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A tentação da Igreja Participação ativa Um porto seguro para casais, sacerdotes e religiosos(as) Chamados para uma missão Comitê de Bacia investe em saneamento

A tentação da Igreja

Carlos Scheid

Uma rápida varredura na História da Igreja permite identificar a tentação permanente que ronda o “pessoal da Igreja” – expressão de Jacques Maritain – quando a missão parece difícil, as barreiras se multiplicam e a solução aparente est…

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Participação ativa

Um dos princípios orientadores da reforma litúrgica do Concílio Vaticano II foi o da “participação ativa”, como lemos no número 14 da Constituição Conciliar Sacrosanctum Concilium [SC]: “É desejo ardente na mãe Igreja que todos os fiéis cheguem à…

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Um porto seguro para casais, sacerdotes e religiosos(as)

O EMM nos dá um presente, que é viver o FDS, um verdadeiro encontro consigo, com o outro e com Deus, que nos mostra o caminho para a conversão com mudanças de atitudes, a escuta com o coração e com a decisão de amar sempre. Isto tem sido um porto seg…

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Chamados para uma missão

João da Silva Resende, SDN*

 

“Eu te segurei pela mão, te formei e te destinei para unir meu povo e ser luz das nações. Para abrir os olhos aos cegos, tirar do cárcere os prisioneiros e da prisão os que moram nas trevas.” (Is 42,6-7.) Assim …

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Comitê de Bacia investe em saneamento

CBH-Manhuaçu conclui 16 Planos Municipais e agora acompanha sua implantação.

Passam-se os anos, trocam-se governos, novas políticas públicas são anunciadas e o saneamento básico segue um descalabro no Brasil. Embora seja um direito previsto na Const…

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Jesus realiza a esperança dos pobres

Durante os 30 anos em Nazaré, Jesus trabalhava na roça e prestava serviço ao povo como carpinteiro (cf. Mc 6,3; Mt 13,55). Eram tempos difíceis. O Império Romano dominava a Palestina e explorava o povo através de impostos e trabalhos forçados (cf. Lc 22,25). Quem se rebelava era preso e morto sem piedade (cf. Lc 13,1;23,19; At 5,36). A história informa que, quando Jesus ainda era menino de sete anos, a repressão romana atacou e destruiu a capital da Galileia, chamada Séforis, que ficava a sete quilômetros de Nazaré. A população inteira foi morta ou escravizada.
Anos depois, quando Jesus já era adulto, o Rei Herodes mandou construir uma nova capital, à qual deu o nome de Tiberíades para honrar a Tibério, o imperador de Roma. Lá moravam “os grandes da corte, os oficiais e os cidadãos importantes da Galileia” (Mc 6,21). Os pobres, o povo da roça, sofriam muito. Eram marginalizados de tudo, excluídos e, às vezes, executados sem processo, como João Batista (cf. Mc 6,17-29). Os recenseamentos frequentes (cf. Lc 2,2) eram para saber quanto cada família tinha de pagar de tributo e de imposto. Os estudiosos calculam que mais da metade do salário de um pai de família ia para os impostos, tributos, taxas e dízimos.
E a religião, o que fazia para ajudar o povo? A religião oficial dos escribas e fariseus, dos saduceus e sacerdotes, não dava muita atenção a este sofrimento do povo. Em vez de ajudar o povo a resistir e não perder a esperança, insistia quase só na observância das normas rituais da lei, nas práticas do culto e na pureza da raça. Em vez de animá-lo, ameaçava em nome de Deus com castigo e pecado. Em vez de diminuir, aumentava a exclusão, ensinando que deficientes físicos, doentes, gente com defeito corporal, estrangeiros, mulheres e tantos outros não podiam participar plenamente na vida da comunidade.
Durante os trinta anos em Nazaré, Jesus conviveu com os pobres. Nazaré era um povoado pequeno, pobre. Pouca gente. Povo da roça que vivia da agricultura. Esses trinta anos em Nazaré foram a escola de Jesus. Todos os dias, de manhã, ao meio-dia e ao pôr do sol, o povo parava tudo para rezar em família. Jesus também! Durante os dias da semana, ele trabalhava na roça e servia ao povo como carpinteiro. Vivia do fruto do seu trabalho.
Como todo trabalhador, tinha de entregar a metade do seu salário para os impostos, tributos, taxas e dízimos. Nos sábados, participava das reuniões da comunidade na sinagoga. Era o costume dele (cf. Lc 4,16). Durante a semana, em casa, na pequena comunidade da família, o povo aprofundava o significado das leituras da Bíblia, ouvidas na sinagoga no dia do sábado (cf. 2Tm 3,15; 1,5). Jesus também! Nas reuniões de sábado, os escribas explicavam as Escrituras ao povo. Escutando os escribas, Jesus deve ter pensado muitas vezes: “Deus não é como estes doutores o apresentam! Maria, minha mãe, e os pobres entendem muito mais do Reino de Deus do que eles!” (Cf. Mt 11,25-26.) A experiência que Jesus tinha de Deus lhe dizia o contrário.
Quando Jesus tinha em torno de trinta anos de idade, participou do movimento popular de João Batista, filho de Isabel e Zacarias, pois João começava a despertar o povo para a seriedade do momento que estavam vivendo (cf. Mt 3,1-12; Lc 3,3-14). Jesus se fez batizar por João no Rio Jordão (cf. Mc 1,9). No momento de ser batizado, ele teve uma experiência profunda de Deus e da sua missão. A Palavra de Deus o iluminou com a mesma frase com que, no passado, Deus tinha apresentado o seu Servo ao povo: “Tu és o meu filho amado, em ti encontro o meu agrado”. (Mc 1,11; Mt 3,16-17; Lc 3,21-22 e Is 42,1.) A partir deste momento, Jesus passou a identificar-se com a missão do Servo de Deus, anunciado por Isaías. Ele dizia de si mesmo: “Não vim para ser servido, mas para servir e dar minha vida em resgate para muitos”. (Mc 10,45.)
Depois do batismo, Jesus passou quarenta dias no deserto, preparando-se para a missão (cf. Lc 4,1-13). Em seguida, voltou para Nazaré e apresentou-se à comunidade com um programa de ação tirado do Livro de Isaías (cf. Is 61,1). A certeza da presença do Espírito de Deus em sua vida dava a Jesus a consciência clara de ser chamado por Deus para esta missão: “anunciar a boa nova de Deus aos pobres, proclamar a libertação aos presos, aos cegos a recuperação da vista, libertar os oprimidos e anunciar um ano de graça da parte do Senhor”. (Lc 4,18-19.)
Jesus terminou dizendo: “Esta palavra começa hoje!” (Lc 4,20.) Por ter sido fiel a esta missão, que lhe foi dada pelo Pai, Jesus era amado pelos pobres, mas perseguido e caluniado pelos poderosos que, por fim, decidiram matá-lo (cf. Mc 3,6).

Para refletir: A exemplo de Jesus, como podemos nos aproximar mais da vida do povo alimentando a esperança de um mundo melhor?]

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