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17/01/2020 VATICAN NEWS Edição Década recorde de aquecimento global. Alerta continua Um iceberg na Antárdida, imagem da NASA de 29 de novembro de 2019 (AFP or licensors)
NASA de 29 de novembro de 2019 (AFP or licensors)
"Em 2015, 200 países tinham assinado o Acordo de Paris, cujo objetivo é manter o aumento da temperatura abaixo dos 2 graus centígrados. "

 

A Organização Metereológica Mundial (OMM) volta a lançar um alerta sobre a situação do meio ambiente. O ano de 2019 foi o segundo ano com as temperaturas mais altas registradas no mundo: esta tendência vem crescendo uma década após a outra. Em 2020 as previsões não são positivas
 

Cidade do Vaticano

Os grandes incêndios que destruíram parte da Amazônia ou ainda que devastaram a Austrália, serão as imagens mais impactantes do ano passado. Porém não foi o único fenômeno que alerta a mudança climática.

O ano de 2019 também se caracterizou pelos recordes de maré alta, acidificação e aumento da temperatura dos oceanos, sem falar do furacão Dorian de categoria 5, ou o derretimento do gelo nos pólos. A Antártida está assistindo a um derretimento acelerado. Segundo imagens de satélites que monitoram o continente gelado, ele está perdendo 200 bilhões de toneladas de gelo por ano. O efeito imediato desse derretimento para o meio ambiente é o aumento global do nível do mar em aproximadamente 0,6 milímetros anuais – um número três vezes maior se comparado com os dados de 2012, quando a última avaliação foi feita.

Aumento do aquecimento global

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) é uma agência especializada das Nações Unidas. É a voz autorizada do sistema das Nações Unidas sobre o estado e o comportamento da atmosfera da Terra, sua interação com os oceanos, o clima que ela produz e a distribuição resultante dos recursos hídricos.

Para o ano de 2020 e a próxima década a Organização Meteorológica Mundial prevê outros eventos extremos, impulsionados pelas altas concentrações de gases de efeito estufa. Se as emissões de dióxido de carbono não mudarem, adverte a agência da ONU, a temperatura irá subir de 3 a 5 graus até o fim do século. Recordando que o CO² é particularmente prejudicial no contexto do aquecimento global, pois permanece na atmosfera por séculos – nos oceanos por mais tempo, segundo a organização.

Mais ambição para reduzir as emissões de CO2

Com base nos dados atuais, não é estimado que as emissões globais enfraqueçam até se as políticas climáticas existentes permanecerem inalteradas, pressupõe a OMM. Segundo a organização, resolver isso envolverá a promoção de fontes de energia não fósseis, uma vez que “produzimos 85% da energia global baseada em fontes fósseis – carvão, petróleo e gás e apenas 15% em energia nuclear, hidrelétricas e renováveis”, afirma o secretário-geral da agência da ONU, Petteri Taalas.

Porém a comunidade internacional está consciente e se mobilizou: em 2015, 200 países tinham assinado o Acordo de Paris, cujo objetivo é manter o aumento da temperatura abaixo dos 2 graus centígrados. Porém, segundo os cientistas, se forem respeitados os compromissos , o aquecimento global poderia chegar a 3 graus centígrados. Cada meio grau adicional aumenta a intensidade e a frequência de ondas de calor, tempestades, secas ou inundações.

Mais ambição e mais compromisso

Por isso várias ONGs pedem para que seja acelerado o ritmo das reformas com o objetivo de manter o nível. Antonio Guterres, secretário geral das Nações Unidas, também pede mais ambição e compromisso diante da emergência climática, em particular a partir da conferência climática da ONU (COP25) realizada em Madri em dezembro do ano passado, que não teve um êxito positivo. 

Fonte: Vatican News

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