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14/10/2021 Luis Miguel Modino    - ADN CELAM Edição 3941 Dom Orlando Brandes: “vamos abraçar o Brasil no luto pelos 600.000 mortos” Homilia por ocasião da Festa de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil.
F/ ADN CELAM
"Dom Orlando Brandes denunciou algumas realidades presentes no país, afirmando que “para ser uma Pátria amada, não pode ser uma Pátria armada”, posicionando-se contra a política do governo de liberar o uso de armas. Junto com isso, fez ver a necessidade de ser uma pátria sem ódio, uma república sem mentiras e notícias falsas, sem corrupção, uma pátria amada com fraternidade, todos irmãos e irmãs."

 

O Brasil comemorou neste 12 de outubro sua padroeira, Nossa Senhora Aparecida, a Virgem Negra, em quem milhões de brasileiros encontram o colo de uma mãe consoladora, principalmente nos últimos tempos, onde a crise de saúde provocada pela pandemia, que já causou 600 mil mortes , segundo dados oficiais, a crise social e política se junta.

Aparecida, local de peregrinação

O dia 12 de outubro é o momento da peregrinação ao Santuário Nacional de Aparecida, local onde o CELAM realizou sua V Conferência em 2007, o que foi retomado com a Assembleia Eclesial da América Latina e do Caribe, que acontecerá de 21 a 28 de novembro, relembrando o chamado de Aparecida para serem discípulos missionários.

Neste contexto, na solene Eucaristia em que foi celebrada a padroeira do Brasil, o arcebispo local, D. Orlando Brandes, refletiu a partir de duas palavras: povo e aliança, iluminando com eles a realidade atual do país.

Aparecida e os Papas

Depois de comentar as leituras, o arcebispo lembrou quatro dos últimos cinco papas, relacionados de uma forma ou de outra com Nossa Senhora Aparecida. Em primeiro lugar, lembrou São Paulo VI, que, ao enviar ao povo brasileiro a rosa de ouro, guardada no Santuário Nacional, pediu ao seu representante no país: “diga à nação brasileira que esta flor é uma expressão do meu carinho por este grande povo, para que seja grande também na sua vida espiritual e na sua vida social”.

Posteriormente, recordou as visitas a Aparecida de São João Paulo II, onde afirmou que “a Virgem Aparecida marcou um encontro único com a nação brasileira”, Bento XVI, que no âmbito da V Conferência do Celam apelou a “permanecer em a escola de Maria”, e o Papa Francisco, que, em sua visita em 2013, afirmou que“ meus braços estão estendidos para abraçar toda a nação brasileira”.

Abraço todos os brasileiros

O Arcebispo de Aparecida convidou a abraçar o país, “nosso povo, começando pelos mais originais, abracemos nossos índios, os primeiros povos desta terra de Santa Cruz”. Ele também pediu para abraçar negros, europeus, e "nestes dias vamos abraçar o Brasil de luto pelos 600.000 mortos."Pediu também para abraçar as crianças, os pobres, as autoridades, para que juntos possamos construir uma Pátria Amada, expressão que faz parte da letra do hino nacional.

Em suas palavras, o bispo Orlando Brandes denunciou algumas realidades presentes no país, afirmando que “para ser uma Pátria amada, não pode ser uma Pátria armada”, posicionando-se contra a política do governo de liberar o uso de armas. Junto com isso, fez ver a necessidade de ser uma pátria sem ódio, uma república sem mentiras e notícias falsas, sem corrupção, uma pátria amada com fraternidade, todos irmãos e irmãs, construindo a grande família brasileira.

Uma mãe que conforta e aconselha

Com base no conceito de aliança, o arcebispo brasileiro fez um apelo, seguindo as palavras do Papa Francisco, a viver uma amizade social, associação, diálogo mútuo, empatia, união e democracia. Por isso fez questão de ser aliados do bem comum, “para que nenhum brasileiro tenha que buscar ossos no lixo para sobreviver”, aliados na verdade que liberta, na justiça social, no cuidado da terra, nossa irmã, nossa Amazônia, aliada na fé, no ecumenismo, no perdão, na ternura de Maria.

Por fim, agradeceu a Virgem Aparecida porque na pandemia ela foi consoladora, conselheira, professora, companheira e guia do povo brasileiro”, encerrando suas palavras em defesa da vacina e do papel da ciência, criticando novamente um governo que repete um e novamente a ineficácia da vacina e ele insiste com suas palavras e cortes de recursos para reconhecer a importância da ciência.

 Fonte: ADN CELAM

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