Roteiros Pastorais Palavra de Vida
10/12/2019 Antônio Carlos Santini Edição 10/12/2017 – Se uma delas se extraviar... (Mt 18,12-14)

PALAVRA DE VIDA

10/12/2017 – Se uma delas se extraviar... (Mt 18,12-14)

            Existe um caminho, uma via de salvação. A condição humana, desde Gn 3, inclui a possibilidade de se extraviar. Sair do caminho. Na imagem adotada por Jesus, uma única ovelha extraviada justifica o esforço e o sacrifício do pastor para encontrá-la e recuperá-la, mesmo deixando em risco (no deserto! Cf. Lc 15,4) as 99 ovelhas do rebanho.

            Não pensa assim a sociedade de produção e consumo, de metas e lucros, onde se está sempre pronto a sacrificar algumas pessoas em benefício da empresa. Não só no socialismo comunista, mas também no capitalismo reinante, o indivíduo conta muito pouco diante da massa. Considera-se normal que alguém seja descartado diante da indiferença geral.

            O desígnio divino de salvar a todos não trabalha com estatísticas ou com as avaliações de custo e benefício. A perda de um só seria irreparável. Os místicos reconheceram no sangue derramado no Calvário aquela “gota” que cabia a eles. Em suma, ninguém escapa à decisão do Salvador: “Eu vim para que todos tenham vida, e vida em abundância”. (Jo 10,10) Daí, o ensinamento do apóstolo: “Deus quer que todos sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade”. (1Tm 2,4)

            Para nosso Deus – afinal, ele é Pai e nós somos filhos... – a menor das criaturas é objeto de sua amorosa atenção. Parece até que seu olhar recai com preferência sobre os mais desmunidos, os mais abandonados, aqueles que já não têm ninguém com quem contar. “O Filho do homem veio para procurar e salvar o que estava perdido.” (Mt 18,11; Lc 19,10)

            Foi exatamente esta compreensão dos desígnios de Deus em favor dos abandonados que moveu numerosos santos a assumir um apostolado que resumia, na prática, o desejo manifestado por Jesus Cristo: cuidar daqueles dos quais ninguém cuida. A história registra que foram esses santos os pioneiros da escola para crianças pobres, quando nenhum organismo do Estado imaginava que estes merecessem mais que a “supervisão” policial. Entre outros, São José de Calasanz, São João Batista de La Salle, São João Bosco, Santa Joana de Lestonnac e Santa Paula Montalt.

            Em muitos países, os governos “democráticos” sufocaram as escolas católicas, mas ainda não conseguiram assumir o seu papel. As crianças estão abandonadas. Nós vivemos hoje o resultado desse crime.

Orai sem cessar: “Este pobre pediu socorro e o Senhor o ouviu...” (Sl 34,7)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

Compartilhe este artigo:
Nome:
E-mail:
E-mail do amigo:
DEIXE UM COMENTÁRIO
TAGS
ÚLTIMAS NOTÍCIAS