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A tentação da Igreja Participação ativa Um porto seguro para casais, sacerdotes e religiosos(as) Chamados para uma missão Comitê de Bacia investe em saneamento

A tentação da Igreja

Carlos Scheid

Uma rápida varredura na História da Igreja permite identificar a tentação permanente que ronda o “pessoal da Igreja” – expressão de Jacques Maritain – quando a missão parece difícil, as barreiras se multiplicam e a solução aparente est…

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Participação ativa

Um dos princípios orientadores da reforma litúrgica do Concílio Vaticano II foi o da “participação ativa”, como lemos no número 14 da Constituição Conciliar Sacrosanctum Concilium [SC]: “É desejo ardente na mãe Igreja que todos os fiéis cheguem à…

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Um porto seguro para casais, sacerdotes e religiosos(as)

O EMM nos dá um presente, que é viver o FDS, um verdadeiro encontro consigo, com o outro e com Deus, que nos mostra o caminho para a conversão com mudanças de atitudes, a escuta com o coração e com a decisão de amar sempre. Isto tem sido um porto seg…

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Chamados para uma missão

João da Silva Resende, SDN*

 

“Eu te segurei pela mão, te formei e te destinei para unir meu povo e ser luz das nações. Para abrir os olhos aos cegos, tirar do cárcere os prisioneiros e da prisão os que moram nas trevas.” (Is 42,6-7.) Assim …

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Comitê de Bacia investe em saneamento

CBH-Manhuaçu conclui 16 Planos Municipais e agora acompanha sua implantação.

Passam-se os anos, trocam-se governos, novas políticas públicas são anunciadas e o saneamento básico segue um descalabro no Brasil. Embora seja um direito previsto na Const…

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Revista Catolica O Lutador Religião Stanley Não Tem A Resposta 800×350

EUA: o dilema nos eleitores católicos

EUA: o dilema dos eleitores católicos

O voto em Trump aprova a guerra contra o Vaticano? O voto em Hillary subscreve a descristianização da América? Como sair do impasse?

 

O jornal inglês «Catholic Herald» [31/03/16] publicou matéria assinada por Tim Stanley, jornalista e historiador, que apresenta a situação complexa dos eleitores católicos norte-americanos para as próximas eleições presidenciais.

No ano passado, o Partido Republicano atraía os olhares do eleitor católico. Em seus sonhos, um dos seus – Jeb Bush ou Marco Rubio poderia derrotar Hillary Clinton e ocupar a Casa Branca. Um ano depois, as coisas mudaram. A direita religiosa está dividida e sem partido. Um deserto político para os católicos.

Historicamente, os católicos ianques votaram com os democratas, partido dos imigrantes e das grandes cidades. Em 1960, John F. Kennedy – o primeiro e único presidente católico – arrebanhou 78% dos votos de seus correligionários. Stanley observa que, nas duas décadas seguintes, os republicanos passaram a atrair os católicos por suas posições em torno do aborto, da sexualidade e da liberdade religiosa, separando-os da coalização democrática. Nasce uma bifurcação entre católicos «étnicos» mais liberais e os católicos mais conservadores.

Por outro lado, a figura notável de João Paulo II, no final da guerra fria, contribuiu para apagar a antipatia evangélica pelos candidatos católicos. Washington tornou-se o abrigo de dezenas de comitês de ação política favoráveis à família.

 

A ascensão de Trump

No período 2012-2015, o catolicismo republicano atingiu o seu clímax. Entre outros nomes, cresceram Mitt Romney, Paul Ryan, Jeb Bush e Marco Rubio, este último o favorito do Partido.

Inesperadamente, surge no cenário o fantasma de Donald Trump, alijando as candidaturas de Bush e Rubio.

A reação de muitas organizações católicas foi de horror. Uma carta aberta à nação o rejeitou como «manifestamente inapto a ser presidente», avaliando que Trump poderia ser detido simplesmente pelo peso de suas ideias. Para Tim Stanley, elas se enganaram redondamente, pois bom número de católicos passou a apoiá-lo.

Na Flórida, Trump recebeu metade do voto católico. Em Massachusetts, bastião da família Kennedy, uma espantosa votação de 53% dos católicos, apesar de sua atitude vaga em relação ao aborto e às uniões homossexuais. O próprio Trump casou-se três vezes e se gaba publicamente de suas proezas sexuais.

Acrescentar suas declarações de oposição aos pronunciamentos do Papa Francisco sobre questões sérias como o aquecimento global e a acolhida aos imigrantes. Em fevereiro de 2016, Trump chegou a rotular o Papa de «peão» do governo mexicano. No polo oposto, Francisco disse que a obsessão de Trump por construir muros ao longo da fronteira mexicana é anticristã. O jornal italiano «La Stampa» deu manchete: «O Papa excomungou Trump»…

Estranhamente, a grosseria do candidato acabou atraindo a simpatia de setores conservadores que apoiam a pena de morte e o porte de armas, incomodados com um pontífice que repete a doutrina católica de defender incondicionalmente a vida desde a sua concepção, em todos os estágios de seu desenvolvimento.

 

A alternativa liberal

Quem fala pelos católicos hoje? O Partido Democrata. Ele é que propõe as energias renováveis, acolhe os imigrantes mexicanos e aumenta o salário mínimo. Mas Hillary Clinton tem uma plataforma feminista e hiperliberal, batendo de frente com a doutrina tradicional da Igreja.

Quando foi adotado o Obamacare – o plano de saúde acessível aos pobres – os democratas insistiram em oferecer a contracepção gratuita a seus beneficiários, em uma violação totalmente inútil do direito constitucional à liberdade religiosa, avalia Tim Stanley.

Daí, a apreensão dos meios católicos em relação à próxima eleição norte-americana. Como escolher entre Trump, disposto a declarar guerra contra Roma, e Hillary, decidida a corroer a moral católica? Stanley não tem a resposta.

 

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