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A tentação da Igreja Participação ativa Um porto seguro para casais, sacerdotes e religiosos(as) Chamados para uma missão Comitê de Bacia investe em saneamento

A tentação da Igreja

Carlos Scheid

Uma rápida varredura na História da Igreja permite identificar a tentação permanente que ronda o “pessoal da Igreja” – expressão de Jacques Maritain – quando a missão parece difícil, as barreiras se multiplicam e a solução aparente est…

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Participação ativa

Um dos princípios orientadores da reforma litúrgica do Concílio Vaticano II foi o da “participação ativa”, como lemos no número 14 da Constituição Conciliar Sacrosanctum Concilium [SC]: “É desejo ardente na mãe Igreja que todos os fiéis cheguem à…

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Um porto seguro para casais, sacerdotes e religiosos(as)

O EMM nos dá um presente, que é viver o FDS, um verdadeiro encontro consigo, com o outro e com Deus, que nos mostra o caminho para a conversão com mudanças de atitudes, a escuta com o coração e com a decisão de amar sempre. Isto tem sido um porto seg…

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Chamados para uma missão

João da Silva Resende, SDN*

 

“Eu te segurei pela mão, te formei e te destinei para unir meu povo e ser luz das nações. Para abrir os olhos aos cegos, tirar do cárcere os prisioneiros e da prisão os que moram nas trevas.” (Is 42,6-7.) Assim …

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Comitê de Bacia investe em saneamento

CBH-Manhuaçu conclui 16 Planos Municipais e agora acompanha sua implantação.

Passam-se os anos, trocam-se governos, novas políticas públicas são anunciadas e o saneamento básico segue um descalabro no Brasil. Embora seja um direito previsto na Const…

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Medicina: pacientes ou cobaias?

Carlos Scheid

 

Entre os motivos de queixas dos cidadãos contra os governantes de hoje, destaca-se a falta de acesso aos serviços médicos. Como pano de fundo, a crença generalizada de que o atendimento médico contribui para a saúde das pessoas.

No polo oposto, cresce um movimento cada vez mais forte contra a medicalização da vida, maré reforçada pela divulgação de abusos médicos no mínimo horripilantes: receituário de drogas antagônicas, indicação de cirurgias desnecessárias, implantação de próteses inúteis e, para o escândalo das manchetes, o abuso sexual de pacientes anestesiados.

Um pouco de História ajudará a ver que, ao longo dos séculos, as ciências médicas nem sempre foram muito “científicas”, o que se comprova pelo abandono de técnicas e de procedimentos que já estiveram na moda.

Ainda no início do Séc. XX, eram comuns as sangrias, aliás, conhecidas desde Hipócrates, no Séc. V a.C. Os pacientes eram sangrados a título de equilibrar os “humores” do corpo em pessoas enfermas, ou mesmo como método de prevenir doenças. Isto se fazia com incisões nas veias ou com a aplicação de sanguessugas. Vale lembrar que os primeiros cirurgiões foram os barbeiros-sangradores do exército, que usavam a mesma navalha para barbear o comandante e para amputar os membros dos soldados feridos.

Há menos de 200 anos, um médico assumiu a direção de um hospital em Viena e ficou assustado com o alto índice de óbitos pós-parto. 13% das parturientes morriam de febre puerperal, mortalidade muito mais alta do que entre mulheres que tinham os filhos em casa. O Dr. Ignaz Semmelweis mandou os assistentes esterilizarem as mãos e determinou a troca dos lençóis após cada parto. Os óbitos caíram para algo próximo de 1% após dois anos das modificações. Mas os fatos desmentiam as teses dominantes na medicina da época e Semmelweis acabou demitido de suas funções, com o argumento de que a lavagem dos lençóis aumentava os custos do Hospital Geral de Viena. Isto, em meados do Séc. XIX.

Chegando ao Séc. XX, poderíamos lembrar uma prática da “moderna” neurologia: os eletrochoques. São conhecidas as denúncias de que tal prática médica – a convulsoterapia pela aplicação de choques elétricos – era receitada indiscriminadamente para pessoas agitadas, rebeldes ou simplesmente alcoólatras. Desde a década de 1970, tais procedimentos foram demonizados e associados à tortura.

Outra herança dos antigos – e que insiste em alguns desvãos da medicina – é a aplicação de ventosas, já conhecidas do velho Hipócrates – para extrair do paciente os espíritos ou humores causadores de enfermidades.

Se entrarmos na área dos fármacos amplamente receitados, veremos que os pacientes ainda são vistos como cobaias. Os analgésicos opiáceos são recomendados pelos médicos, mesmo sabendo que irão viciar seus pacientes. Aqui e ali, entra em comercialização determinado antibiótico que poderá causar surdez, como a neomicina, ou riscos cardíacos e acidentes vasculares, como o Vioxx. Depois de algum tempo – e muitas mortes – o produto é simplesmente retirado do mercado.

Pesquisa realizada nos EUA, nos anos 80, listava os principais fatores de saúde – estilo de vida, hereditariedade, condições ambientais e assistência médica – atribuindo a este último um “peso” de apenas 10%…

Teria razão a vovó, com seu chazinho da horta?

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