Deus, bem como os desafios a serem enfrentados neste momento histórico".

Em relação à reunião do dia 30, Dom Jorge Eduardo Lozano afirma que "a experiência da Assembleia Eclesial que estamos vivendo, que teve várias fases, uma das mais conhecidas ou importantes de 21 a 28 de novembro, e os desafios que ali foram elaborados, são um campo mais que favorável para esta experiência de uma Igreja sinodal". Sem esquecer que é "uma experiência sinodal em um caminho sinodal que a Igreja universal está levando adiante", de acordo com o Secretário Geral do CELAM.

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