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01/04/2021 Casimiro Jorge Cajucam - Bissau Edição 3935 A Guiné-Bissau chora D. Pedro Zilli, Bispo Brasileiro Perpetuar no tempo e no espaço o que Dom Pedro fez
F/ Vatican News
"Vamos sentir a sua separação física e vamos chorar como todos, mas, como Jesus que trouxe a ressurreição, isso nos dá aquele ânimo e estímulo de perpetuarmos no tempo e no espaço aquilo que Dom Pedro fez..."

Casimiro Jorge Cajucam - Bissau

Dom Pedro Zilli, Bispo de Bafatá, não resistiu ao Covid-19. Faleceu na Guiné-Bissau a 31 de março de 2021 aos 66 anos de idade. Testou positivo no dia 9 de março e dois dias depois foi internado no Hospital de Cúmura, a 16 km de Bissau, uma unidade hospitalar pertencente à Igreja católica. Ele era Bispo de Bafatà havia 20 anos e 18 dias.

Reagindo a morte daquele que era caraterizado como um bispo simples e sempre de bom humor, o Administrador Apostólico da Diocese de Bissau, Dom José Lampra Cá, disse que Dom Pedro Zilli foi um homem de bom coração e que deixou testemunhos que devem ser seguidos por todos.

“Vamos sentir a sua separação física e vamos chorar como todos, mas, como temos a resposta do Nosso Salvador Jesus que trouxe a ressurreição, então, isso nos consola e nos dá aquele ânimo e estímulo de perpetuarmos no tempo e no espaço aquilo que Dom Pedro fez enquanto vivia”, concluiu.

Os restos mortais de Dom Pedro Carlos Zilli encontram-se na morgue do Hospital Nacional Simão Mendes, em Bissau, aguardando a decisão das autoridades religiosas do país quanto à data do funeral. O Colégio de Consultores da Diocese de Bafatá tinha agendado uma reunião para esta quinta-feira com intuito de apontar um Administrador Apostólico mas a reunião acabou por ser adiada.

A Presidência da República já reagiu manifestando a sua solidariedade para com a Igreja católica do país “por esta grande perda”.

Na nota, o Presidente, Umaro Sissoco Embaló, em nome do povo guineense, apresenta as sentidas condolências à Igreja e às famílias de D. Pedro Zilli e considera que o falecido bispo se distinguiu sempre pela sua ação em prol da reconciliação nacional entre os guineenses e pelo diálogo inter-religioso que tanto acarinhou.

O presidente da República diz “estar convencido de que o saudoso bispo de Bafatá deixa memórias de dedicação e que os guineenses vão saber honrar a sua memória, promovendo e reforçando o seu espírito de diálogo, de reconciliação e de oração para que Deus abençoe a Guiné-Bissau.

A Comunidade Islâmica, através do Presidente da União Nacional dos Imames da Guiné-Bissau, Ustas Abubacar Djaló, afirma que Dom Pedro Zilli é uma referência para muitas pessoas e lembra que ele sempre esteve ao lado da comunidade Islâmica através de encontros inter-religiosos.

“É uma pessoa que sempre esteve por perto, quando a União Nacional dos Imames realizara uma conferência regional, fomos hospedados pela Diocese de Bafatá e recentemente estivemos num encontro em Empada, no sul do país [pertencente a Diocese de Bafatá], recebemos esta notícia surpreendente embora todos estejamos a espera deste dia”, testemunha Ustas Abubacar.

O Bispo de Bafatá era presidente do Conselho de Administração da Rádio Sol Mansi (Emissora Católica da Guiné-Bissau), da Cáritas Guiné-Bissau, da Comissão inter-diocesana das Pontifícias Obras Missionarias (PIME)e membro do Conselho de Administração da Fundação João Paulo II para o Sahel. 

Fonte: Vatican News

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