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A tentação da Igreja Participação ativa Um porto seguro para casais, sacerdotes e religiosos(as) Chamados para uma missão Comitê de Bacia investe em saneamento

A tentação da Igreja

Carlos Scheid

Uma rápida varredura na História da Igreja permite identificar a tentação permanente que ronda o “pessoal da Igreja” – expressão de Jacques Maritain – quando a missão parece difícil, as barreiras se multiplicam e a solução aparente est…

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Participação ativa

Um dos princípios orientadores da reforma litúrgica do Concílio Vaticano II foi o da “participação ativa”, como lemos no número 14 da Constituição Conciliar Sacrosanctum Concilium [SC]: “É desejo ardente na mãe Igreja que todos os fiéis cheguem à…

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Um porto seguro para casais, sacerdotes e religiosos(as)

O EMM nos dá um presente, que é viver o FDS, um verdadeiro encontro consigo, com o outro e com Deus, que nos mostra o caminho para a conversão com mudanças de atitudes, a escuta com o coração e com a decisão de amar sempre. Isto tem sido um porto seg…

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Chamados para uma missão

João da Silva Resende, SDN*

 

“Eu te segurei pela mão, te formei e te destinei para unir meu povo e ser luz das nações. Para abrir os olhos aos cegos, tirar do cárcere os prisioneiros e da prisão os que moram nas trevas.” (Is 42,6-7.) Assim …

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Comitê de Bacia investe em saneamento

CBH-Manhuaçu conclui 16 Planos Municipais e agora acompanha sua implantação.

Passam-se os anos, trocam-se governos, novas políticas públicas são anunciadas e o saneamento básico segue um descalabro no Brasil. Embora seja um direito previsto na Const…

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Ideal de salvar!

Frt. Matheus R. Garbazza, SD

“Ideal” é uma palavra forte. Afinal, nada nesse mundo se faz se não sabemos para onde caminhamos. Mas, pelo contrário, se temos metas claras e estamos abertos ao Bem, tudo nos será possível e nada ficará difícil.

É exatamente nisso que pensei quando vi, recentemente, “Até o Último Homem” [Hacksaw Ridge], filme de 2016, dirigido por Mel Gibson. A película, que concorreu a seis Oscars e ganhou dois, conta a trajetória do soldado americano Desmond Doss [Andrew Garfield] – personagem real da Segunda Guerra mundial. Convicto de sua fé cristã, Doss se alista para o exército americano com o fim de salvar vidas – deixando clara sua objeção de consciência a pegar em armas ou tirar vidas alheias. Levando a sério o mandamento de “não matar”, Doss dá a prova de que uma pessoa de fé pode fazer a diferença mesmo nos meios mais hostis.

Quero registrar nestas páginas d’O Lutador algumas intuições que podem ajudar você, seu grupo e sua comunidade a retomarem a discussão a partir dessa história.

Nada de heróis perfeitos

Não é difícil perceber que a condição humana é cheia de limites. Todos carregamos muitas potências para o bem, mas também muitas dificuldades. O grande perigo quando contamos “histórias de heróis” é pensar que eles nascem prontos, fabricados em escala, perfeitos e acabados. Nada disso. Os grandes heróis desse mundo são gente como a gente, sujeitos aos mesmos problemas e dúvidas.

O soldado Doss carrega consigo toda a carga dos problemas da infância, as questões familiares, a busca pelo emprego, o despertar das grandes paixões. Dramas comuns que, em maior ou menor medida, todos nós enfrentamos. O segredo é saber lidar com tais situações de luzes e sombras, transformando-as em experiências úteis para a vida.

Quando as batalhas da vida aparecerem, não tem utilidade ficar queixando-se das limitações de sua história, como o jovem Jeremias: “sou só uma criança e não sei falar” (Jr 1,6). A cada um é dado um desafio nessa vida! Mantenha a consciência de que Deus capacita aqueles que escolheu.

Cultivar o elemento de fé

Doss cresce em uma família profundamente religiosa e aprende desde cedo a encontrar na Palavra de Deus seu alimento espiritual. Acostuma-se não apenas a ler a Bíblia, mas a ouvir a vontade do Senhor e colocá-la em prática, percebendo a vocação cristã de tornar esse mundo um lugar melhor, com sinais de vida, e não de morte. A partir daí, entende que no centro das ações cotidianas não deve estar um interesse mesquinho ou individualista, mas o próprio Deus.

Evidentemente, procurar fazer a vontade do Pai pode deixar-nos em situações extremamente incômodas – Jesus que o diga. No caso do nosso soldado, seu dilema de consciência é enorme. Ele decide alistar-se para o exército porque quer um lar seguro e um mundo em paz. Mas, mesmo que o fim seja bom, entende que não deve usar de violência. Expõe sua questão aos superiores, mas muita luta é necessária até que possa exercer seu direito – o que é uma sequência envolvente do filme.

A fé é uma decisão pessoal. Deve partir do íntimo de nossas convicções. Ninguém a pode impor. E quando nos decidimos pelos caminhos de Deus, devemos estar preparados para as renúncias que esse caminho pede de nós. É a via da ética, da justiça e da misericórdia

O bem comum

Por que Doss luta para ir à guerra? Não seria mais fácil ficar em casa se não irá lutar armado? Ninguém o julgaria… Vê-lo defender sua decisão é uma cena impactante. Não está pensado em si mesmo, nas glórias que conseguiria, mas sim, no bem de todos. Quer estar junto de seus amigos, quer defender o mundo em que acredita.

Não há dúvidas de que essa atitude de preocupar-se com a saúde coletiva é urgente em nosso tempo. O ideal que deve animar nossa existência – sobretudo dos mais jovens que estão a encontrar seu lugar no mundo – precisa levar em conta o bem-estar da comunidade toda. E, em nome desse cuidado comum, superar as tentações do egoísmo e da vantagem a todo custo que, a bem da verdade, são ilusórias e geram cada vez mais morte.

Enfim, vale a pena conferir e meditar a história de “Até o Último Homem”. Sem contar a fineza de edição e de trilha sonora, bem como o deslumbre da fotografia, que é de encher os olhos.

Vale a pena conferir: Até o Último Homem [Hacksaw Ridge]. Direção: Mel Gibson. EUA, Summit Entertainment, 2016.

Créditos: Pôster do filme [www.hacksawridge.movie]

 

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