Roteiros Pastorais Palavra de Vida
14/09/2019 Antônio Carlos Santini Edição 14/09/2019 – Deu o seu Filho único... (Jo 3,13-17)

PALAVRA DE VIDA

14/09/2019 – Deu o seu Filho único... (Jo 3,13-17)

                Ainda há pessoas que contemplam a Cruz e apenas veem naquele madeiro um cruel instrumento de tortura: seu olhar se detém no sofrimento. E, com isso, perdem a oportunidade de contemplar o Amor. Um amor sem medidas nem barreiras, amor que abraça a morte para nos salvar.

                Em outra passagem do Evangelho, Jesus havia ensinado: “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos amigos”. (Jo 15,13.) Como sempre, Jesus pratica o que ensina. Por isso subirá o Calvário e morrerá na Cruz.

                Muitos perguntam: Deus não poderia ter encontrado diferente meio de nos salvar? Precisava ser a Cruz, um “método” tão doloroso? E tendo como vítima propiciatória logo o seu próprio Filho? A resposta pode ser mais simples do que se imagina: Deus queria mostrar a que extremos seu Amor por nós pode chegar... Seu Filho se faz homem e morre por nós, salvando a Humanidade “de dentro para fora”.

                E há mais: essa “entrega” do Filho único à morte tem um objetivo bem definido: “para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna”... Devemos pensar como o apóstolo Paulo: Cristo “me amou e se entregou por mim” (Gl 2,20b). E quem ama está disposto a tudo.

                Claro que um amor assim pede resposta, pede correspondência. A recusa de um amor tão extremado não pode ficar sem um preço. Se a Luz vem aos homens e eles a rejeitam, recusam a própria salvação. A ação do Espírito Santo em nós visa à nossa adesão a Cristo, que deu a vida por nós. A recusa dessa graça que salva é, em suma, o “pecado contra o Espírito Santo”.

                Escreve o Papa João Paulo II em sua primeira Encíclica: “O homem não pode viver sem amor. Ele permanece para si próprio um ser incompreensível e a sua vida é destituída de sentido, se não lhe for revelado o amor, se o não experimenta e se o não torna algo próprio, se nele não participa vivamente. E por isto precisamente Cristo Redentor [...] revela plenamente o homem ao próprio homem. Esta é – se assim é lícito exprimir-se – a dimensão humana do mistério da redenção”. (Redemptor Hominis, 10.)

                Foi contemplando a Jesus Crucificado, que deu a vida por nós, que os santos, os mártires e os missionários “descobriram” que eles também eram capazes de dar a vida por seus irmãos.

E nós?

Orai sem cessar: “Senhor Jesus, ensina-nos a amar!”

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

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