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A tentação da Igreja Participação ativa Um porto seguro para casais, sacerdotes e religiosos(as) Chamados para uma missão Comitê de Bacia investe em saneamento

A tentação da Igreja

Carlos Scheid

Uma rápida varredura na História da Igreja permite identificar a tentação permanente que ronda o “pessoal da Igreja” – expressão de Jacques Maritain – quando a missão parece difícil, as barreiras se multiplicam e a solução aparente est…

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Participação ativa

Um dos princípios orientadores da reforma litúrgica do Concílio Vaticano II foi o da “participação ativa”, como lemos no número 14 da Constituição Conciliar Sacrosanctum Concilium [SC]: “É desejo ardente na mãe Igreja que todos os fiéis cheguem à…

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Um porto seguro para casais, sacerdotes e religiosos(as)

O EMM nos dá um presente, que é viver o FDS, um verdadeiro encontro consigo, com o outro e com Deus, que nos mostra o caminho para a conversão com mudanças de atitudes, a escuta com o coração e com a decisão de amar sempre. Isto tem sido um porto seg…

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Chamados para uma missão

João da Silva Resende, SDN*

 

“Eu te segurei pela mão, te formei e te destinei para unir meu povo e ser luz das nações. Para abrir os olhos aos cegos, tirar do cárcere os prisioneiros e da prisão os que moram nas trevas.” (Is 42,6-7.) Assim …

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Comitê de Bacia investe em saneamento

CBH-Manhuaçu conclui 16 Planos Municipais e agora acompanha sua implantação.

Passam-se os anos, trocam-se governos, novas políticas públicas são anunciadas e o saneamento básico segue um descalabro no Brasil. Embora seja um direito previsto na Const…

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Crianças pequenas podem ser santas?

Fátima responde que sim

Stephen Bullivant

Em março passado, o Vaticano confirmou que foi reconhecido um segundo milagre para os beatos Jacinta e Francisco Marto, os pequenos pastores-videntes de Fátima, mortos durante uma epidemia de gripe espanhola. É bem provável que o Papa Francisco irá canonizá-los pessoalmente em 13 de maio, quando ele estará em Fátima para comemorar o centenário das aparições.

Esta é uma boa notícia, embora não me surpreenda. Afinal de contas, o processo formal de canonização da Igreja não transfere seus súditos para o céu. Ela simplesmente proclama que eles estão lá desde o começo. Mas nesta ocasião, nem mesmo um ultramontano como eu precisava de uma ratificação formal para ser convencido de que os irmãos Marto são autênticos santos. Francamente, a única verdadeira surpresa aqui é que uma beatificação para sua prima, Ir. Lúcia dos Santos, a terceira vidente que morreu em 2005, não foi incluída no anúncio.

Ainda que, por si mesmo, o sol não tenha comprovado a verdade das aparições de Fátimas, as próprias crianças seriam suficientes para reconhecê-las. Jacinta e Francisco mostram que santidade pode ser alcançada por almas que não só abraçam a mensagem de Fátima, mas são abraçadas por seu mensageiro. E tudo isso ainda em idade escolar primária.

Antes dos “eventos”, ao menos, os pastorinhos não eram especialmente piedosos. Na verdade, ao mesmo tempo que cuidavam das ovelhas das suas famílias, rezavam o terço. De acordo com Lúcia, eles corriam através dele, dizendo só as palavras de abertura de cada oração (Pai-Nosso, Glória, Ave-Maria, Ave-Maria…). Mesmo assim, eles poderiam cochilar antes de terem terminado.

Depois que as maravilhas começaram, as crianças conservaram um encantador senso de humor: interrogados por turistas piedosos, reunidos em Fátima, se sabiam onde moravam os videntes, “prestativamente” eles apontaram na direção certa. Lembre-se também que Nossa Senhora disse a Francisco que, tal como sua irmã famosa, ele havia de ir para o céu, mas gastaria muitos rosários primeiro (podem me chamar de modernista, mas, pessoalmente, eu sempre a imagino dizendo isto com um afetuoso sorriso).

Quando realmente chegou a ocasião, todos os três – e, dada a idade deles, de modo surpreendente – demonstraram virtudes heroicas. Considerando as histórias bizarras que tinham para dizer, não é surpreendente que fossem severamente condenados como mentirosos, inclusive por suas próprias famílias. Mas recusaram-se firmemente a negá-las.

Em certo momento, foram raptados pelo líder do governo regional (fanaticamente anticlerical), que os jogou em uma cela com ladrões da cidade e disse que eles seriam fervidos vivos em óleo – uma ameaça em que acreditaram totalmente. No entanto, como se diz hoje, eles persistiram.

Escrevendo em 2000, o então Cardeal Ratzinger recordou uma conversa que ele teve uma vez com o Sr Lúcia: “[Ela] disse que parecia cada vez mais claramente que o propósito de todas as aparições era ajudar as pessoas a crescerem mais na fé, na esperança e no amor – todo o resto se destinava a conduzir a isto”.

As palavras e ações de Jacinta e Francisco, a serem proclamados santos brevemente, o testemunham.

A pequena Jacinta, horrorizada com a ideia de que se perdesse uma única alma, uma vez confidenciou a seu primo: “[Quando eu estou no céu] eu vou amar muito a Jesus, e ao Imaculado Coração de Maria, também. Eu vou rezar muito para você, para os pecadores, para o Santo Padre, para meus pais e meus irmãos e irmãs e para todas as pessoas que me pediram para orar por elas…”

E com que palavras ela planeja fazer isso? Naturalmente, eram aquelas que Nossa Senhora ensinara a Jacinta e seus companheiros: “Ó meu Jesus, perdoai os nossos pecados, salvai-nos do fogo do inferno e levai as almas todas para o céu, especialmente aquelas que mais precisarem de misericórdia. Amém.”

Embora a própria Nossa Senhora tenha sugerido: “Quando você rezar o terço, diga depois de cada dezena”, as crianças também iriam usá-las como uma oração independente. Francisco proferiu esta oração ao fazer sua confissão antes de sua primeira – e tragicamente última – comunhão, ao morrer em abril de 1919.

Lúcia contou que Jacinta, que iria morrer da mesma doença no início do ano seguinte, iria recitá-la muitas vezes quando tomada por temores em relação ao destino eterno de outros: “Jacinta permanecia de joelhos assim, por longos períodos de tempo, dizendo a mesma oração, vezes sem conta”.

A Santa Madre Igreja canoniza os santos para o nosso benefício, não para o deles. Ela os apresenta a nós como exemplos – “traduções vivas do Evangelho”, como o Papa emérito expressou uma vez. Eles devem nos inspirar a maneira de nos tornarmos santos.

Esta é uma grande tarefa, ainda que inacabável em uma vida curta. Mas podemos pelo menos começar, rezando como e com um santo. Nada mau para apenas vinte e nove palavras…

 

 

 

 

 

Fonte: Catholic Herald

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