Formação Espiritualidade
12/06/2021 Dom Paulo Mendes Peixoto Edição 3937 Ação na pandemia  
F/ Pixabay
"A vacina é a esperança que ainda nos resta. Ela não é milagrosa e não impede a contaminação, mas constitui o caminho com possibilidade de imunização. Todos devem ser vacinados para diminuir a possibilidade de internação e morte."

 

Não está fácil enfrentar a fúria letal do coronavírus. A fase de contaminação desse vírus ainda continua muito alta. Os números continuam preocupantes, causando muitas internações e mortes. Os leitos hospitalares nem sempre são suficientes para acolher a todos. Em determinados momentos, como dizem, pacientes têm que ser transferidos para outros hospitais em cidades mais próximas.

Enquanto Igreja, com a responsabilidade de defesa da vida, todos têm feito seu papel. Muitas paróquias ficaram longo tempo com missas apenas virtuais. Voltou-se agora às atividades presenciais, mas seguindo as exigências sanitárias de distanciamento, uso de álcool Gel, máscaras etc. Muitos perderam entes queridos e vários padres morreram por causa da violência da covid-19.

Todas as pessoas precisam ficar preocupadas com esse momento crítico da contaminação e número de mortes que estão acontecendo em todas as cidades. É necessário achar caminhos que paralisem o alto patamar de contaminação. Ninguém pode ficar passivo, com irresponsabilidade no agir pessoal, porque a vida é um dom preciosíssimo e carece de ser preservada por todos.

Falamos de compromisso das autoridades legitimamente constituídas, mas, na verdade, a maior responsabilidade mesmo está em nossas mãos, na ação de cada cidadão, porque essas normas sanitárias existem e muitos não dão atenção ao que deve ser feito para evitar a propagação e circulação do vírus, como aglomerações sem uso de máscaras, sem distanciamento; as festas etc.

Não podemos continuar assistindo passivos a morte de tantas pessoas da comunidade, deixando inúmeras famílias sofrendo a perda de entes queridos. As práticas de nossas vidas precisam mudar para evitar que sejamos internados, sedados, intubados e mortos. Do contrário, o vírus vai tomando novas formas, o sofrimento aumentando e a insegurança afetando o desenvolvimento do país.

A vacina é a esperança que ainda nos resta. Ela não é milagrosa e não impede a contaminação, mas constitui o caminho com possibilidade de imunização. Todos devem ser vacinados para diminuir a possibilidade de internação e morte. A projeção diz que só após 70% das pessoas vacinadas, a pandemia começa diminuir e ser controlada no país. Devemos chegar lá. Seja vacinado na sua hora.

Dom Paulo Mendes Peixoto - Arcebispo de Uberaba.

Leia também:
A Igreja no mundo urbano
Uma Igreja samaritana que chega aos recantos

Uma Igreja Sinodal

Procuram-se pessoas loucas...

REPAM e CEAMA, dois rios para a sinodalidade na Igreja

Dom Mário denuncia o garimpo ilegal

Por uma Igreja Sinodal

Ecologia integral: Corpo de Cristo

Continuar sendo a Igreja que não se cala

O Sínodo requer paciência

Colômbia em chamas...
Carta do CELAM ao Papa Francisco

Sinodalidade: um processo construído aos poucos

Alegria e tristeza

O Espirito age a partir de baixo: o Sínodo
Mensagem dos Bispos do CELAM ao povo de Deus
Carta aberta dos bispos da Amazônia

O vírus da corrupção

CELAM busca estrutura mais adequeda


Acesse este link para entrar nosso grupo do WhatsApp: Revista O Lutador Você receberá as novas postagens da Revista O Lutador em primeira mão.
  

Compartilhe este artigo:
Nome:
E-mail:
E-mail do amigo:
DEIXE UM COMENTÁRIO
TAGS
ÚLTIMAS NOTÍCIAS