Formação Bíblia
25/09/2021 Dom Paulo Mendes Peixoto Edição 3940 Domingo da Palavra
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"Setembro foi escolhido para maior motivação da Palavra de Deus. Talvez seja momento de destacar a figura de São Jerônimo, considerado Patrono da Bíblia, cuja memória é celebrada pela Igreja Católica no dia 30 de setembro."

“A bíblia não é só hoje, a bíblia é todo dia”, diz um dos nossos cânticos. Não é em um dia ou em um mês que ela deve ser valorizada, mas diariamente. Mesmo assim, setembro foi escolhido para maior motivação da Palavra de Deus. Talvez seja momento de destacar a figura de São Jerônimo, considerado Patrono da Bíblia, cuja memória é celebrada pela Igreja Católica no dia 30 de setembro.

Existe um Projeto divino na história dos povos, revelando a presença diuturna de Deus nos caminhos da humanidade, mesmo no meio de situações totalmente constrangedoras contidas na fraqueza das pessoas. Significa que Deus nunca se deixa monopolizar por ninguém. Todos os textos que proclamamos, presentes na Sagrada Escritura, mostram os traços essenciais que evidenciam esse fato.

Os textos bíblicos são de inspiração divina, mas escritos por mãos humanas, por autores (hagiógrafos) de escritos chamados de “sagrados”, mostrando a ação de Deus na história dos povos e as maldades e ingratidões desse mesmo povo. Aparecem lideranças com atitudes comprometidas com o Projeto de Deus. Moisés foi um dos portadores do Espírito do Senhor com o carisma administrativo.

No Antigo Testamento, com a presença, coragem e atuação de grandes líderes, dois fatos marcaram toda a trajetória da história antiga: a Lei, fundamentada nos Mandamentos, recebida por Moisés no Monte Sinai e o Profetismo, como forma de anúncio e proclamação da vontade de Deus para que fosse colocado em prática o que era determinado pelos dez princípios divinos do Decálogo.

No Novo Testamento, com a presença firme de Jesus e dos apóstolos, a marca maior é a missionariedade da Igreja, anunciadora dos compromissos dos cristãos com a construção do Reino de Deus. No mesmo tom dos profetas, Jesus e os apóstolos usaram palavras ameaçadoras e de denúncia contra os desvalores que ameaçam a vida. Entre eles está a cultura do acúmulo como fruto de injustiça.

A Palavra de Deus é contra toda mentalidade exclusivista e fechada, que impede a liberdade das pessoas no uso de seus dons para construir o bem. Não importa o grupo a que pertença, mas exige coerência e compromisso com a verdade, o amor e a justiça, molas mestras de todos os ensinamentos de Jesus. Enfim, o Domingo da Palavra sugere tolerância, respeito e acolhida a todos.

Dom Paulo Mendes Peixoto

Arcebispo de Uberaba.

 

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