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A tentação da Igreja Participação ativa Um porto seguro para casais, sacerdotes e religiosos(as) Chamados para uma missão Comitê de Bacia investe em saneamento

A tentação da Igreja

Carlos Scheid

Uma rápida varredura na História da Igreja permite identificar a tentação permanente que ronda o “pessoal da Igreja” – expressão de Jacques Maritain – quando a missão parece difícil, as barreiras se multiplicam e a solução aparente est…

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Participação ativa

Um dos princípios orientadores da reforma litúrgica do Concílio Vaticano II foi o da “participação ativa”, como lemos no número 14 da Constituição Conciliar Sacrosanctum Concilium [SC]: “É desejo ardente na mãe Igreja que todos os fiéis cheguem à…

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Um porto seguro para casais, sacerdotes e religiosos(as)

O EMM nos dá um presente, que é viver o FDS, um verdadeiro encontro consigo, com o outro e com Deus, que nos mostra o caminho para a conversão com mudanças de atitudes, a escuta com o coração e com a decisão de amar sempre. Isto tem sido um porto seg…

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Chamados para uma missão

João da Silva Resende, SDN*

 

“Eu te segurei pela mão, te formei e te destinei para unir meu povo e ser luz das nações. Para abrir os olhos aos cegos, tirar do cárcere os prisioneiros e da prisão os que moram nas trevas.” (Is 42,6-7.) Assim …

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Comitê de Bacia investe em saneamento

CBH-Manhuaçu conclui 16 Planos Municipais e agora acompanha sua implantação.

Passam-se os anos, trocam-se governos, novas políticas públicas são anunciadas e o saneamento básico segue um descalabro no Brasil. Embora seja um direito previsto na Const…

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Do conflito à comunhão

Ecumenismo: criar pontes, estender a unidade, superar divisão.

Maria Clara Bingemer

 

A busca da unidade

Oikos é uma palavra grega que pode ser traduzida como “casa”, “ambiente habitado” ou “família”. Na Grécia Antiga, oikos era o nome dado à unidade básica de uma sociedade, formada pelo chefe, representado pelo homem mais velho, sua família (filhos e esposa) e todos os que conviviam em um mesmo ambiente doméstico.

“Ecumenismo” provém dessa bela palavra grega: oikos. Mas aqui a casa é o mundo. E ecumenismo deseja alcançar exatamente isso: toda a terra habitada, buscando criar pontes e não barreiras, estender a unidade e superar qualquer divisão.

Em termos teológicos, ecumenismo é a busca da unidade entre todas as Igrejas cristãs. É um processo de entendimento que reconhece e respeita a diversidade entre as Igrejas. Inicialmente, se refere apenas ao mundo cristão. Na prática, porém, o movimento compreende diversas religiões, inclusive aquelas não cristãs.

 

Triste história de divisão

A Igreja Católica e as Igrejas protestantes começaram a dar passos concretos e importantes na direção de uma vivência e uma prática ecumênica a partir do Concilio Vaticano II, nos anos 60. Desde então, o processo de busca da unidade tem crescido, ainda que muitas vezes tenha tido que superar percalços e dificuldades.

Em 2017, celebram-se os 500 anos da Reforma Protestante. O monge agostiniano Lutero tinha duras críticas à Igreja e recebeu adesão de muitos que passaram a não mais considerar-se sob a autoridade do Papa. Criou-se um cisma, uma divisão entre os cristãos, que só começou a ser superada cinco séculos depois, com o Vaticano II.

Por tudo isso, pela triste história de divisão entre os seguidores de Jesus Cristo, o deslocamento do Papa até Lund, a fim de participar da comemoração ecumênica dos 500 anos da Reforma organizada pela Federação Luterana Mundial e pelo Pontifício Conselho para a promoção da unidade dos cristãos, é de imensa importância.

Antes de viajar a Lund, o Papa declarou, em entrevistas, que a Reforma de Lutero aconteceu em um momento em que havia realmente coisas que necessitavam urgentemente ser reformadas na Igreja. Porém, devido a questões politicas, tornou-se, segundo o Papa, “um estado de separação e não um processo de reforma para toda a Igreja”. Além disso, o movimento de Lutero devolveu a Bíblia às mãos do povo. E essa devolução foi retomada pelo Concilio Vaticano II, oficializando o acesso dos católicos à Escritura, à Palavra de Deus. O endurecimento das duas partes gerou a divisão que até hoje impera, mas que todos – católicos e protestantes – desejam ver superada.

 

A distância faz adoecer

Francisco não pediu nem exigiu que viessem a ele. Deslocou-se, pôs-se em movimento, foi ate lá. Seu desejo era aproximar-se mais daqueles que chamou “meus irmãos e minhas irmãs”. Convicto de que a distância faz adoecer, enquanto a proximidade cura e revitaliza, saiu dos muros do Vaticano para ir ao encontro daqueles que, na Suécia, celebravam o início do movimento que deu origem a suas Igrejas. Dispôs-se a entrar em terreno alheio como hóspede, esperando acolhida.

Foi acolhido fraternalmente. Celebrou com os luteranos e falou intensamente em favor da superação da divisão e da necessidade de buscar a unidade. Lembrou a necessidade de reconhecer os erros, pedir perdão e investir no que une e não no que separa. E insistiu em que o ecumenismo tem que dar-se na prática. É preciso rezar juntos, celebrar juntos, trabalhar juntos e não apenas permanecer na teoria, esmiuçando questões e divergências doutrinais.

O documento, assinado em conjunto pelo Papa e pelo presidente da Federação Luterana Mundial, afirma: “Pedimos a Deus inspiração, ânimo e força para podermos continuar juntos no serviço, defendendo a dignidade e os direitos humanos, especialmente dos pobres, trabalhando pela justiça e rejeitando todas as formas de violência”. E repudia “energicamente todo ódio e violência, passado e presente, especialmente a cometida em nome da religião”.

 

Que esta ferida seja curada.

Tanto católicos como luteranos desejam ardentemente a unidade, como afirma a declaração conjunta: “Desejamos ardentemente que esta ferida no Corpo de Cristo seja curada. Este é o objetivo dos nossos esforços ecumênicos, que desejamos levar adiante, inclusive renovando o nosso empenho no diálogo teológico”. O documento consagra assim o “compromisso de passar do conflito à comunhão”.

A comunhão é sempre um desafio, pois deve acontecer em meio à vida que é dinâmica, se move e não se detém. Seus protagonistas são pessoas vivas, seres humanos com desejos, ambiguidades, pecados e erros. Porém, se houver disposição de encontro, de proximidade, de escuta e acolhimento, a unidade será possível e virá. O gesto do Papa Francisco comprova isso. A acolhida que lhe deram também. A declaração conjunta que se dirige a toda a oikumene é prova de que é preciso ter fé e esperança, porque todos receberam o mesmo batismo e professam a mesma fé.

Como declarou o Papa, há um ecumenismo de sangue. Cristãos derramaram juntos seu sangue pela fé e a caridade de sua pertença a Jesus Cristo. Aproximar-se cada vez mais e superar as divisões é ser fiéis a esse ecumenismo de sangue que nos faz sermos um só.

Fonte: Dom Total

F/Osservatore Romano

 

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