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08/01/2020 Frt. Dione Afonso, SDN Edição 3918 STAN LEE: amizade, trabalho em equipe e confiança Juventude
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"Além do valor do trabalho em equipe, traz a amizade como um desses valores que os heróis nos ensinam"

STAN LEE: amizade, trabalho em equipe e confiança

Frt. Dione Afonso, SDN*

 

Stan Lee [1922-2018] inaugurou a década de heróis na indústria do entretenimento do cinema. Filho de dona de casa com alfaiate, sofreu os traumas do desemprego, a tortura da depressão e a falta de oportunidades. Ele viu o “efeito desmoralizante que o desemprego fez nele fazendo-o se sentir dispensável, inútil”. Torna-se o maior quadrinista do mundo. Apresenta a equipe de heróis mais rentável da história gerando um legado não só econômico, mas de importantes valores humanos.

 

Do Quarteto Fantástico aos Vingadores

Nessa trajetória de heróis, Stan Lee soube exatamente do que o público precisava ver. Em 1943 construiu a equipe do Quarteto Fantástico. Não se trata de um grupo de heróis mitológicos, superpoderosos e perfeitos. O Quarteto é formado por uma família cheia de problemas, normal como qualquer outra que vivia num apartamento comum. E é assim que nasce a Marvel: do incomum, diferente e improvável.

Hulk, X-Man, Homem-Aranha foram os nomes heroicos que deram fama e visibilidade a Stan Lee. Pessoas comuns, uns ainda adolescentes, mas, mesmo jovem demais apresentam algo de especial que pode se tornar num grande poder capaz de salvar o mundo. Surge a Iniciativa Vingadores. Uma equipe de heróis que surge do incomum, que conseguem conviver com a diferença e aprendem a maior lição de suas vidas: trabalhar em equipe.

 

O poder da Amizade

Além do valor do trabalho em equipe, as quatro principais produções cinematográficas da Marvel: Avengers 2012; Avengers: age of ultron 2015; Avengers: infinity war 2018 e Avengers: endgame 2019, traz a amizade como um desses valores que os heróis nos ensinam. Dois exemplos: a amizade entre Natasha Romanoff, a Viúva Negra e Clint Barton, o Gavião Arqueiro e, a estranha, mas emocionante amizade entre Steve Rogers, Capitão América e Tony Stark, o Homem de Ferro.

Para saber o que aconteceu em Budapeste, teríamos que vasculhar a pilha de quadrinhos que Stan Lee produziu, mas, fica claro para nós que a Viúva Negra e o Gavião Arqueiro conheceram o poder do perdão. Um super-herói precisa conhecer a força que esse poder tem. O perdão gera uma amizade verdadeira. Nenhum crime é maior que a pessoa. O ser humano ainda vem em primeiro lugar, ele é gente como nós. Barton não julgou Romanoff, soube perdoá-la, e desse gesto, uma bela amizade iniciou perdurando até o fim.

Tony Stark: o Homem de Ferro. Chato, bilionário, arrogante, metido a sabe-tudo, egocêntrico, um tipo de pessoa que nunca se veria trabalhando em equipe. Steve Rogers: Capitão América. Um garoto do Brooklyn, escolhido por sua coragem, humildade, bom coração, torna-se o líder dos Vingadores. Completamente o oposto de Stark, o que faz esses dois se aproximar? A amizade que o cinema construiu entre esses dois é de emocionar. Eles só vencem o mal quando conseguem aceitar suas diferenças para que no fim, fossem capazes, até mesmo de doar a própria vida para salvar o outro.

 

O poder da Confiança

“Você confia em mim?” – pergunta Tony a Steve na última missão que os dois realizaram juntos no cinema. E aí, encerramos falando da confiança. Um bom trabalho só é concretizado positivamente confiando um no outro. A desconfiança mata um projeto, por mais perfeito que ele seja. A confiança é como as pontas de uma corda que, juntas, dão credibilidade ao trabalho.

Não é a mais alta e luminosa torre que dará credibilidade à missão. Não é a mais avançada tecnologia e mais forte armadura que dará certeza de 100% de aprovação. Nem mesmo, será a inteligência que fará de você um herói invencível. Tony Stark sempre foi desconfiado e, ser credível, flexível, paciente, transparente, humilde, acolhedor fere com seus princípios autocontroladores da armadura de ferro.

Quem muito brilha, pouco ilumina. Brilho demais ofusca os amigos e qualquer um que se aproxima de nós. O Evangelho nos convida a ser Luz. Luz do Mundo. Ser luz significa ser capaz de iluminar o caminho de alguém. Ser luz significa ser esperança na vida de alguém. E, esse é o maior legado que esses personagens heroicos podem nos transmitir. Nunca, ninguém seria capaz de imaginar que Stark e Rogers se tornariam grandes amigos no final dessa saga.

 

O super-herói que vive em nós

O sacrifício do Homem de Ferro em Avengers: endgame nos impacta. O Homem de Ferro derrota o vilão mais desejado por todos. Thanos foi o único vilão capaz de derrotar os Vingadores, capaz de reduzir a pó toda e qualquer tipo de alegria e esperança que podíamos ter para salvar a vida dos nossos amigos e de nossa família.

Stan Lee trouxe cinco produções do cinema para as mais altas bilheterias da história. Ele fez do comum, do simples, algo extraordinário. O maior poder que esses Vingadores apresentaram em Avengers: endgame é a amizade, o trabalho em equipe, vencer as diferenças, lutar pelos outros, morrer pelo bem da equipe, unir suas forças para derrotar o mal. E isso nós também podemos fazer. O corajoso Peter Parker, um adolescente que se tornou o amigão da vizinhança, tornou-se um superamigo de todos por seu carisma e senso de diversão.

Amizade, trabalho em equipe e confiança: superpoderes que fazem de nós os heróis mais fortes. Superpoderes que nos ensinam que sozinhos não somos capazes de nada. Não é um escudo com o metal mais raro da terra ou uma armadura impenetrável que irá afastar o mal do mundo. Isso impede que os outros se aproximem de nós. Autossuficiência assusta quem está do nosso lado e gera medo a quem tenta se aproximar. Ser um Vingador é ser um com o outro. É ser junto. É dar as mãos em nome de algo maior. Sem aproximação não nasce relacionamentos. E sem relacionar-se com os outros, tornamo-nos individualistas e autossuficientes. E isso não é ser um super-herói.

 

Para rezar e discutir em grupo:

Cada herói pode nos ensinar um importante valor para se viver bem em comunidade. E esses valores são nossos mais poderosos poderes. Com qual herói da ficção eu mais me identifico e qual valor ele me ensina?

 

 

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