Roteiros Pastorais Palavra de Vida
11/01/2020 Antônio Carlos Santini Edição 11/01/2020 – Esta é a minha alegria... (Jo 3,22-30)

PALAVRA DE VIDA

11/01/2020 – Esta é a minha alegria... (Jo 3,22-30)

            João Batista é o legítimo precursor do Messias Jesus. Pré-cursor = aquele que corre na frente. Na verdade, foi a última voz profética depois de 150 anos de silêncio das profecias em Israel. O Batista é um excelente modelo para a atuação de todo evangelizador: faz seu papel, cumpre sua missão e depois... desaparece.

            Terminada a sua tarefa, João espera apenas pelo desenlace no festim de Herodes, temperado em vinho e sarcasmo. Enquanto isso, brota uma reação de ciúme entre os discípulos do Batizador: “Aquele de quem deste testemunho está batizando, e todos vão a ele...”

            João não deve ter evitado um meio sorriso ao responder: “O amigo do noivo se alegra quando ouve a voz dele”. Ele acha natural que Jesus esteja no foco das atenções e todos o cerquem. Não espera aplausos e diplomas de mérito pelo trabalho que havia realizado.

            Em tempos de palcos e microfones, telinhas e telonas, sites e blogs, João Batista nos interpela ao mostrar que todo destaque cabe ao Anunciado, não ao anunciante. Eis o comentário de Louis Bouyer: “A beleza deste testemunho é pura demais para ter necessidade de ser sublinhada por nós. Jesus assume o lugar de João Batista, e este afirma que foi Deus quem lho deu. O amigo do esposo, que tudo preparou para as bodas, vindo agora o esposo, já não tem outra coisa a fazer senão retirar-se diante do dono da festa. Para João, esta retirada não é uma humilhação dolorosa: ouvir a voz do esposo que se dirige à esposa lhe dá a perfeita alegria, pois ele só havia trabalhado para isto”.

            Na Exortação apostólica “Evangelii Gaudium” [2013], o Papa Francisco fala sobre a “doce e reconfortante alegria de evangelizar”: “O bem tende sempre a comunicar-se. Toda a experiência autêntica de verdade e de beleza procura, por si mesma, a sua expansão; e qualquer pessoa que viva uma libertação profunda adquire maior sensibilidade face às necessidades dos outros. E, uma vez comunicado, o bem radica-se e desenvolve-se. Por isso, quem deseja viver com dignidade e em plenitude, não tem outro caminho senão reconhecer o outro e buscar o seu bem. Assim, não nos deveriam surpreender frases de São Paulo como estas: ‘O amor de Cristo nos absorve completamente’ (2Cor 5,14); ‘ai de mim, se eu não evangelizar!’ (1Cor 9,16). [EG, 9]

            João Batista nos ensina a receita da alegria que não passa...

Orai sem cessar: “Alegrai-vos no Senhor!” (Sl 32,11)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

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