Formação Catequese
22/08/2020 Magda Melo Edição 3927 Dia do catequista Do livro Cebs e raízes
F/ Diocese de Rondonópolis
"Parabéns catequista, por sua resposta a esta vocação nessa nobre e desafiante missão. "

DIA DO CATEQUISTA

Ser catequista é ser encantado por Jesus Cristo, assumir seu projeto com amor incondicional e transmitir a fé aos irmãos no seu seguimento. A catequese é o lugar de formação na comunidade, mais do que transmitir doutrinas, é testemunhar Jesus Cristo e estabelecer relação pessoal de amizade.
Magda Melo

Extraido do artigo Cebs e Catequese de Magda Melo no livro Cebs e raízes

Ao gerar novos filhos e filhas pelo batismo, a Igreja necessita cuidar desses filhos, não de qualquer forma, mas com cuidado de mãe, com atenção, escuta e acompanhamento atento, comprometida com seu crescimento e seu despertar maduro da fé, tornando-se um cristão adulto. Para tanto, há que nutri-los com alimento adequado propondo-lhes um caminho a ser seguido, e, ao mesmo tempo, a comunidade alimenta-se dos alimentos que estes também lhe oferecem. É uma estrada de mão dupla pela qual todos devemos percorrer constantemente.
A catequese comunitária é o lugar da conversão pastoral na qual se supera a visão de uma Igreja voltada para si, numa pastoral de manutenção, e lança-se na missão de encontrar meios para responder aos desafios do mundo atual, inserindo-se na realidade concreta da vida das pessoas.
Assume-se a vivência de uma igreja povo de Deus, no qual a comunidade é enviada ao coração do mundo para testemunhar, servir e promover a vida em vista ao reino de Deus.

A comunidade: fonte, lugar e meta da catequese
A comunidade inteira torna-se sinal de algo muito bom na vida das pessoas. Jesus respondeu aos que o buscavam: Vinde e vede! Ele, evidentemente, passou nesse teste que ele mesmo propôs. Eles foram, viram, se encantaram com o que vivenciaram, ficaram, aprenderam, depois partiram em missão com a vida transformada para sempre. A iniciação à vida cristã supõe uma comunidade que passe no teste do Vinde e vede. Iniciação não é só aprendizado de doutrina. É inserção na totalidade da experiência de fé dentro de uma comunidade em que se identifica a presença ativa do fermento do evangelho e a força transformadora do amor de Jesus.
Estamos tratando de vida cristã. Então, aquele que se inicia nesse processo vai ter que perceber em profundidade o que significa, nos vários campos de nossa ação, ser discípulo de Jesus e ser Igreja hoje. Não é iniciação à espiritualidade deste ou daquele instituto religioso ou movimento apenas, embora eles sejam úteis e cada um possa aderir ao grupo com que sente mais afinidade. É iniciação ao conjunto orgânico do mistério cristão e da missão eclesial. Ser cristão exige o compromisso com a missão em geral, com a transformação da sociedade, com a leitura popular e orante da Bíblia, com o diálogo ecumênico e inter-religioso, com a promoção das diferentes vocações que, em seu conjunto, permitem uma ação mais ampla na proclamação e vivência do evangelho.
Especialmente, uma comunidade comprometida com um processo de iniciação é aquela Igreja onde quem chega se sente em casa, acolhido num ambiente de fraterna cooperação, estimulado a servir com alegria e com a esperança de poder fazer diferença em meio aos sofrimentos e injustiças deste nosso mundo. É um estímulo a mais para viver uma das grandes afirmações de Christifideles Laici, retomada em Aparecida: “A comunhão é missionária e a missão é para a comunhão.” (ChL 32; cf DAp 163).
E a pastoral catequética é a primeira responsável na formação de uma comunidade verdadeiramente cristã, na qual as pessoas se sintam em casa, partilhando da Palavra, do Pão, vivendo a Caridade e promovendo a Missão.
Parabéns catequista, por sua resposta a esta vocação nessa nobre e desafiante missão. Continue firme, seu trabalho pastoral e compromisso cristão é fundamental. Que Deus lhe abençoe!

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