Roteiros Pastorais Homilética
17/03/2020 Dom Emanuel Messias de Oliveira Edição 3921 Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor - 5/04/2020
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"Fiquem aqui e vigiem comigo (Mt 26,38b)"

Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor - 5/04/2020

“Fiquem aqui e vigiem comigo” (Mt 26,38b)

Leituras: Is 50,4-7; Sl 21[22]; Fl 2, 6-11; Mt 26,14-27,66

 

  1. O Servo de Deus. O 2º Isaías apresenta quatro cantos do Servo de Deus (42,1-9; 49,1-9a; 50,4-9; 52,13-53.12). O Novo Testamento não tem dúvida de que a profecia do Servo Sofredor se realiza plenamente em Jesus. Deus investiu no Servo em vista do bem do povo - é a preparação para a missão. Do outro lado, a responsabilidade do Servo. O Senhor Deus transforma o servo num verdadeiro discípulo com capacidade de falar, de ouvir, de consolar e ajudar os desanimados (v. 4). Deus abre os ouvidos do Servo, que escuta atentamente e não recua diante de seus adversários (v. 5). O Servo será ajudado por Deus, por isso ele não se sente humilhado. Ele não esconde o rosto aos insultos e escarros (v. 6c) e, no v. 7b, afirma que endurece o rosto como pedra, expressando a força que ele recebe de Deus para resistir e a certeza de que ele não vai sentir-se fracassado.

 

  1. Obediente até a morte. Paulo aproveita um hino da liturgia cristã para nos incentivar a assumir o mesmo projeto, os mesmos sentimentos e atitudes de Jesus Cristo. Aqui temos a radicalidade do projeto de Jesus, que se tornou servo obediente até à morte e morte de cruz, desapegando-se de sua glória e poder. O v.7 é um verdadeiro mergulho na miséria humana. Jesus foi ao fundo do poço. Jesus assumiu primeiro a condição de servo e, assim, ele se torna semelhante ao homem, um simples homem. O v. 8 é a concretização do mergulho radical e profundo na miséria humana, através da humilhação e da obediência. Obediência até à morte e mais ainda, o que soa como "blasfêmia para judeus e loucura para gregos", morte ignominiosa de cruz. Deus ressuscitou seu Filho e o exaltou, fazendo-o assentar-se à sua direita na glória. E isso toda criatura e toda língua devem confessar, "para a glória de Deus Pai".

 

  1. O Rei crucificado. Jesus prevê sua paixão. Os chefes dos sacerdotes decidem matá-lo. Jesus manda preparar a ceia para recordar a libertação do Egito. Jesus é o novo cordeiro, que vai ser imolado. Durante a ceia, Jesus revela o nome do traidor e celebra a Eucaristia, sinal da superação de toda idolatria escravizante. A ceia eucarística antecipa, simbolicamente, sua morte redentora e substitui todos os sacrifícios da Antiga Aliança.

Jesus anuncia a desorientação dos discípulos na hora da sua prisão, mas promete ir à frente deles, ressuscitado, para a Galileia. Então, Jesus prediz a tríplice negação de Pedro (vv. 30-35). No Getsêmani, em oração, Jesus percebe o desfecho do grande drama da Paixão: "Minha alma está numa tristeza de morte. Fiquem aqui e vigiem comigo". Jesus precisa de companhia e solidariedade, mas fica só. Todos dormem. Jesus reza ao Pai, mas prefere que a vontade do Pai se realize. Judas chega acompanhado de uma multidão, para prender Jesus. Ele reconhece a inocência de Jesus, devolve o dinheiro e vai enforcar-se. No meio de gozações e zombarias, Jesus recebe vestes reais. Depois disso, é levado para o Calvário. Simão de Cirene ajuda Jesus a levar a cruz. O letreiro acima de sua cabeça, afirmava a nossa fé: "Este é Jesus, o Rei dos judeus". Os insultos e zombarias continuaram por parte dos que passavam, por parte dos chefes dos sacerdotes, doutores da Lei e anciãos e, até mesmo, por parte dos dois bandidos que foram crucificados com ele.

Jesus morre às quinze horas. Os fenômenos cósmicos querem lembrar, simbolicamente, a morte do Filho de Deus. Depois, Jesus é sepultado por José de Arimateia, e seu túmulo foi vigiado por guardas das autoridades assassinas, para que o corpo de Jesus não fosse roubado, dando oportunidade aos discípulos de inventarem que Jesus ressuscitou dos mortos (vv. 27-66).

 

Leituras da semana

dia 6: Is 42,1-7; Sl 26[27],1.2.3.13-14; Jo 12,1-11

dia 7: Is 49,1-6; Sl 70[71],1-2.3-4a.5-6ab.15.17; Jo 13,21-33.36-38

dia 8: Is 50,4-9a; Sl 68[69],8-10.21bcd-22.31 e 33-34; Mt 26,14-25

dia 9: Is 61,1-3a.6a.8b-9; Sl 88[89],21-22.25.27; Ap 1,5-8; Lc 4,16-21

dia 10: Is 52,13 – 53,12; Sl 30[31],2.6.12-13.15-16.17.25; Hb 4,14-16; 5,7-9; Jo 18,1 – 19,42

dia 11: Gn 1,1 – 2,2; Gn 22,1-18; Ex 14,15 – 15,1; Is 54,5-14; Is 55,1-11; Br 3,9-15.32 – 4,4; Ez 36,16-17a.18-28; Rm 6,3-11; Sl 117[118],1-2.16ab-17.22-23; Mt 28,1-10

 

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