Roteiros Pastorais Palavra de Vida
01/06/2020 Antônio Carlos Santini Edição 1º/06/2020 – Eis a tua Mãe! (Jo 19,25-34)

PALAVRA DE VIDA

1º/06/2020 – Eis a tua Mãe! (Jo 19,25-34)

            Celebramos hoje a memória litúrgica da Virgem Maria Mãe da Igreja. Esta celebração leva em conta que a maternidade de Maria não se esgota no papel biológico de gerar, gestar e nutrir o Verbo feito carne para a nossa salvação. Sendo a Igreja o corpo de Cristo, também ela se volta para a Mãe do Redentor como sua própria Mãe.

            Este Evangelho registra a cena em que a lança do centurião romano abriu o Lado de Jesus e logo correu sangue e água (cf. Jo 19,34). Desde os primeiros séculos, os Padres da Igreja identificaram neste acontecimento os dons sacramentais do Batismo e da Eucaristia, que são constitutivos da própria Igreja.

            No mesmo cenário da Paixão, Jesus se dirige a João, que representa ao pé da cruz a Igreja fiel, e lhe diz, em relação a Maria: “Eis a tua mãe!” Na Encíclica “Redemptoris Mater”, o Papa João Paulo II comentava: “As palavras que Jesus pronuncia do alto da Cruz significam que a maternidade da sua Genitora tem uma ‘nova’ continuação na Igreja e mediante a Igreja, simbolizada e representada por São João. Deste modo, aquela que, como ‘a cheia de graça’, foi introduzida no mistério de Cristo para ser sua Mãe, isto é, a Santa Genitora de Deus, por meio da Igreja permanece naquele mistério como ‘a mulher’ indicada pelo Livro do Gênesis (cf. 3,15), no princípio, e pelo Apocalipse (cf. 12,1), no final da história da salvação. Segundo o eterno desígnio da Providência, a maternidade divina de Maria deve estender-se à Igreja, como estão a indicar certas afirmações da Tradição, segundo as quais a maternidade de Maria para com a Igreja é o reflexo e o prolongamento da sua maternidade para com o Filho de Deus”.

“Sendo assim – prossegue o mesmo texto -, na economia redentora da graça, atuada sob a ação do Espírito Santo, existe uma correspondência singular entre o momento da Encarnação do Verbo e o momento do nascimento da Igreja. E a pessoa que une estes dois momentos é Maria: Maria em Nazaré e Maria no Cenáculo de Jerusalém. Em ambos os casos, a sua presença discreta, mas essencial, indica a via do ‘nascimento do Espírito’. Assim, aquela que está presente no mistério de Cristo como Mãe, torna-se ? por vontade do Filho e por obra do Espírito Santo ? presente no mistério da Igreja. E também na Igreja continua a ser uma presença materna, como indicam as palavras pronunciadas na Cruz: ‘Mulher, eis o teu Filho’; ‘Eis a tua Mãe’.”

Orai sem cessar: “Mostra que és Mãe!” (do hino Ave, maris stella)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

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