Variedades Pastoral Familiar
06/06/2019 EMM Edição 3913 Apesar de tudo
F/ EMM
"Nós, cristãos do século 21, acreditamos nesta pregação de Jesus?"

Pe. Jacob, MSF

 

Para nós, mediados por 21 séculos, entre o anúncio da Eucaristia e da realidade dos judeus dessa época, se torna um tanto difícil uma compreensão mais exata e ampla de tudo o que, então, estava acontecendo.

A reação dos ouvintes do Nazareno quando Ele proclamava: “Eu sou o Pão da Vida” Jo 6,48, bem como: “Quem comer desse Pão viverá eternamente” Jo 6,51, e ainda por cima: “E o Pão que Eu darei é a Minha carne dada para a vida do mundo” Jo 6,51, é mais que compreensível. Não por nada que eles reagiram: “Como é que Ele pode dar a Sua carne a comer?” Jo 6,52.

O interessante é que Jesus persiste: “Em verdade, em verdade vos digo, se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o Seu sangue, não tereis a vida em vós” Jo 6,53. Pelo contrário, o Mestre confirma: “Quem come a Minha carne e bebe o Meu sangue tem a Vida Eterna, e Eu o ressuscitarei no último dia” Jo 6,54. Isso porque: “A Minha carne é verdadeira comida e o Meu sangue, verdadeira bebida” Jo 6,55.

Jesus insiste na importância de, não apenas aceitarmos essa realidade, embora difícil de ser acolhida, como o foi para os Seus ouvintes de então: “Quem come a Minha carne e bebe o Meu sangue permanece em Mim e Eu nele” Jo 6,56.

Essa permanência é definitiva. Eis porque o Nazareno assegura sem pestanejar: “Quem come a Minha carne e bebe o Meu sangue tem a Vida Eterna, e Eu o ressuscitarei no último dia” Jo 6,54.

Se aceitarmos, como deveríamos fazê-lo, que a Eucaristia nos une realmente a Jesus, então se evidencia que a Ressurreição será uma consequência natural desse processo eucaristizante. Não por nada que Jesus assegura: “Como o Pai, que vive, Me enviou, e Eu vivo por causa do Pai, assim o que Me come viverá por causa de Mim” Jo 6,57.

O Mestre, com toda a convicção, nos assegura: “Este é o Pão que desceu do céu”, e, para confirmar, prossegue: “Não é como aquele que os vossos pais comeram”, isso porque, “eles morreram” Jo 6,58. Pelo contrário: “Aquele que come este Pão viverá para sempre” Jo 6,58.

Para os judeus essa linguagem era, realmente, dura demais. Sua cultura lhes proibia comerem carne ensanguentada, bem como beberem sangue. Imaginemos como devem ter soado em seus ouvidos essa pregação do Nazareno. Eles estava acostumados a escutarem essa norma desde sua mais tenra infância.

Vamos fazer um exercício de sinceridade:Nós, cristãos do século 21, acreditamos nesta pregação de Jesus?  Quem sabe, usamos algumas artimanhas para amaciar tudo o que O Mestre falou.

Jesus Amado, vem em nosso auxílio para que, do anúncio à aceitação, e, desta, para a vivência de todo o Teu ensinamento, possamos contar sempre com uma atitude humilde e confiante.

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