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A tentação da Igreja Participação ativa Um porto seguro para casais, sacerdotes e religiosos(as) Chamados para uma missão Comitê de Bacia investe em saneamento

A tentação da Igreja

Carlos Scheid

Uma rápida varredura na História da Igreja permite identificar a tentação permanente que ronda o “pessoal da Igreja” – expressão de Jacques Maritain – quando a missão parece difícil, as barreiras se multiplicam e a solução aparente est…

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Participação ativa

Um dos princípios orientadores da reforma litúrgica do Concílio Vaticano II foi o da “participação ativa”, como lemos no número 14 da Constituição Conciliar Sacrosanctum Concilium [SC]: “É desejo ardente na mãe Igreja que todos os fiéis cheguem à…

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Um porto seguro para casais, sacerdotes e religiosos(as)

O EMM nos dá um presente, que é viver o FDS, um verdadeiro encontro consigo, com o outro e com Deus, que nos mostra o caminho para a conversão com mudanças de atitudes, a escuta com o coração e com a decisão de amar sempre. Isto tem sido um porto seg…

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Chamados para uma missão

João da Silva Resende, SDN*

 

“Eu te segurei pela mão, te formei e te destinei para unir meu povo e ser luz das nações. Para abrir os olhos aos cegos, tirar do cárcere os prisioneiros e da prisão os que moram nas trevas.” (Is 42,6-7.) Assim …

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Comitê de Bacia investe em saneamento

CBH-Manhuaçu conclui 16 Planos Municipais e agora acompanha sua implantação.

Passam-se os anos, trocam-se governos, novas políticas públicas são anunciadas e o saneamento básico segue um descalabro no Brasil. Embora seja um direito previsto na Const…

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Futebol, elitismo e juventude: algumas provocações

Luciano Jorge de Jesus

O futebol é uma de nossas maiores manifestações culturais, apesar da existência de alguns debates que buscam notá-lo como mais um espaço para explorar as classes trabalhadoras ou, em outras palavras, como “ópio do povo”. Não tenho a intenção de esgotar o tema com um texto tão breve, mas penso que algumas proposições podem ajudar a (re)construir os debates sobre o futebol e sua relação com a juventude.

A elitização do futebol, com o aumento do preço médio dos ingressos, faz com que o acesso de jovens advindos das classes populares seja (ainda mais) difícil. Adicionemos a essa dificuldade o direito ao lazer e o direito à cidade: jovens das classes populares possuem uma grande dificuldade do acesso ao transporte público, já que o preço médio de uma passagem na Grande Belo Horizonte para os estádios é aproximadamente R$ 5,00 e os jogos geralmente acabam muito tarde, dificultando o retorno desses para as suas residências em cidades da região metropolitana.

Outra privação é a criminalização das torcidas organizadas, estigmatizadas por alguns setores da imprensa, segurança pública e sociedade civil em geral. Porém, as torcidas organizadas possuem uma mesma característica? A proibição à adesão a uma torcida organizada diminui os conflitos? Os conflitos estão limitados ao campo de futebol? Quem são os torcedores e torcedoras componentes? Com essas simples perguntas é possível pensar na complexidade do debate, para além do “torcedor de bem”.

O futebol de várzea mostra como a vivência do futebol praticado por pessoas de diferentes idades e gêneros é algo muito rico. Obviamente a juventude se insere de forma muito ampla na prática do futebol de várzea, na construção de campeonatos, com times e campos que possuem um grande laço comunitário. Mas esses campos são ameaçados pela especulação imobiliária e pelo crescimento desenfreado das cidades: muitos desses campos – que geralmente se encontram nos bairros de periferia, nas vilas e favelas das grandes cidades – estão deixando de existir. A várzea é um lugar muito importante também para o fortalecimento do futebol feminin. Aliás, quais as políticas para o fortalecimento do futebol feminino, pensado para além dos clubes tradicionais? É preciso pensar no futebol praticado por mulheres para além do interesse midiático momentâneo dos jogos olímpicos.

A reflexão sobre o futebol e sobre como a juventude se insere no esporte pode – e deve – ser aprofundada, pensando-se para além da prática usada para “salvar os jovens das drogas”. Jovens são protagonistas de suas histórias, constroem a cultura e possuem o direito de acesso aos diferentes bens culturais, sociais, históricos e econômicos. É preciso pensar e agir nas várias formas como o futebol se manifesta para construirmos ações para a vivência libertária desse esporte tão apaixonante.

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