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A tentação da Igreja Participação ativa Um porto seguro para casais, sacerdotes e religiosos(as) Chamados para uma missão Comitê de Bacia investe em saneamento

A tentação da Igreja

Carlos Scheid

Uma rápida varredura na História da Igreja permite identificar a tentação permanente que ronda o “pessoal da Igreja” – expressão de Jacques Maritain – quando a missão parece difícil, as barreiras se multiplicam e a solução aparente est…

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Participação ativa

Um dos princípios orientadores da reforma litúrgica do Concílio Vaticano II foi o da “participação ativa”, como lemos no número 14 da Constituição Conciliar Sacrosanctum Concilium [SC]: “É desejo ardente na mãe Igreja que todos os fiéis cheguem à…

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Um porto seguro para casais, sacerdotes e religiosos(as)

O EMM nos dá um presente, que é viver o FDS, um verdadeiro encontro consigo, com o outro e com Deus, que nos mostra o caminho para a conversão com mudanças de atitudes, a escuta com o coração e com a decisão de amar sempre. Isto tem sido um porto seg…

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Chamados para uma missão

João da Silva Resende, SDN*

 

“Eu te segurei pela mão, te formei e te destinei para unir meu povo e ser luz das nações. Para abrir os olhos aos cegos, tirar do cárcere os prisioneiros e da prisão os que moram nas trevas.” (Is 42,6-7.) Assim …

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Comitê de Bacia investe em saneamento

CBH-Manhuaçu conclui 16 Planos Municipais e agora acompanha sua implantação.

Passam-se os anos, trocam-se governos, novas políticas públicas são anunciadas e o saneamento básico segue um descalabro no Brasil. Embora seja um direito previsto na Const…

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Entre ciência e fé, o mistério do homem

Carlos Scheid

 

No ano da graça de 1772, o renomado físico Lavoisier assinou um relatório da Academia de Ciências, segundo o qual “a queda de pedras vindas do céu era fisicamente impossível”. Em outros termos, os meteoritos ficavam cientificamente proibidos de cair sobre nosso sábio planeta.

Infelizmente, a natureza é um tanto rebelde aos postulados acadêmicos… Tanto que, já em 1790, o meteorito Barbotan despencava com fragor sobre uma distraída comuna francesa, fato que foi testemunhado e documentado pelo senhor prefeito e todo o seu conselho municipal.

Estas e outras “bandeiras” (ou mancadas) cometidas pelos ilustres homens de ciência têm sido sistematicamente perdoadas pelos crentes de todos os credos. A fé sabe perdoar. Ao mesmo tempo, os acadêmicos de hoje continuam com avareza cada oportunidade de acusar a Igreja Católica por ter “silenciado” o pobrezinho do Galileu, quando este sábio ousou deslocar a Terra do centro do sistema solar e, de quebra, extraiu de suas observações astronômicas alguns corolários teológicos, como a contestação da Bíblia enquanto texto divinamente inspirado.

É óbvio que os cientistas são pessoas ideologicamente neutras e invariavelmente bem intencionadas. Apenas defendem – com unhas e microscópios – o direito de afirmar verdades provisórias, isto é, o sagrado direito de errar! E mais: errar sem ter de ouvir advertências e repreensões de qualquer tipo de autoridade. Trabalhar sob a vigilância de imperativos éticos faz o pesquisador sentir-se amarrado a uma camisa de força.

Exemplo disso é a continuada polêmica em torno da utilização de embriões humanos como matéria-prima para pesquisa. Embriões humanos que uma “especialista”, entrevistada pela Rádio CBN, definia como “apenas um montinho de células”…

A Igreja Católica é teimosa, arrogante, retrógrada – afirmam os novos alquimistas da genética -, inaceitável entrave ao progresso científico! Em sua obstinação (ou seria fidelidade?), a Igreja insiste em ver o embrião como pessoa humana e, por isso mesmo, proprietário de direitos humanos, vindo em primeiríssimo lugar o direito de… viver…

O cientista trabalha com hipóteses. Uma dessas hipóteses inclui a possibilidade de a Igreja estar errada. Ainda no terreno das suposições, o homem poderia ser “apenas” um animal como os outros. Sem alma. Sem destino eterno. Não teria razão o cristão, que vê o homem como filho de Deus por adoção ou, no mínimo, vocacionado a tal filiação.

O homem (e a mulher, claro!) seria apenas um bicho que raciocina. Ou um “tubo digestivo pensante”, segundo Sigmund Freud. Assim des-mitificado, despojado de auréolas espirituais, nada impediria que o homem fosse comprado e vendido, alugado e usado, cortado em fatias e leiloado para transplantes, sempre em benefício do mais rico e do mais forte.

Mas a Igreja tem alguma dificuldade em aprovar essa “antropologia pragmática”. É que os olhos da Igreja estão fixos em Belém de Judá. Ali, sobre a palha do Natal, o Filho de Deus – que acaba de mamar! – dorme sobre a manjedoura. A Divindade foi injetada nas artérias da Humanidade. Somos, agora, uma raça divinizada.

Depois que o Verbo assumiu a nossa natureza, nunca mais seremos carne de açougue, pois a argila iluminada irradia a luz solar que há de vencer as trevas para sempre…

Foto: mystèredelavie.com

 

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